NAIROBI, 02/07/2007 – Quando se passeia num dos maiores suprmercados da Quênia, um sul africano sente se em casa por que pode ver os produtos que conhece bem: as caixas e as garrafas de cereais; o café instantâneo; fruta, sopas, artigos higiénicos e os outros produtos e marcas de roupa importados da África do Sul. Estes produtos não sõa baratos, mas isto não desencoraja os consumidores quenianos que pagam três vezes mais o custo normal destes produtos na África do Sul. Isto é devido aos impostos aduaneiros e da importação necessários para disonibilizar estes bens na Quênia
Esta situação favorece os exportadores sul africanos mas desfavorece os importadores quenianos. As cifras das importações e das exportações de março 2007 mostram um desequilíbrio entre os dois países. A África do Sul exportou à Quênia os produtos ao valor de 57,6 mihões de dólares americanos, enquanto que a Quênia exportou apenas uma pequena fração desta quantia (1,86 milhões em dólares americanos) para a África do Sul.
As exportações quenianas á África do Sul incluem a chá, o café, as flores e os legumes.
Segundo um boletim de imprensa emitido pelo departamento sul africano de relaçãoes exteriores há mais de 30 empresas sul africanas na Quênia, tornando a África do Sul no maior investidor neste país da África oriental.
Fora do âmbito da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), a Quênia é também o maior parceiro comercial da África do Sul no continente.
Estes factores mostram a auto-suficiência cada vez maior na parte da África, e uma interdependência que reduzirão a dependência do continente sobre o Occidente ou o Oriente para o seu desenvolvimento e avanço.
Más esta indepenência está a irritar os nervos já sensíveis como o giagante económico que é a África do Sul dá as grandes passadas cada mais confidantes ao restante do continente. Os grandes desequilíbrios comercias com os outros países africanos expõe a África do Sul a muitas acusações resultando nela ser vista irônicamente como um imperialista.
"Sim, há desequilíbrios comercias,’’ disse o Ministro sul africano para as Relações Exteriores a Nkosazana Dlamini Zuma ao falar com os jornalistas em Nairobi, durante a sua visita a Quênia em novembro do ano passado. ‘Mas isto é algo que só pode ser corrigido ao longo termo. As nossas relações económicas são parecidas a uma corrida de grande distância, e não são iguais a corrida a toda velocidade de 100 metros.’’
Este desequilíbrio será abordado numa comissão conjunta para a cooperação bilateral entre os dois países que ainda há de ser estabelecida, disse o Alto Comissário Sul africano a Quênia o Tony "Gab’’ Msimanga, falando como uma emissora queniana recentemente.
Entre as outras coisas, este acordo também abordará, de uma maneira amicável, os problemas comerciais enfrentados pelos dois países. Isto será facilitado pela estrutura juridica cuja elaboração será concluida daqui há pouco.
A ideia da comissão conjunta surgiu em 2003 quando o presidente da Quênia o Mwai Kibaki visitou a África do Sul na ocasião da inauguração oficial do segundo termo presidencial do Thabo Mbeki.
Contudo, a possibilidade do acordo levar a Quênia ao nível do parceiro comercial igual a África do Sul ainda está longe. "Eu não vejo isto a acontecer no curto prazo,’’ disse a IPS um empresário sul africano que prefeiu ficar anónimo.
‘Trata se da oferta e da demanda e agora a África do Sul precisa de menos coisas da Quênia enquanto que a Quênia está muito mais dependente dos mercados mais diversificados da África do Sul,’’ indicou ele.
O Stewart Henderson, o presidente da Associação Comercial Sul Africana da Quênia, disse a IPS que o valor da comissão conjunta será na redução da burocracia. Há também a possibilidade da capacitação humana.
"Os engenheiros civíis sul africanos trabalhando nas ruas quenianas por exemplo compartilharão o conhecimento e as capacidades deles com os colegas deles quenianos. A participação de ambos o sector privado e o público na capacitação é essencial. O sector privado queniano é incrívelmente dinámico e pode igualar os niveis internacionais,’’ disse ele.
Sempre é preciso melhorar algumas coisas como reduzir o tempo entre o pedido de um permite comercial e a emissão deste permite, também como reduzir a burocracia que confronta os empresários no estabelecimento de negócios na Quênia, segundo o Henderson.
Contudo, ele louvou os contratos de performance que os funcionários do sector público devem assinar como "um grande passo que está a crescer muitos negócios”.
Durante a visita dela a Quênia no ano passado para discutir o acordo bilateral, a Dlamini Zuma disse que a Quênia e a África do Sul querem cooperar para o bem dos dois países.
Os observadores naquela altura disseram que ambos países queriam muito assinar a Comissão Conjunta para a Cooperação Bilateral antes da eleição geral na Quênia em dezembro do ano passado. Mas isto ainda não aconteceu até agora e está a frustrar muitos no sector comercial.
Segundo um negociante, que preferiu ficar anónimo, ‘o lado queniano está a atrasar as coisas. A Dlamini Zuma estava aqui há seis meses. O acordo foi elaborado em fevereiro. Asseguraram nos que seria assinado um pouco depois disto, mas nada aconteceu.
"Apresentou se ao menos dez acordos que entrarão em rigor depois desta acordo ser assinado. Enquanto os dois ministros atrasam o processo, todos os outros projetos de colaboração também ficam atrasados. Há muitos outros departamentos como o da habitação, da educação e da defesa que são tocadas pela demora, mas parece que temos que aceitar que aqui as coisas levam muito tempo,’’ disse ele.
O Henderson avisou as pessoas de não buscar ver algo sinístro no fato da assinatura do acordo atrasar. "Eu creio que ambos lados comprometeram se para com este acordo mas é simplesmente um processo lento.’’
É significante que neste acordo a troca de capacidades não será uma unilateral naqual a economia mais forte ditará todas as regras, particularmente no que diz respeito a indústria de chá onde a Quênia já está bem estabelecida no mercado global.
Segundo o Thulane Nyembe, um consultor politico no Alto Comissariado da África do Sul, o governo sul africano está a tentar reanimar a indústria de chá na Provincia de Limpopo no norte do país.
"Os quintais de chá nesta zona já são defuntos devido as questões da terra, mas o governo já começou a realisar os projetos para reanimar a zona,’’ disse ele a IPS.
Sendo um dos maiores produtores de chá no mundo, a Quênia pode ensinar a África do Sul muita coisa sobre a produção de chá. Segundo o Nyembe, a África do Sul aproveitará das capacidades dos jogadores quenianos nesta indústria.
Numa entrevista ao radio, o Msimanga disse que é muito importante para a África abordar a questão da adesão nos blocos comercias múltiplos sob a coordenação da União Africana.
A Quênia faz parte da União da África Oriental (EAU) e do Mercado Comum da África Oriental e Austral (COMESA). A África do Sul é um membro chave de SADC.

