Brasil vai sediar a terceira volta do Grand Slam Jiu-Jitsu em Abu Dhabi, em novembro

RIO DE JANEIRO, 19 de outubro de 2018 (WAM) –  Federação de Jiu-Jitsu dos EAU (UAEJJF), autoridade oficial do esporte de jiu-jitsu nos Emirados Árabes Unidos (EAU), anunciou a terceira etapa da mais prestigiada turnê mundial de jiu-jitsu, que será realizada no Rio de Janeiro, de 16 a 18 de novembro, na Arena Carioca. A última etapa do Grand Slam de Abu Dhabi, no Rio de Janeiro, contou com mais de 16.000 espectadores durante três dias, enquanto mais de 3.000 jogadores participaram. Devido à demanda muito alta entre os jogadores, fãs e mídia, mais uma vez o evento será realizado durante três dias. Comentando sobre a turnê mundial de jiu-jitsu, o diretor do Grand Slam de Abu Dhabi, Tareq Al Bahri, disse: “O Brasil é onde todos os jogadores querem testar suas habilidades e melhorar sua experiência, já que os jogadores aqui são alguns dos melhores do mundo. Então é realmente emocionante, não só para nós, mas para os jogadores, o que é o mais importante. O Brasil é o maior mercado de jiu-jitsu do mundo, e estamos muito satisfeitos em voltar. Agradecemos à cidade do Rio e à Federação Brasileira de Jiu-Jitsu pelo apoio. ” O Grand Slam de Abu Dhabi está aberto a todas as nacionalidades. Os medalhistas serão listados no ranking mundial de jiu-jitsu, e prêmios em dinheiro de mais de $ 120.000 serão concedidos aos melhores atletas de cada divisão. As três melhores academias também receberão prêmios em dinheiro, e competidores de primeira linha receberão prêmios no final da temporada, de acordo com o Ranking Mundial da UAEJJF. Medalhas serão concedidas para o 1º, 2º e 3º lugar em cada divisão. O prêmio em dinheiro varia de US $ 500 a US $ 2.500 em várias categorias, incluindo juvenil, adulto e master, das categorias azul, roxo, marrom e preto para homens e mulheres. Recém-saído de sua medalha de ouro no Grand Slam de Abu Dhabi e no King of Mats de Abu Dhabi, em Los Angeles, no mês passado, Erberth Santos pretende reinar novamente no Rio de Janeiro. “Estou em boa forma nesta temporada, sem lesões durante o treinamento, então, como sempre, eu digo que é o ouro que estou buscando. Meu desempenho foi excelente em Los Angeles. Meu treinador e meus parceiros de treinamento realmente trabalharam duro comigo e nós, como equipe, estamos confiantes de que vamos buscar ouro no Rio, especialmente porque nossa motivação é alta, já que estamos lutando em casa em frente à torcida local”, disse Santos. (#Envolverde)

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DHA e Noor Dubai assinam MoU para beneficiar pacientes com problemas de visão

DUBAI, 12 de outubro de 2018 (WAM) – A Dubai Health Authority (DHA) e a Noor Dubai Foundation assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) para beneficiar os residentes nos Emirados Árabes Unidos (EAU) que sofrem de doenças oculares críticas ou doenças crônicas que podem levar a deficiência visual. O MoU foi assinado por ocasião do Dia Mundial da Visão, que acontece todos os anos no dia 11 de outubro. O MoU foi assinado para apoiar a fundação no fornecimento de tratamento para pessoas com deficiência visual (como a retinopatia diabética). Também visa prevenir a propagação de doenças que causam cegueira e educar o público sobre as causas da cegueira evitável e como evitá-las. O Dr. Manal Taryam, CEO e membro da diretoria da Fundação Noor Dubai, e Salim bin Lahej, diretor do comitê de Moussadah e chefe do Gabinete do Fundo de Saúde no DHA, assinaram o MoU na presença de Humaid Al Qutami, diretor-geral do DHA. . Comentando o MoU, Al Qutami disse que o DHA está empenhado em colaborar com Noor Dubai para reforçar o trabalho humanitário, especialmente para reduzir o fardo daqueles que correm o risco de ficarem cegos e ajudar a aliviar o seu sofrimento. Ele também elogiou os esforços da Noor Dubai Foundation e do DHA’s Healthcare Fund Office por seus esforços contínuos em apoiar os necessitados e reforçar uma cultura de doação e filantropia nos Emirados Árabes Unidos. Por sua vez, o Dr. Taryam disse: “Aqueles elegíveis para tratamento devem ser residentes dos Emirados Árabes Unidos que estão em necessidade e sofrem de qualquer doença ocular crítica ou doença crônica que pode causar cegueira. Como parte do MoU, o DHA fornecerá consultoria e tratamento em suas instalações, enquanto Noor Dubai fornecerá o financiamento.” (#Envolverde)

