Ao vermelho morto

Kolontar, Hungria, 11/10/2010 – “É impossível ficarmos”, lamentou Imre Fabian, enquanto retirava a lama vermelha de sua cozinha. A população das localidades húngaras afetadas pelo vazamento tóxico começa a aceitar que a vida que conheciam acabou. Devecser e Kolontár, localizadas a 160 quilômetros de Budapeste, se viram gravemente prejudicadas, no dia 4, quando rompeu um depósito de uma fábrica de alumínio na vizinha Ajka, causando um vazamento de quase um milhão de metros cúbicos de lama com substâncias muito corrosivas, tóxicas e algumas radiativas, em algumas das áreas mais pobres da Hungria. Continue Reading