, 27/06/2005 – Produção mais limpa na Câmara Brasil-Alemanha… Desafios sociais no combate à desertificação… CIB mantém moratória de caça às baleias
Produção mais limpa
O Departamento de Meio Ambiente da Câmara Brasil-Alemanha realizará nos dias 6 e 7 de julho curso "Produção mais Limpa: Avaliação e Implementação". Voltado a gerentes de meio ambiente, técnicos, engenheiros, consultores, pequenos e médios empresários, e profissionais da área ambiental, apresentará conceitos de práticas ambientais, seleção de processos e avaliação de produção mais limpa, elaboração de relatório de resultados, além da apresentação dos cases CAVO – Gerenciamento apropriado de resíduos na industria automobilística, e BASF- Fundação Espaço ECO. Para mais informações, ligue para 11 5187-5149, falar como Ana Correia.
Desertificação inimiga
"A destruição das florestas tem agravado a desertificação, bem como a ausência de políticas públicas em saúde, educação, assistência técnica e para o desenvolvimento sustentável". A afirmação foi feita pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, no Dia Mundial de Combate à Desertificação (17 de junho). As ações federais de combate a esse inimigo socioambiental concentram-se em mais de 1,4 mil municípios da região Nordeste e do norte de Minas Gerais e Espírito Santo. Nesta região do semi-árido brasileiro vivem cerca de 30 milhões de pessoas, que convivem com altas taxas de analfabetismo e mortalidade infantil. Para a ministra, este cenário aumenta a responsabilidade do governo em frear a destruição da Caatinga e a criação de alternativas de desenvolvimento para as populações locais. De acordo com a ONU, a desertificação degrada 60 mil quilômetros quadrados de terras férteis por ano em todo o mundo, trazendo perdas econômicas de US$ 4 bilhões. No Brasil, estima-se que as perdas possam chegar a US$ 100 milhões anuais.
Baleias salvas pela CIB
Apesar das inúmeras manobras dos baleeiros, a Comissão Internacional Baleeira (CIB) decidiu manter a moratória de caça as baleias, em vigor há 19 anos, durante seu encontro anual, que terminou no dia 24 de junho. Porém, uma lacuna nas regras da convenção, que não controla a caça de baleias para fins de pesquisa, fará com que Japão e Noruega possam, segundo estimativas, matar um número recorde de baleias em 2006: 2,5 mil. Como em todos os anos, o Brasil esteve presente e desempenhou um papel importante na vitória da moratória. "Nossa expectativa impedir o Japão de levar a Comissão de volta à caça comercial das baleias. Felizmente conseguimos segurá-los mais um ano", José Truda Palazzo Jr., coordenador do Projeto Baleia Franca e presidente da Coalizão Internacional da Vida Silvestre/Brasil, que integrou a delegação brasileira no evento. Uma boa novidade, foi a saída do Panamá do grupo do Japão, que mudou de governo desde o último encontro e passou a participar do bloco conservacionista, do qual fazem parte também Irlanda, Suíça, República Checa e Eslováquia. Durante a conferência houve consenso geral quanto á revisão da convenção internacional em vigor. A próxima reunião do CIB está marcada para maio de 2006, em St. Kitts %26 Nevis, no Caribe.
Redatora: Fernanda Lucena.
Artigo produzido para o Terramérica, projeto de comunicação dos Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribuído pela Agência Envolverde.

