A maioria dos sítios arqueológicos do departamento guatemalteco de El Petén, berço da cultura maia, está à mercê de vândalos por falta de fundos para contratar vigilantes. A maior parte, dos mais de quatro mil ali existentes, ainda não foi pesquisada cientificamente, segundo o ministro da Cultura, Manuel Salazar.
“Apenas 46 centros estão protegidos e abertos ao público, enquanto outros 440 recebem algum tipo de supervisão do Instituto de Antropologia e História, insuficiente para livrá-los dos depredadores”, disse Salazar ao Terramérica.
Segundo Carlos Albacete, da organização ambiental Trópico Verde, 70% dos sítios arqueológicos da Lagoa do Tigre, em El Petén, foram depredados. “Muitos vigilantes são contratados por entidades internacionais que financiam projetos de pesquisa, e não pelo Estado”, explicou ao Terramérica.

