EDUCAÇÃO-ÁFRICA:: E-learning para todos

NAIROBI, 08/06/2007 – O papel das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) no melhoramento da educação africana é o sujeito da Conferência do e-Learning na África, uma reunião anual que reune os participantes de todo o mundo. E-learning – a apprendizagem eletrónica – é muito útil nas partes do continente que sofrem de uma falta de professors qualificados.

Isto é o caso da Etiópia naqual a metade dos professores não são qualificados. Por isso as autoridades decidiram adotar o e-learning em 2003, disse o Demissew Bekele – o chefe de TIC no Ministério de Educação.

Desde então a Etiópia tem investido quase 16,700 monitores a emitir as aulas sobre uma variedade de sujeitos aos professors assim como aos estudantes. Os monitores foram distribuidos a todas as 775 escolas segundárias, e espera se fazer o mesmo para as escolas primárias.

No país vizinho da Quênia também se introduziu o e-learning, graças a um projeto pilóto que primeiro foi publicado pela Nova Parceria para o Desenvolvimento da África (NEPAD) em 2003. NEPAD visa atrair mais ajuda e alívio da dívida ao continente, e estabelecer as melhores condições comerciais, atraves da boa governança nos estados africanos.

Seis escolas segundárias na Quênia já têm a conectividade sob esta inciativa, segundo a Mary Mmayi, o responsavel para a coordenação nacional deste projeto.

“Sempre estamos na etapa da demonstração. Depois de apreendermos como integrar a TIC e a educação, vamos estabelecer os centros de excelência onde os que não podem ir a escola podem se matricular,” disse ela a IPS. O e-learning vai ser abarcada a incluir mais 142 escolas no país.

Para além da Quênia, há 15 outros estados participando no projeto de NEPAD, cujos benefícios incluem a disponibilização de professores e materias eduativos.

Apesar destes casos de êxito ainda há alguns obstáculos a superar antes do e-learning ser extendida a toda a parte.

Alguns professores são cépticos sobre o ensino eletrónico, receiando que pode os substituir ultimamente.

“O medo do desconhecido, e da substituição dos profesores é um fator que surge de vez em quando e que se deve reconhecer. Mas continuámos a dizer aos professores que o e-learning nunca poderá tomar o lugar deles. Também produzímos os guiões sobre o e-learning para os professores,” disse o Bekele.

As outras pessoas repararam a falta das capacidades nas Tecnolgias da Informação e Comunicação entre os professores, e indicaram que isto poderia prejudicar a qualidade do e-learning na África.

“É imperativo que os colégios que formam os professores integram a TIC nos cursos deles como um útil de ensino para os professores. As escolas também devem continuar a apoiar o desenvolvimento professional dos professores para que estes ficam a par com as mudanças tecnológicas,” disse o Edmond Were do Instituto de Educação de Kigali, o capital de Ruanda.

Também se deve considerar o custo de tudo isto.

“Quando se fala de uma escola eletrónica, trata se da conectividade internet que é um grande problema por causa dos custos altos do internet, e do equipamento” .

Mesmo se tiver o equipamento e a conectividade ao intenet, se pode não ter a eletricidade para ligar ao internet: muitas das escolas, particularmente as nas zonas rurais, não tem energia.

As autoridades quenianas dizem que estão a lidar com este problema.

O Ministro de Educação o George Saitoti disse o seu departamento está a trabalhar com o ministro de energia num projeto da eletrificação que poderia dar a eletricidade a todas as escolas públicas nas zonas rurais.

“Está programado que pelo dia 30 de Junho deste ano, 288 escolas segundárias terão a eletricidade,” disse ele a conferência.

Pela sua parte, a Ruanda visa fornecer as escolas rurais com a eletricidade. Atualmente, “Podemos passar 24 horas sem energia,e a maioria das escolas rurais não são eletrificadas,” disse o Were.

Este país da África Central também está a participar no projeto e-learning de NEPAD. Para além disso, também está a tentar capacitar todos os estudadantes com as habilidades TIC. Quase 2,000 escolas primárias públicas receberam dez computadores cada – para assegurar que os estudantes adquerem todas as habilidades básicas no uso dos computadores.

Lançou se uma iniciativa parecida na Quênia em 2004. O Trust Fund das Tecnologias da Informação e Comunicação, criado através de uma associação entre o setor privado e público, distribuiu 362 computadores a 27 escolas e centros comunitárias da aprendizagem, segundo o sítio web do Ministro de Educação, Ciência e Tecnologia.

Joyce Mulama

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