O CABO, 17/04/2007 – Embora seja inseguro e não paga bem, o trabalho informal é agora a fonte primária dos habitantes da África Austral ganharem a vida. Sem este trablho as poucas possibilidades de sobrevivência ficam cada vez mais reduzidas, como foi indicado por alguns estudos recentes A situação em Kinshasa, o capital da República Democrática do Congo(RDC), é um exemplo de um tal caso.
O fracasso do mercado de copre tornou esta cidade num centro de atividade comercial na RDC. A cidade cresceu dramaticamente e agora tem sete milhões de habitantes. Nas últimas décadas, uma alta porcentagem de habitantes de Kinshasa foram forçadas a ganhar a vida no sector informal.
Os niveis de pobreza e da desiguldade em Kinshasa foram analisados pelo Tom de Herdt e o Wim Marivoet do Instituto do Desenvolimento e da Gestão de Políticas na Universidade de Antwerp na Bélgica. Estes homens compararam duas análises de rendimentoas e duas análises de despesas realizadas em 1975 e 2004.
O Bruto Produto Nacional por capita da RDC atualmente está a um quinto do que era em 1974 devido aos problemas económicos sucedidos e a guerra civíl. Tudo isto também significativamente mudou entre 1975 e 2004.
Em 1975 uma família média gastava 0.8 porcento do seu orçamento na educação. Esta porcentagem tinha subida a 5.6 porcento em 2004, refletindo a comercialização de facto das escolas durante os anos 1990s. O De Herdt e Marivoet dizem que agora as escolas são lugares nos quais o governo exige “impostos para financiar o departamento de educação”.
Da mesma maneira, a retirada do estado da provisão de habitação e transporte conduziu ao sector privado aumentar as suas despesas nestes serviços. Como resultado, as famílias gastam menos para a comida: de 62.8 porcento em 1975 a 57.8 porcento do orçamento médio de cada família em 2004.
Uma comparação da consomação de calorias mostra uma redução de cinco porcento na alimentação de famílias durante a mesma altura. O De Herdt e o Marivoet atribuem isto a mudança para se comer alimentos mais nutritivos. A mandioca foi substituida pelo milho e a arroz, que são mais baratos e têm mais valor nutritivo.
Numa comparação da coeficência Gini de 1975 e a de 2004, o De Herdt e o Marivoet também notaram uma pequena redução nos niveis de desigualdade. Esta índice da desigualdade económica mudou de 0.43 a 0.41, com o zero sendo a igualdade absoluta e um sendo a desigualdade absoluta. Para além disso, a porcentagem dos pobres aumentou um pouco de 60.7 a 60.8 porcento.
A porcentagem de pessoas afluentes aumentou de 16.7 porcento em 1975 á 19.8 em 2004, disseram o De Herdt e o Marivoet. Este crescimento na afluência é devido a diminuição do grupo de rendimentos médios.
Estas mudanças ocorreram num contexto de números aumentandos de congoleses trabalhando no sector informal. Apenas 12 porcento das famílias em Kinshasa ganham a vida dos empregos no sector formal.
Mais 11 porcento delas ganham rendimentos do sector formal e informal, enquanto que 76 porcento trabalham no sector informal. A maioria dos pobres (66 porcento) estão no sector informal, comparado a 16 porcento dos affluentes.
Uma análise de géneros mostra que a economia informal tocou muito nas mulheres, porque as famílias chefiadas pelas mulheres quase dobraram de 11 a 20 porcento entre 1975 e 2004, segundo o De Herdt e o Marivoet.
Na RDC há uma classe de mulheres chamadas por “mulheres livres” que historicamente tem sido muito ativa na produção informal e nas redes comerciais. 40 porcento delas eram afluentes em 1975. Más este grupo diminuiu porque as famílias chefiadas pelas mulheres normalemente têm rendimentos mais baixos de que as chefiados pelos homens em 2004.
As famílias chefiadas pelas mulheres foram ”sobre representadas entre os pobres e sub representadas entre os afluentes “, sugerindo que sim a mudança ao trabalho informal trouxe mais mulheres no Mercado laboral, más também “empurrou as ás camadas mais baixas “, indicaram o De Herdt e o Marivoet.
Os estudos feitos mostraram que as intervenções políticas na economia do sector informal prejudicam a sobrevivência das famílias.
Quando o governo maluiano proibiu os “rapazes de planos” no microbus em Janeiro de 2006, muitos deles ficaram desamparados. Antes, estes rapazes ganhavam 107 dólares por mês quando chamavam os passageiros para recrutá-los.Um professor ganha 43 dólares por mês, segundo o Richard Tambulasi e o Happy Kayuni da Universidade de Malauí.
Os dois pesquisadores repararam que os “rapazes de planos” não são “rapazes” no sentido exato da palavra por que têm famílias e responsabilidades “.
Um estudo realisado pelo Tambulasi e Kayuni mostrou que muitos destes rapazes acabaram a escola primária, más não atinjiram um nivel superior de educação. Não podiam conseguir emprego formal num país onde apenas 25 porcento dos que saiem da escola encontram o emprego na economia formal, indicou o Tambulasi e o Kayuni.
O governo proibiu a atividade destes rapazes por que eram acusados de ser criminosos. Segundo o Tambulasi e o Kayuni, a maioria destes rapazes não são criminosos e muitas vezes eles ajudam os passageiros a chegar ás destinações deles. O governo ignorou os apelos a anular a proibição destes rapazes. Como resultado, muitos destes rapazes sofrem da pobreza e não podem encontrar outros meios de ganhar a vida. Alguns deles até tomaram recurso a criminalidade para sobreviver, observou o estudo do Tambulasi e Kayuni.
Estas e outras conclusões do estudo foram discutidas numa conferência sobre a economia informal, realisado no fim de março na cidade costal do Cabo, na África do Sul.
A conferência foi organizada pelo Programa dos Estudos Agrários, uma organização que faz pesquisas que faz parte da Universidade do Cabo Ocidental, e o Instituto Islanda, uma organização não governamental que estuda a habitação. Ambas organizações são baseadas no Cabo

