JOHANNESBURGO, 05/07/2007 – O falecido ativista e economista o José Negrão, que postumamente ganhou o prémio do Southern Africa Trust (Fideicomisso da África Austral) por ser o Motor da Mudança do ano passado,pode ser honrado de novoo este ano pelo mesmo grupo. O Grupo das 20 organizações da sociedade civil contra a pobreza que ele criou foi nomeado para um prémio este ano. As nomeações para o Motor da Mudança deste ano não serão aceitadas depois do dia 6 de Julho. Este é apenas o segundo ano noqual se pode nomear as organizações e os indivíduos nas categories da sociedade civil, do negócio e do governo para o prémio.
O prémio não tem valor monetário mas visa reconhecer as iniciativas na região da Áfrical Austral que contribuem ao alívio da pobreza e que fazem uma diferença real e duradoura na vida dos pobres.
Qundo se fala do José Negrão, os colegas e os amigos dele lembram no como uma pessoa não egoísta que dedicou a maior parte da sua vida a combater a pobreza em Moçambique, uma ex colónia portuguesa situada na costa sudoriental da África.
O Negrão, um professor da Economia de Desenvovlimento na Universidade Eduardo Mondlane, foi um herói no combate a pobreza e campeão da mudança. Infelizmente, ele faleceu em 2005, a idade de 49 anos, deixando uma herança formidável.
"Ao contrário dos outros académicos, ele tomava o partido dos pobres. Ele assegurou que os direitos dos pobres entrassem na índice da nacional da pobreza,’’ disse a IPS o Graig Castro da organização internacional de direitos humanos, Oxfam. Esta organização nomeou o Negrão para receber o prémio dos Motores da Mudança de 2006.
‘Uma das qualidades únicas dele foi a sua capacidade de reunir as opiniões diferentes sem nenhuma rivalidade. Ele tinha a qualidade rara que poucas pessoas têm,’’ disse ele.
O Negrão foi conhecido pela a sua paixão para reduzir a pobreza nas zonas rurais nasquais vive 70 porcento dos moçambicanos. Nos anos 1990s ele viveu na província de Zambezia que fica na fronteira com o Zimbábue, a Zâmbia e o Maluí, fazendo a sua tese de doutoramento sobre "O comportamento económico dos pobres nas zonas rurais’’.
"Ele dizia que os pobres são pobres porque não têm o acesso as oportunidades através do poder económico e político o que lhes ajurá a melhorar as condições deles,’’ explicou o Pomash Manhicane, o direitor executivo do Instituto Cruzeiro do Sul José Negrão para as Invetigações sobre o Desenvolvimento, um grupo de expertos estabelecido pelo Negrão em Maputo, Moçambique.
"Ele viajava por volta de Moçambique com os estudantes dele, falando com os pobres e fazendo investigaçoes sobre a pobreza.
"Ele será lembrado por ter liderado a campanha da reforma da terra em Moçambique. Ele coordenou 15,000 volunteiros numa campanha contra a comercialização da terra,’’ disse o Manhicane numa entrevista com a IPS.
"Ele assegurou que os pobres, particularmente as mulheres, tinham uma voz na elaboração da lei sobre a terra. O Negrão também sera lembrado por ter ajudado estabelecer o Grupo de 20 organizações da sociedade civil, ou o G20, para combater a pobreza em Moçambique,’’ disse o Manhicane.
O Negrão também recebeu o prémio das Pegadas da Liderança Lendária do Arcebispo Anglicano e ativista contra o apartheid o Desmond Tutu em 2002. Ele foi nomeado a personalidade do ano pelo jornal semanal moçambicano "Savana’’. Ele também foi honrado pelos daneses para os esforços dele.
Em janeiro, O Sindicato Nacional dos Camponeses de Moçambique comemorou a morte do Negrão, disse o Manhicane.
O compromisso do Negrão para a combater a pobreza já estava bem estabelecido. O Fundo das Nações Unidas para O Desenvolvimento (PNUD) e o Fundo das Nações para a População (FNUAP) disseram que o rendimento por capita do país está a 210 dólares americanos por ano e a expectativa de vida está a 41.9 anos, entre os mais baixos na África.
Isto é principalmente devido ao VIH/SIDA que também agrava a pobreza.Cerca de 1.8 milhões moçambicanos são seropositivos, segundo um relatório do Programa Conjunto das Nações Unidas Sobre o VIH/sida de 2007.
A Southern Africa Trust iniciou o Prémio dos Motores da Mudança porque ‘há muita coisa que acontece nas comunidades que ninguem conhece. Alguns destes projetos estão a dar os resultados. Queremos destacar estas atividades,’’ disse a Petronilla Ndebele, a direitora de comunicações e sociedades na Southern Africa Trust.
Para alem de reconhecer estes esforços, o prémio "tem o potencial de ser uma plataforma da troca de experiências e de ligar as iniciativas parecidas,’’ explicou a Ndebele. O Southern Africa Trust é uma organização não governamental doadora baseada no centro comercial de Johannesburgo.
Ela procura os indivídous e as organizações que mostram a inovação nas estratégias para o desenvolimento e a implementação da melhor política pública para acabar com a pobreza e a desigualdade na África Austral.
"Para o prémio empresarial, consideramos a responsabilidade social das empresas de capacitar as pessoas. Também consideramos a política laboral do nomeado e se este emprega as pessoas locais,’’ disse a Ndebele. O vencedor que ganhará o prémio será declarado numa festa em outubro deste ano.
Ela indicou que 40 porcento das pessoas Comunuidade para o Desenvimento da África Austral, com a população total de 230 milhões, vive por debaixo da linha de pobreza.