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Emirados Árabes Unidos expande suas colaborações com a Espanha na área de saúde

MADRID, 11 de outubro de 2018 (WAM) – A Embaixada dos Emirados Árabes Unidos (EAU) na Espanha assinou um acordo com os quatro principais prestadores de assistência médica do país para facilitar o compartilhamento de conhecimentos e o intercâmbio de conhecimentos no setor de saúde. O Dr. Hissa Abdullah Al Otaiba, Embaixador dos Emirados Árabes Unidos na Espanha, assinou o acordo em nome do governo, na presença de Mohamed Al Hameli, Subsecretário do Departamento de Saúde de Abu Dhabi, além de um número de Diretores Executivos da Sant Joan de Deu Hospital Infantil de Barcelona, ​​Hospital Universitário de Quiron, em Barcelona, ​​Hospital Multidisciplinar Barnaclinic e Centro de Oftalmologia de Barraquer. O acordo inclui a facilitação da troca mútua de conhecimento e perícia em diferentes áreas médicas como parte do programa Médicos Visitares para atrair especialistas médicos internacionais para os Emirados Árabes Unidos. Além disso, o acordo visa desbloquear o futuro potencial de cooperação entre os dois países para contribuir para alcançar as visões estratégicas de saúde de ambos os países. O acordo também visa desbloquear novas oportunidades de investimento que impulsionarão a expansão da capacidade de saúde para atender à crescente demanda por serviços de saúde em Abu Dhabi. Dr. Hissa destacou que este passo apoia de perto os esforços do governo na construção de cooperação com a Espanha em várias áreas econômicas. Al Otaiba expressou sua confiança de que o acordo possibilitará mais colaboração UAE-Espanha e trará esforços unificados para contribuir para o desenvolvimento e a prosperidade do setor de saúde dos EAU e seus serviços. Al Hameli disse que o acordo é outro marco para o setor que significa o compromisso do departamento de saúde em oferecer serviços de saúde de classe mundial e a mais alta qualidade de atendimento médico para pacientes em Abu Dhabi. Ele ressaltou a importância da cooperação mútua para continuar impulsionando o setor de saúde a níveis mais altos de desempenho. (#Envolverde)

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OMS alerta que combate a malária estagnou no mundo

No Dia Mundial da Malária, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que a resposta global à doença está numa espécie de encruzilhada já que, após um período de sucesso sem precedentes no controle da enfermidade, o progresso parou. Dados da entidade revelam que, em 2016, foram contabilizados cerca de 216 milhões de casos de malária em 91 países – um aumento de 5 milhões em relação ao ano anterior. As mortes pela doença totalizaram 445 mil no mesmo ano, número similar ao registrado em 2015 (446 mil mortes). Fonte AgBr (#Envolverde)

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Estudos provam que exames clínicos não encarecem sistema de saúde

Estudos recentes revelam que, ao longo de 10 anos, os gastos anuais com exames laboratoriais representam somente 1,4% na Alemanha, 1,6% na Itália e 2,3% nos Estados Unidos. Segundo Alex Galoro, patologista clínico e ex-presidente da SBPC/ML isso significa que “os exames laboratoriais não representam o principal problema do sistema de saúde e comprova que o foco da realização de exames, deve ser principalmente na prevenção e diagnóstico precoce de doenças, que pode culminar na redução de custos do sistema”. O câncer, por exemplo, é uma patologia que apresenta valores altos para tratamento. Por isso, através de conceitos de epidemiologia (ciência que estuda os fatores determinantes e os padrões da ocorrência de doenças em populações humanas) define-se em que faixa etária o custo para realização de exames de marcadores tumorais é expressivamente menor do que o custo para o tratamento dos casos diagnosticados. Segundo o patologista clínico, “pensando-se no aspecto populacional, epidemiológico e da gestão dos sistemas de saúde, justifica-se tal decisão, porém a mesma parece injusta quando se pensa no aspecto individual, no paciente que é uma ‘exceção à regra’ e poderia ter sua doença prevenida, diagnosticada e tratada precocemente”. Os exames complementares podem e devem ser utilizados, considerando a sua capacidade de trazer ao médico solicitante as respostas às suas hipóteses e o custo deste procedimento. “Este deve ser o norte da comunidade médica, na hora de solicitar exames aos pacientes, promovendo o equilíbrio entre a gestão dos recursos disponíveis e obtenção do melhor resultado possível para a prevenção, diagnóstico e monitoramento de doenças na população atendida”, afirma Galoro. (#Envolverde)

