Medicamento de hepatite pode combater o virus da Zika

Ainda sem cura, o vírus Zika pode ser combatido com uma nova descoberta científica. Um medicamento já usado na cura da Hepatite C pode ser eficaz para curar também pessoas afetadas pelo Zika, incluindo gestantes. O remédio Sofosbuvir já é aprovado pelo Food and Drug Administration (FDA) – agência regulatória dos EUA para medicamentos – e os ensaios clínicos para o Zika devem começar ainda este ano no Equador. O trabalho completo sobre esta descoberta foi publicado online no dia 19 de janeiro na Revista Scientific Reports, do grupo Nature. A descoberta de um tratamento efetivo para o Zika, além de ser extremamente útil para as grávidas e para diminuir a incidência de crianças com alterações no crescimento e desenvolvimento devido à infecção pelo vírus – já são 3.037 casos confirmados de bebês afetados no Brasil desde novembro de 2015 até dezembro de 2017, segundo o último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde –, também irá ajudar pessoas debilitadas que estejam infectadas e correm o risco de apresentar outras complicações, como a Síndrome de Guillain-Barré (doença que faz com que o sistema imunológico do corpo ataque os próprios nervos, causando danos ao sistema nervoso). O estudo coordenado pelo brasileiro Dr. Alysson R. Muotri, biólogo molecular e professor da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia, com participação da Dra. Patrícia Beltrão Braga, professora do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, ambos cofundadores da startup de biotecnologia TISMOO, testou os medicamentos utilizando uma tecnologia totalmente inovadora chamada BMT (Brain Model Technology), capaz de reproduzir o desenvolvimento embrionário humano através de células-tronco, os chamados minicérebros. Através de uma comparação genômica, os cientistas identificaram semelhanças nas polimerases (enzimas que sintetizam moléculas de RNA durante a replicação viral) do vírus da Hepatite C e do vírus Zika. A partir dessa observação, buscaram drogas já aprovadas com o objetivo de inativar a enzima. Entre os medicamentos testados, o que apresentou melhores resultados nos minicérebros foi o Sofosbuvir. Também foram realizados testes em dois modelos animais. “Camundongos infectados pelo Zika tratados com o medicamento conseguiram eliminar o vírus do organismo, apresentando níveis indetectáveis em diversos tecidos do corpo, incluindo o cérebro”, comemora o Dr. Alysson R. Muotri. Além disso, o estudo ainda descobriu a cura de contágio do Zika pela gravidez. Testando o mesmo remédio em fêmeas grávidas, o medicamento funcionou muito bem – fazendo com que todos os filhotes nascessem sem o vírus -, bloqueando completamente a transmissão mãe-filhote. E não foi observada nenhuma toxicidade da droga para os filhotes nem para a mãe. “Esse fármaco é categorizado ‘B’ pelo FDA, o que significa que pode ser administrado em grávidas em situações de risco para o feto”, diz a Dra. Patrícia Braga. “Mães infectadas podem continuar contaminando seus filhos através do leite materno. É possível também que mesmo bebês sem microcefalia que nasceram de mães infectadas, possam ainda ter o vírus circulante no organismo. Essas crianças podem se beneficiar desse tratamento” complementa o Dr. Muotri. (#Envolverde)

O post Medicamento de hepatite pode combater o virus da Zika apareceu primeiro em Envolverde – Revista Digital.

Continue Reading

Papa Francisco: fim da fome exige compromisso contra as mudanças climáticas e contra as guerras

