BLANTYRE, 28/03/2007 – O ditado africano "quando dois elefantes estão a lutar , a erva é que sofre" pinta uma imagem perfeita da realidade atual política de Malauí A disputa e a luta subsequente para o poder entre os dois líderes nacionais principais (o Presidente Bingu wa Mutharika e o seu predecessor o Bakili Muluzi) é ao detrimento dos mais pobres que constituem mais de 65 porcento da população.
O país está abalado com a pobreza, uma questão com a qual o agricultor o Ulemu Kaziputa se preocupa. "Com todas as dificuldades económicas que enfrentamos neste país, precisamos da boa liderança. Já não podemos continuar com estes jogos políticos ao custo dos nossos direitos humanos," insiste o Kaziputa.
Desde fevereiro de 2005, quando o conflíto entre estes dois líderes desatou, o Malauí tem experimentado a tensão política que está a tocar as atividades do parlamento e dos trinbunais.
A disputa entre o Muluzi e o Mutharika chegou a um crescendo depois deste ser eleito líder da Frente Democrática Unida (UDF) que ele abandonou para estabelecer um novo partido político. O Mutharika não conseguiu ganhar o apoio entre a posição e tem uma minoria no parlamento.
É possível também que esta disputa contribuiu ao Rodwell Munyenyembe, o Presidente da Assembleia sofrer de um ataque severo de apoplexia e de um ataque cardiáco am Junho de 2005. Ele estava a tentar apaziguar uma batalha verbal intensa que desatou entre os partidários dos dois líderes durante um debate parlamentar.
Isto foi logo depois dele julgar de não ouvir uma moção acusando o Mutharika. O presidente da assembleia desmaiu e não recobrou o conhecimento. Ele faleceu quatro dias depois num hospital sul africano e a sessão parlamentar foi suspendida indefinidamente.
Esta clausura breve atrasou o voto do orçamento vital que poderia ter permitido o desembolso do dinheiro necessário para lidar com o problema da fome de umas 5 milhões de pessoas da população nacional de 12 milhões. Um relatório das Nações Unidas indicou que os hospitais estão sobrecarregados de pessoas sofrendo de doênças ligadas á subalimentação.
A hostilidade contínua entre estes dois líderes também terminou em muitos casos juridicos. Estes casos políticos têm prioridade sobre os outros casos por que não podem ser dirigidos pelos advogados ordinários, más exigem a participação do Promotor Público, do Procurador Geral da República ou o da Agência Anticorrupção.
Um caso político que está a dominar os tribunais agora é o noqual o governo acusa o vice presidente do país o Cassim Chilumpha e o negociante Yusuf Matumula de traição e de conspirar a assassinar o Mutharika.
O Chilumpha, junto a dez outras pessoas, foi detido em abril do ano passado por alegadamente ter contratado alguns homens a matar o seu chefe. Desde então o Estado retirou as acusações de todos os outros presos, com a excepção do vice presidente e o Matumulaù, ambos aliados pertos do Muluzi.
As disputas entre o Mutharika e o seu vice têm sido prominentes desde o desacordo entre o presidente e o Muluzi. Alguns outros oficiais superiores seguiram o presidente quando ele abandonou o partido que o tinha eleito, más o Chilumpa ficou leal ao ex- presidente.
Pouco antes do governo acusar o Chilumpha de conspirar a assassinar o presidente, o Mutharika declarou que o seu vice se tinha “demitido de uma maneira construtiva” da sua posição depois de ser ausente de algumas reuniões do gabinete. O presidente também acusou o vice dele da insubordinação e de dirigir um governo paralelo.
Esta questão terminou numa outra batalha tribunal prolongada que concluiu com a reinserção do Chilumpha como vice presidente de Malauí.
Os malauiános acreditam que estas batalhas tribunais perpétuas contribuem aos atrasos nos casos. As cadeias de Malauí são sobrearregadas. Segundo a Reforma Penal Internacional, o país está nestes países africanos com os piores niveis de sobrecarregamento.
Uma das muitas pessoas tocadas pelo atraso nos processos tribunais é a Glady Zolima (45 anos) cujo marido foi preso há mais de umano porque foi suspeitado da morte da sua sobrinha. A Gladys tem que andar cerca de 20 km todos os dias para dar comida ao marido dela por que os presos só recebem uma refeição por dia.
"Eu sei que o meu marido é inocente más foi recusado o fiador por causa da gravidade das acusações contra ele,” diz a Zolima. O caso está a falhar a ir ao triubunal porque os tribunis estão sobrecarregados de “casos mais importantes”.
"O governo prefire processar os casos miúdos deles em vez de tratar dos casos de assassinatos. Muitas pessoas inocentes estão a languescer nas cadeias do país e são negadas a justiça," exprime Zolima, muito preocupada.
Um grupo de direitos civís, O Centro de Direitos Humanos e da Rehabilitação, condenou a disputa tribunal entre os líderes como está a custar os contrinuintes malauiános. O centro também avisou os malauiános dos perigos de reanimar a animosidade política.
A luta entre os campos do Muluzi e do Mutharika não augura bem para a democracia do país. A tensão domina os partidários dos dois líderes, como todo o tipo de ameaça nas reuniões dos dois.
No seu discurso presidencial do novo ano, o Mutharika exprimiu a sua ira aos membros do judiciário e aos jornalistas e acusou-os de conspirar com a oposição a destruir o governo dele. O presidente também avisou que ia tomar medidas para silenciar o Muluzi.
O analista politico o Noel Mbowela constata que as disputas políticas entre o presidente e o seu predecessor são más para a democracia no país e perjudicam ao agenda do desenvolvimento.
"Estes dois estão a promover o ódio entre os maluiános em vez de trabalharem para os valores democráticos como a unidade. O país está a ser dividido pouco a pouco entre estes dois líderes," indicou o Mbowela.
O Comité de Questões Públicas, um agrupamento de orgãos religiosos, tem trabalhado a reconciliar o Mutharika and Muluzi. Parece que não estão a ter sucesso pois nenhum dos dois quer se comprometer.

