Lixo, um negócio privado no Brasil Empresas privadas recolhem o lixo de dois terços da população urbana do Brasil, além de responderem por 15% de seu destino final em aterros sanitários, segundo o recentemente divulgado Panorama de Resíduos Sólidos no Brasil, de 2005. A privatização desses serviços se acentuou na década passada, diante da escassa capacidade estatal de investimentos e o “bom negócio” que representa para esse setor a concessão bem feita, disse ao Terramérica Eduardo Castagnari, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), responsável pelo relatório. Essa tendência deve se acentuar com a aplicação da Lei de Parceria Público-Privada, aprovada no final de 2004. No Brasil, cem mil toneladas diárias de lixo urbano (equivalentes a 60%) ainda são jogadas em lixões a céu aberto.