Nações Unidas –  Combater a fome exige lutar contra as mudanças climáticas e prevenir conflitos, defendeu o papa Francisco neste 16 de outubro, Dia Mundial da Alimentação. Em cerimônia na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, o líder da Igreja Católica descreveu como “infeliz” a decisão de alguns países de se retirar do Acordo de Paris   Combater a fome exige lutar contra as mudanças climáticas e prevenir conflitos, defendeu o papa Francisco neste 16 de outubro, Dia Mundial da Alimentação. Em cerimônia na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, o líder da Igreja Católica descreveu como “infeliz” a decisão de alguns países de se retirar do Acordo de Paris. Em 2017, a data está sendo observada pela ONU com um alerta — a fome voltou a aumentar, afetando 815 milhões de pessoas em 2016. O número representa uma alta de mais de 38 milhões de indivíduos na comparação com 2015. O crescimento, segundo as Nações Unidas, foi causado pela proliferação de conflitos e de eventos climáticos extremos — ambos os tipos de fenômenos associados também a deslocamentos populacionais. “Está claro que as guerras e as mudanças climáticas são algumas das causas da fome. Logo, não apresentemos a fome como se se tratasse de uma doença incurável”, afirmou Francisco em pronunciamento na FAO. O chefe do Vaticano fez ainda um apelo a líderes mundiais, para que garantam a segurança dos migrantes, se comprometam com o desarmamento e protejam o planeta conforme utilizem os recursos naturais para a produção e consumo de alimentos. O papa descreveu como “infeliz” a decisão de alguns Estados-membros da ONU de abandonar o Acordo de Paris. “O que está em jogo é a credibilidade de todo o sistema internacional”, disse o pontífice. Lembrando as negociações do Pacto Global para a Migração Segura, Regular e Ordenada, Francisco defendeu que o gerenciamento da mobilidade humana “requer ações coordenadas, sistemáticas e intergovernamentais, em acordo com as normas internacionais (já) existentes, e plenas de amor e de inteligência”. Para marcar o dia mundial, a FAO escolheu o tema “Mudar o futuro da migração. Investir em segurança alimentar e desenvolvimento rural”. “É nossa meta abordar as causas da migração, como pobreza, insegurança alimentar, desigualdade, desemprego e falta de proteção social”, explicou o diretor-geral da agência da ONU, José Graziano da Silva, durante o evento. “Acreditamos firmemente que aumentar investimentos em segurança alimentar, no desenvolvimento rural sustentável e em esforços para adaptar a agricultura às mudanças climáticas ajudará a criar as condições por meio das quais as pessoas, especialmente os jovens, não mais terão de ser forçadas a abandonar suas terras para buscar uma vida melhor em outro lugar”, acrescentou o dirigente. Também presente no encontro na capital italiana, David Beasley, diretor-executivo do Programa Mundial de Alimentos (PMA), disse que o maior problema do mundo é “o conflito produzido pelo homem”. Segundo o chefe da agência humanitária, situações de confronto armado consomem 80% do orçamento do […]

O post Papa Francisco: fim da fome exige compromisso contra as mudanças climáticas e contra as guerras apareceu primeiro em Envolverde – Revista Digital.

Continue Reading

Terra, um planeta envenenado

Por correspondentes da IPS –  ROMA (IPS) – Os solos estão contaminados por conta das atividades dos homens, que descartam uma grande quantidade de produtos químicos nas áreas utilizadas para produzir alimentos. O alerta é da Organização das nações unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Há no solo excesso de nitrogênio e metais pesados, como arsênico, cadmio, chumbo e mercúrio, segundo a FAO. “Quando esses compostos entram na cadeia alimentar representam riscos para a segurança alimentar, para os recursos hídricos, para a subsistência das populações rurais e para a saúde das pessoas”, assinalou um relatório da FAO divulgado dia 23 de junho. E destaca ainda que o combate à contaminação dos solos e a busca por uma gestão sustentável dos recursos agrícolas é essencial para fazer frente às mudanças climáticas e à insegurança alimentar que se acerca. A poluição dos solos é um problema cada vez mais importante e que acontece de muitas maneiras. A única forma da combate-la é aumentar a disponibilidade de informações a respeito e promover a gestão sustentável da terra. “É preciso intensificar a colaboração global na busca de provas científicas confiáveis para que se mude a forma de plantar e o uso dos agrotóxicos”, disse Ronald Vargas, secretário geral da Aliança Mundial pelo Solo. A assembleia da Aliança Mundial pelo Solo é uma plataforma neutra e multipartite para discutir os temas globais em relação aos solos e busca agrupar conhecimentos sobre boas práticas de manejo, “além de estimular medidas para manter os solos saudáveis para que sigam garantindo os serviços ambientais que garantem alimentos para todos”, disse Maria Helena Semedo, diretora geral adjunta da FAO. A Assembleia realizada no final de junho aprovou novas iniciativas para facilitar a troca de informações sobre solo, a criação da Rede Global de Laboratórios de Solos, que deverá coordenar e criar modelos de medição para uso entre todos os países, a Rede Internacional e Solos Negros, que pretende melhorar o conhecimento sobre os solos agrícolas mais férteis, que também são conhecidos por seu alto conteúdo de carbono. Cerca de um terço dos solos do mundo estão contaminados, devido principalmente a práticas insustentáveis de gestão. Além disso bilhões de toneladas de terra se perdem a cada ano na agricultura e uma das causas principais é a poluição por agrotóxicos e pelo manejo ineficiente do solo. Em alguns países cerca de um quito de todas as terras cultiváveis estão comprometidas com contaminações diversas. Contaminação do solo significa a presença na terra de substâncias químicas que estão fora de lugar ou em concentrações superiores às normais, por ação de mineração, atividades industriais ou má gestão das águas. A FAO alerta que em alguns casos as contaminações se estendem por grandes áreas por conta das chuvas e dos ventos. Os insumos agrícolas, como os fertilizantes, os herbicidas e os pesticidas, incluindo os antibióticos que são encontrados nos estercos dos animais, são importantes contaminantes que provocam problemas também por conta de suas fórmulas que são constantemente alteradas. “A contaminação dos solos é um […]

