Ambiente: Alimento versus energia, um falso dilema
Mario Osava
Rio de Janeiro, (IPS) – A fome se deve à pobreza, é questão de falta de renda em vastos setores da população e não de oferta de alimentos, segundo participantes da Conferência Internacional Rio+15, que terminou quinta-feira no Rio de Janeiro com um painel sobre biocombustíveis.
Expandir a produção de bioenergia inclusive contribui para combater a fome, ao gerar novos empreendimentos econômicos e empregos, destacou Expedito Parente, o engenheiro químico que criou e patenteou o biodiesel no Brasil há 30 anos e que agora formou a empresa Tecbio Tecnologias Bioenergéticas, que desenvolve o bioquerosene para aviação.
O debate que opõe biocombustíveis a alimentos é “emocional”, afirmou Jorio Dauster, presidente da Brasil Ecodiesel, firma pioneira que atua fortemente na produção de biodiesel. Supondo que se proíba nesse setor o uso de matéria-prima alimentar “não haverá redução da pobreza no mundo e o preço do petróleo subirá ainda mais”, com mais guerras e fome, disse Dauster no fórum que por dois dias reuniu uma centena de políticos, ativistas, empresários e acadêmicos brasileiros e estrangeiros que debateram os resultados da Cúpula da Terra, ou Eco 92.
Desarmamento: Senhores da Guerra destroem os embargos de armas
Thalif Deen
Nações Unidas, (IPS) – No filme “O senhor da guerra”, de 2005, o inescrupuloso vendedor de armas interpretado pelo ator norte-americano Nicholas Cage ignora os embargos de armas, sejam impostos pelos Estados Unidos ou pela Organização das Nações Unidas, pois não impedem o tráfico.
“Seu eu faço bem meu trabalho, um embargo de armas praticamente não pode ser colocado em prática”, diz o personagem ao líder de um grupo rebelde. Um novo estudo da ONU sobre o tráfico de armas cita essa frase e indica que é “uma cínica, mas convincente ilustração do crescente problema” dos intermediários no tráfico ilegal de armas pequenas e leves.
O informe de 26 paginas, que será apresentado no dia 18 deste mês, assinala que o trabalho dos intermediários é feito, em sua maior parte, através de “intrincados acordos que envolvem complexas rotas de transporte e nebulosas transferências financeiras”. E têm “um profundo efeito desestabilizador e são um fator importante nas violações dos embargos de armas impostos pelo Conselho de Segurança da ONU”.
Ambiente-Brasil: Debate sobre resultados da Eco 92
Fabiana Frayssinet
Rio de Janeiro, (IPS) – Quinze anos depois da Cúpula da Terra, o Brasil voltou a receber representantes de diferentes partes do mundo para um exame dos resultados da mobilização gerada por esse ato que se converteu em referência histórica ambiental.
A chamada Conferência Internacional Rio +15, que aconteceu quarta-feira e ontem no Rio de Janeiro, reuniu uma centena de líderes do mundo político, empresarial e acadêmico, bem com de organizações internacionais e não-governamentais. Pedro Moura costa, um dos organizadores do encontro, procura “estimular a contribuição de todos os segmentos da sociedade em torno do objetivo de controlar ou reduzir a mudança climática”.
“Há muito para se refletir a respeito do que melhorou em relação à mudança climática e à redução dos gases causadores do efeito estufa’, disse à IPS Moura Costa, presidente da Ecosecurities, uma empresa internacional especializada em promover projetos destinados a reduzir a emissão desses gases. “Este é o objetivo de nosso encontro, refletir e discutir sobre o que funcionou e não funcionou” a partir da Eco 92, acrescentou, após destacar que essa reunião foi “o marco histórico” para que começasse um processo de esforços mundiais no combate à contaminação e ao aquecimento global.
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