A organização mapuche Ayún Mapu, que reúne oito comunidades da principal etnia indígena do Chile, recorrerá à justiça para evitar a construção perto de suas terras do novo aeroporto da região de Araucanía, nas proximidades de Tomuco, 670 quilômetros ao sul de Santiago. A empresa Belfi venceu o contrato de concessão para execução, conservação e exploração do aeroporto, que terá custo aproximado de US$ 100 milhões.
“Não foram ouvidas as comunidades”, como obriga o Convênio 169 da Organização Internacional do Trabalho, que entrou em vigor neste país em setembro, afirmou ao Terramérica o dirigente Ivan Reyes, presidente da Ayún Mapu.
Segundo Reyes, o aeroporto será construído em terrenos ancestrais das comunidades e não foram feitos estudos ambientais necessários para descartar a poluição na região.

