Pelo menos 115 ativistas, técnicos e trabalhadores ambientais foram alvo de violência, seqüestro e até assassinato nos últimos 16 anos na Guatemala, segundo um informe do Centro de Ação Legal Ambiental e Social (Calas) que inclui o período entre 1990 e maio de 2006. “Queríamos conhecer com certeza a situação de risco que vive este setor na Guatemala, onde não há garantias para proteger o meio ambiente”, explicou ao Terramérica Yuri Melini, diretor do Calas.
No caso mais recente, membros do Conselho Nacional de Áreas Protegidas (Conap), da polícia e do Exército foram retidos por vários dias, em junho, por um grupo fortemente armado na Serra do Lancadón, em El Petén, fronteiriço com o México.
Em novembro de 2005, foram seqüestrados os guardas florestais Mario Pop e Julio Vásquez, que continuam desaparecidos. Os dois trabalhavam na estação biológica da privada Universidade del Valle, no Vulcão de Atitlán, oeste da capital, contou Melini.
No mesmo mês, foram assassinados um técnico do Instituto Nacional de Florestas (Inab), bem como um soldado em uma área da Reserva da Biosfera Maia, também em El Petén.