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Adesivo mede glicose sem perfurar a pele do diabético

Um estudo publicado nesta segunda-feira (9) pela revista Nature Nanotechnology detalha um novo adesivo que serve para medir o nível de glicose através da pele, o que pode fazer com que milhões de diabéticos não precisem usar agulhas para fazer as medições periódicas. A informação é da EFE. O adesivo extrai a glicose do fluido entre as células epiteliais através dos folículos pilosos, aos quais tem acesso individualmente graças a sensores em miniatura que usam uma pequena corrente elétrica e recolhem a glicose em pequenos reservatórios para medi-la. As leituras do nível da substância podem ser feitas a cada 10 ou 15 minutos ao longo de várias horas, segundo o estudo da Universidade de Bath, no Reino Unido. Graças a um conjunto de sensores e reservatórios, o adesivo não precisa ser calibrado com uma mostra de sangue, o que torna desnecessária a perfuração dos dedos, comum no processo de medição de glicose. Informe de baixo custo A equipe criadora do adesivo espera que este possa se tornar um dispositivo de baixo custo que envie de maneira regular medições relevantes do nível de glicose a smartphones e relógios smart do usuário e alerte se é necessário tomar alguma medida. “Uma grande vantagem” deste dispositivo, segundo os pesquisadores, é que cada sensor em miniatura pode operar em uma pequena área sobre um folículo piloso individual, o que aumenta a precisão das medições. Para este estudo, a equipe testou o adesivo tanto na pele de porcos, onde demonstrou que podia ler de maneira precisa os níveis de glicose em todas as categorias observadas em pacientes humanos diabéticos, quanto em pessoas voluntárias, nas quais também foi possível monitorar as variações de açúcar no sangue ao longo do dia. O próximo passo é melhorar o design do adesivo para otimizar o seu número de sensores, demonstrar sua total eficácia durante um período de 24 horas e realizar testes clínicos fundamentais. AgBr  (#Envolverde)

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Instituto farmacêutico faz testes com 40 produtos contra câncer

O Instituto de Ensino e Pesquisa IEP Hemomed está realizando importantes pesquisas em parceria com a indústria farmacêutica com teste de 40 novos fármacos contra vários tipos de cânceres em 250 pacientes. A pesquisa clínica inclui pacientes com doenças oncológicas atendidos no Instituto Hemomed de Oncologia e Hematologia, que voluntariamente se ofereceram para participar dos estudos clínicos dos novos fármacos. São pacientes com cânceres que acometem órgãos sólidos como mama, próstata, pulmão e intestino e cânceres relacionados ao sangue como leucemias, linfomas e mielomas. O IEP Hemomed integra o Instituto Hemomed de Oncologia e Hematologia e o São Lucas Cell Therapy Group, conglomerado de empresas com 40 anos de experiência, atuando nas áreas de oncologia, hemoterapia, onco-hematologia, terapia celular, pesquisas clínicas e tecnologia celular. Os fármacos desenvolvidos pela indústria farmacêutica são inicialmente testados em estudos não-clínicos em laboratórios de experimentação, onde se avaliam vários aspectos da molécula em sua ação sobre as células tumorais, tais como o potencial de toxicidade, carcinogenicidade, teratogenicidade e mutagenicidade. Após esta etapa, são realizados estudos em seres humanos, os ensaios clínicos. Esses estudos são importantes fontes de informação sobre a eficácia do medicamento em seres humanos e sobre seu perfil de efeitos adversos, que denota a segurança do medicamento. Os estudos clínicos ocorrem em 4 fases. Em cada fase, o medicamento é testado em número crescente de seres humanos, sendo que cada etapa possui uma metodologia diferenciada e finalidades específicas. A pesquisa busca estabelecer, segundo a OMS, uma relação de risco/benefício favorável para a indicação terapêutica proposta, evidenciando estatisticamente se os benefícios a serem alcançados são maiores ou menores que os malefícios. A pesquisa clínica segue rigorosos protocolos e a equipe de condução dos estudos é composta por médicos investigadores, coordenadores de estudos clínicos, enfermeiros e farmacêuticos especializados em pesquisa, que atuam no IEP Hemomed, atualmente presidido pelo diretor científico do grupo, o médico Elíseo Joji Sekiya.(#Envolverde)