O post Terra, um planeta envenenado apareceu primeiro em Envolverde – Revista Digital.

Continue Reading

Ações contra resistência a antibióticos

Por Lyndal Rowlands, da IPS –  Nações Unidas, 27/9/2016 – A grande ameaça de que até mesmo uma pequena infecção seja mortal levou os representantes dos países membros da Organização das Nações Unidas (ONU), por ocasião da sua Assembleia Geral, a se comprometerem a tomar medidas coletivas contra a resistência a antibióticos. Mas alguns países em […]

O post Ações contra resistência a antibióticos apareceu primeiro em Envolverde.

Continue Reading

Quer estar em forma? Coma leguminosas!

Por Osman Sharif, da IPS –  Casablanca, Marrocos, 13/4/2016 –Grão-de-bico, fava, lentilha, ervilha, feijão comum, feijão chinês… alguns dos principais cultivos de leguminosas do mundo podem ajudar a manter a saúde. Esses alimentos têm um papel especialmente importante nos sistemas sustentáveis de produção agrícola e para a segurança alimentar e nutricional nas terras áridas, que incluem […] Continue Reading

Seca agrava saúde de pacientes com HIV

Por Andrew Mambondiyani, da IPS –  Mutare, Zimbábue, 3/3/2016 – A zimbabuense SilindiweMoyana, com cinco filhos e portadora do vírus da deficiência imunológica humana (HIV), já não pode conter sua ansiedade. Agoniada pela fome em Chipinge, leste do Zimbábue, se preocupa se sua família sobreviverá à seca desse ano. A falta de chuvas é devastadora e […] Continue Reading

Guerra ao vírus zika em várias frentes

Por Mario Osava, da IPS –    Rio de Janeiro, Brasil, 2/2/2016 – Com uma operação de guerra e mobilização de 220 mil militares, o Brasil responde à comoção nacional pelo nascimento de milhares de crianças com o crânio reduzido, mas o mosquito Aedes aegypti impõe batalhas em muitas frentes, incluindo a científica e a farmacêutica.Ao […] Continue Reading

Falta de saneamento afeta saúde infantil

Por Malini Shankar, da IPS –  Bangalore, Índia, 15/1/2016 – Apesar de o índice de desenvolvimento humano no Estado indiano de Karnataka ser de 0,478, superior à média nacional de 0,472, persiste ali um déficit em matéria de água e saneamento com repercussões negativas para a saúde das meninas e dos meninos. Junto com o fenômeno […] Continue Reading

Falta de saneamento afeta saúde infantil

Por Malini Shankar, da IPS –  Bangalore, Índia, 15/1/2016 – Apesar de o índice de desenvolvimento humano no Estado indiano de Karnataka ser de 0,478, superior à média nacional de 0,472, persiste ali um déficit em matéria de água e saneamento com repercussões negativas para a saúde das meninas e dos meninos. Junto com o fenômeno […] Continue Reading

Falta de saneamento afeta saúde infantil

Por Malini Shankar, da IPS –  Bangalore, Índia, 15/1/2016 – Apesar de o índice de desenvolvimento humano no Estado indiano de Karnataka ser de 0,478, superior à média nacional de 0,472, persiste ali um déficit em matéria de água e saneamento com repercussões negativas para a saúde das meninas e dos meninos. Junto com o fenômeno […] Continue Reading