Um estudo descobriu alterações genéticas no boto cor-de-rosa (Inia geoffrensis), um raro mamífero aquático amazônico. Os cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas ainda desconhecem se as modificações no genoma são resultado de contaminação. No entanto, encontraram mercúrio e pesticida dicloro difenil tricloroetano (DDT) em exames de sangue e de tecidos de alguns dos 27 animais examinados.
O boto cor-de-rosa “está no topo da cadeia alimentar e por isto acumula substâncias tóxicas em seu organismo. Vamos, agora, analisar o impacto que isto pode provocar”, disse ao Terramérica a bióloga Eliana Feldberg, que participa do estudo.
“Além disso, é um animal que compartilha informações genéticas com seus ancestrais, e entender como funciona seu genoma ajuda a compreender sua evolução”, acrescentou.

