Igarapés de Manaus apresentam risco para a saúde humana

Brasil, 29/08/07 – Há duas décadas, era possível tomar banho nos igarapés que cortam a cidade de Manaus (AM). Hoje, com o aumento da quantidade de dejetos despejados, é arriscado utilizar essas águas diante dos prejuízos que podem causar à saúde. Essa é uma das conclusões de um estudo de bacias urbanas realizado pela pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Hillândia Brandão da Cunha. A especialista coordenou o estudo “Elaboração de Índices de Qualidade de Água para o Município de Manaus”, com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas.

O estudo teve a finalidade de estabelecer as características ambientais das águas das bacias da área urbana da capital amazonense, selecionar organismos que fossem representativos para serem indicadores ou não de poluição dos mananciais estudadas e socializar e conscientizar moradores que possuem residências próximas a igarapés sobre a importância da conservação dos recursos hídricos.

Segundo a pesquisadora, 80% das águas dos igarapés de Manaus estão comprometidos. Os outros 20% representam algumas das nascentes dos igarapés de três bacias que ainda se encontram preservadas.

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Correspondentes da IPS

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