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Países estão atrasados na gestão sustentável da água e saneamento

Os países estão atrasados nos investimentos em infraestrutura necessários para atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 6 até 2030, que prevê assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todas e todos. A opinião é de Csaba Korosi, diretor de sustentabilidade ambiental do gabinete do presidente da Hungria, que faz parte de um painel de 11 chefes de Estado e um assessor especial convocado pelo secretário-geral da ONU e pelo Banco Mundial para discutir soluções para a gestão da água. Segundo Korosi, o mundo precisa duplicar os investimentos em infraestrutura de água nos próximos cinco anos para atingir o ODS 6, em um montante anual de ao menos 600 bilhões de dólares. “Investimentos em infraestrutura da água estão bem atrás do que deveriam estar para atingir a segurança hídrica até 2030”, declarou ele nesta terça-feira (20), durante painel no Fórum Mundial da Água, que ocorre até sexta-feira (23), em Brasília (DF). “Comparado a outros setores de infraestrutura, a água ficou bem atrás nos últimos 30 a 40 anos. Acumulamos muitas dívidas em termos de infraestrutura para o desenvolvimento, não apenas nos países emergentes, em todos os países. Não há um país do mundo onde houve investimento apropriado e suficiente”, afirmou. “Temos que garantir que o setor de água se torne atraente e eficiente o suficiente para receber os investimentos, a inovação, a tecnologia e para servir a população.” Na semana passada, o painel divulgou um relatório no qual pede uma “mudança fundamental” na forma como o mundo administra a água. De acordo com o documento, 40% das pessoas em todo o mundo estão sendo afetadas pela escassez de água. Se o problema não for solucionado, cerca de 700 milhões de pessoas poderão ser forçadas a se deslocar em busca de água até 2030. O painel de chefes de Estado fez mais de 60 recomendações para orientar as políticas públicas dos países. O documento defendeu a priorização das soluções de infraestrutura hídrica baseadas na natureza. “Essas solução são mais eficientes e melhores para o meio ambiente e o orçamento”, declarou o representante da Hungria. Em entrevista ao Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) após sua apresentação, Korosi disse que a comunidade internacional precisa unir esforços para a construção de um “mapa do caminho, um plano de ação” para a água, e que o relatório do painel é apenas o primeiro passo nesse sentido. “Não há panaceia, não há uma só solução para uma crise global. Ainda estamos na posição de fazer dar certo. Mas a janela de oportunidade está se fechando.” Ele não exclui a possibilidade de se criar um pacto global sobre a água, semelhante ao que a comunidade internacional adotou para as mudanças climáticas. No entanto, vê tal acordo como uma meta de longo prazo. “Seria muito bom, mas não tenho certeza de que seja algo a ser alcançado em dois ou três anos. Talvez, mais urgente seria garantir que existam estratégias nacionais para colocar a água no caminho […]

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Vírus da herpes pode combater células de câncer de pele

Cientistas britânicos anunciaram, esta semana, que conseguiram transformar o vírus da herpes em um “agente duplo”, expondo as células do câncer de pele ao nosso sistema imunológico. O vírus funcionaria como um “cavalo de Tróia” para destruir os tumores malignos de melanoma. Este é o mais recente avanço em um campo da medicina que luta contra o câncer, chamado de imunoterapia, uma nova arma na luta científica contra a temida doença. A primeira técnica clínica contra o câncer que a ciência moderna criou, foi a quimioterapia, desenvolvida nos anos quarenta. A quimioterapia tem como alvo todas as células em replicação rápida no corpo, com o objetivo de abater as células cancerígenas, que se multiplicam velozmente. Porém, também mata células importantes do estômago e das raízes capilares, por isso existem os terríveis efeitos colaterais, incluindo a perda de cabelo. Após o tratamento, os doentes podem ter uma menor resistência à infecções por um tempo. Outros efeitos colaterais podem aparecer, meses ou anos após a quimioterapia ser concluída, incluindo a menopausa precoce, infertilidade, alterações na sensação das mãos e dos pés (neuropatia periférica) e problemas cardíacos e pulmonares. Alguns tipos de quimioterapia contribuem para a perda de massa óssea e risco de osteoporose; homens podem sofrer de disfunção sexual. Mas, apesar disso, não se engane! A quimioterapia salvou inúmeras vidas. Mas ela é um tratamento que pode ser brutal. Em termos militares, isso seria chamado de danos colaterais. Para minimizá-lo, os cientistas inventaram medicamentos direcionados, tais como o Tamoxifeno, para a terapia do câncer da mama. Pense neles como bombas inteligentes contra o câncer, mas nem sempre acertam o alvo, causando efeitos colaterais perturbadores. A imunoterapia, em contrapartida, utiliza vírus para identificar as células cancerígenas com delicadeza letal, destruindo-a de dentro para fora. O mais recente avanço foi liderado pelo Instituto de Pesquisa do Câncer e o Royal Marsden NHS Foundation Trust, ambos em Londres. Ele envolve a injeção de um vírus do herpes que tenha sido alterado geneticamente, de modo que não cause nenhum dano para as células saudáveis, em pacientes com melanoma maligno. O vírus atua como uma arma letal, atingindo o alvo precisamente no interior do corpo. Ao invadir as células cancerígenas, o vírus modificado libera uma substância química que alerta o sistema imunitário do paciente sobre uma ameaça tumoral, fazendo as defesas do próprio corpo atacarem o câncer. Este é um elemento crucial da imunoterapia. Muitas vezes, as células tumorais podem ser suficientemente semelhantes às saudáveis, passando imunes pelo radar dos nossos sistemas imunitários. Ao recrutar nosso sistema imunológico natural para a luta, o risco de efeitos colaterais indesejados é reduzido significativamente.Fonte Jornal da Ciência (#Envolverde)

