As 55 organizações que formam a Grande Aliança por Omoa, no litoral atlântico de Honduras, acusaram o governo de Manuel Zelaya de favorecer a empresa Gás do Caribe, acusada de contaminação. Há quatro meses, o governo pediu à Aliança um prazo para verificar as irregularidades denunciadas contra a empresa, “mas isso foi para ganhar tempo. Ao que parece, o novo ministro do Meio Ambiente (Tomás Barquero) contratou uma consultoria paga pela Gás do Caribe”, disse ao Terramérica o ativista Máximo Parissi.
Os ambientalistas acreditam que esse prazo seria para conceder uma nova licença ambiental à multinacional mexicana, que há duas décadas opera na paradisíaca região de Omoa, causando graves danos ambientais, segundo informes da Secretaria do Meio Ambiente.
Segundo Parissi, a companhia vende “um hidrocarbono volátil e inflamável, inadequado para climas tropicais” por isso a qualquer momento “pode ocorrer uma tragédia”.

