Artistas, cientistas, professores e empresários do Estado venezuelano de Zulia criaram uma fundação para formar um Museu Ecoturístico do Lago de Maracaibo, o maior da América do Sul, com cerca de 12 mil quilômetros quadrados. Epicentro da bacia petrolifera mais produtiva da região durante o século XX, “foi apenas em 2004, quando apareceu a lemna – lentilha aquática que cobriu parte da superfície -, com sua mancha verde e mau cheiro, que os moradores de Maracaibo e outras cidades ribeirinhas sentirem que, durante várias gerações, vivemos de costas para o Lago”, disse ao Terramérica a artista Lía Bermúdez, incentivadora do projeto.
Será realizado um concurso internacional para construir uma palafita – a imagem das ancestrais moradias lacustres sobre paus –, que sirva de centro de promoção turística e ambiental, acrescentou.