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Medicamento de hepatite pode combater o virus da Zika

Ainda sem cura, o vírus Zika pode ser combatido com uma nova descoberta científica. Um medicamento já usado na cura da Hepatite C pode ser eficaz para curar também pessoas afetadas pelo Zika, incluindo gestantes. O remédio Sofosbuvir já é aprovado pelo Food and Drug Administration (FDA) – agência regulatória dos EUA para medicamentos – e os ensaios clínicos para o Zika devem começar ainda este ano no Equador. O trabalho completo sobre esta descoberta foi publicado online no dia 19 de janeiro na Revista Scientific Reports, do grupo Nature. A descoberta de um tratamento efetivo para o Zika, além de ser extremamente útil para as grávidas e para diminuir a incidência de crianças com alterações no crescimento e desenvolvimento devido à infecção pelo vírus – já são 3.037 casos confirmados de bebês afetados no Brasil desde novembro de 2015 até dezembro de 2017, segundo o último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde –, também irá ajudar pessoas debilitadas que estejam infectadas e correm o risco de apresentar outras complicações, como a Síndrome de Guillain-Barré (doença que faz com que o sistema imunológico do corpo ataque os próprios nervos, causando danos ao sistema nervoso). O estudo coordenado pelo brasileiro Dr. Alysson R. Muotri, biólogo molecular e professor da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia, com participação da Dra. Patrícia Beltrão Braga, professora do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, ambos cofundadores da startup de biotecnologia TISMOO, testou os medicamentos utilizando uma tecnologia totalmente inovadora chamada BMT (Brain Model Technology), capaz de reproduzir o desenvolvimento embrionário humano através de células-tronco, os chamados minicérebros. Através de uma comparação genômica, os cientistas identificaram semelhanças nas polimerases (enzimas que sintetizam moléculas de RNA durante a replicação viral) do vírus da Hepatite C e do vírus Zika. A partir dessa observação, buscaram drogas já aprovadas com o objetivo de inativar a enzima. Entre os medicamentos testados, o que apresentou melhores resultados nos minicérebros foi o Sofosbuvir. Também foram realizados testes em dois modelos animais. “Camundongos infectados pelo Zika tratados com o medicamento conseguiram eliminar o vírus do organismo, apresentando níveis indetectáveis em diversos tecidos do corpo, incluindo o cérebro”, comemora o Dr. Alysson R. Muotri. Além disso, o estudo ainda descobriu a cura de contágio do Zika pela gravidez. Testando o mesmo remédio em fêmeas grávidas, o medicamento funcionou muito bem – fazendo com que todos os filhotes nascessem sem o vírus -, bloqueando completamente a transmissão mãe-filhote. E não foi observada nenhuma toxicidade da droga para os filhotes nem para a mãe. “Esse fármaco é categorizado ‘B’ pelo FDA, o que significa que pode ser administrado em grávidas em situações de risco para o feto”, diz a Dra. Patrícia Braga. “Mães infectadas podem continuar contaminando seus filhos através do leite materno. É possível também que mesmo bebês sem microcefalia que nasceram de mães infectadas, possam ainda ter o vírus circulante no organismo. Essas crianças podem se beneficiar desse tratamento” complementa o Dr. Muotri. (#Envolverde)

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