Líbano: Euforia inicial de Israel não se mantém

Jerusalém, 15/03/2005 – A reação inicial beirou a euforia: milhares de libaneses saíram ás ruas de Beirute em aberto desafio á Síria, e Israel comemorava. Agora o otimismo provocado pela reação libanesa, e internacional, ao assassinato do ex-primeiro-ministro do Líbano, Rafik Hariri, está diminuindo. Em Israel, que fica ao sul desse país, foram inúmeras as versões sobre um vizinho democrático e livre de tropas sírias. Alguns, inclusive, especularam que o Líbano poderia ser o terceiro país árabe, depois do Egito e da Jordânia, a assinar um tratado de paz com Israel. Um deles foi o chanceler Silvan Shalom, que falou sobre a possibilidade de fazer as pazes com o Líbano logo que estiver livre da ocupação militar pela Síria.
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Mundo: EUA reaquece conflito nuclear Irã-Israel

Jerusalém, 03/02/2005 – Quando Israel enviou seus aviões F-16 para bombardear o reator nuclear iraquiano de Osirak, há 24 anos, os pilotos tinham um alvo para mirar. No caso do Irã atual, a situação seria muito diferente. Se os Estados Unidos ou Israel tomarem uma decisão semelhante para neutralizar a capacidade nuclear iraniana, deverão localizar numerosas instalações espalhadas por todo o país e nenhuma delas é um grande reator claramente identificável. No entanto, o vice-presidente norte-americano, Dick Cheney, não descartou, na semana passada, uma ação militar contra instalações nucleares iranianas a cargo de Israel.
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Mundo: Palestina nas mãos de Israel, Hamas e EUA

Jerusalém, 23/01/2005 – A capacidade do presidente eleito da Palestina, Mahmoud Abbas, de estabelecer sua autoridade e obter o reconhecimento de seu povo dependerá menos de suas próprias ações do que da generosidade do governo de Israel e de grupos radicais islâmicos, como o Hamas, e do apoio de Washington. O ex-primeiro-ministro poderá apresentar os 62,3% dos votos obtidos no domingo como prova de um mandato amplo e popular, mas definitivamente sua eleição como presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), em substituição a Yasser Arafat, foi a parte mais difícil.
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