AMBIENTE-ISLÂNDIA: Fábrica de alumínio causa polêmica

Reikjavik, 03/04/2008 – Uma forte controvérsia surgiu na Islândia a respeito da construção de uma fábrica de alumínio, que se abastecerá de energia geotérmica em lugar de hidroeletricidade. A energia geotérmica é vista como mais “amigável” com o meio ambiente do que a gerada pela água. A unidade será relativamente pequena: começará a produzir entre 125 e 150 toneladas de alumínio por ano, embora os proprietários tenham fixado a meta de 250 mil toneladas anuais no futuro. A Agência de Planejamento concluiu que o impacto ambiental do projeto é aceitável. Mas, disse que o abastecimento de energia deve estar assegurado, que deve haver um acordo sobre as linhas de transmissão e que as cotas de emissão sejam fixadas antes da concessão da licença de construção.

O abastecimento energético não está garantido. Há duvidas se os proprietários das terras aceitarão que usem seus recursos para que a fábrica funcione. O problema com as linhas de transmissão é que devem atravessar nove municipalidades, e todas devem dar seu consentimento para tê-las em suas terras. Também há desacordos quando a serem aéreas ou subterrâneas, porque seu custo representa a quarta parte dos correspondentes ao cabeamento aéreo. Mas o público, e algumas das municipalidades, querem que não sejam vistos, porque parte do trajeto passaria por lugares populares de lazer.

As autorizações de emissão não foram prejudicadas no ano passado porque o projeto não havia avançado o suficiente. Mas agora devem ser concedidos para que a unidade siga adiante. Há outra complicação. A não-governamental e ecológica Landvernd propôs ao ministro do Meio Ambiente, Thorunn Sveinbjarnardottir, que o estudo de impacto ambiental deveria avaliar os efeitos da fábrica, as linhas de transmissão e as fontes de energia a serem utilizadas. Sveinbjarnardottir levou o tema em consideração, embora o processo possa ser muito lento. As municipalidades nas quais será construída a unidade apóiam o desenvolvimento do projeto. Mas devem esperar, porque as avaliações de risco ainda não estão completas.

A Agência de Planejamento enfatizou sobre as autorizações de emissão e lembrou a necessidade de uma decisão sólida sobre as linhas de transmissão. O prefeito de uma das municipalidades envolvidas no projeto, Arni Sigfusson, disse à IPS que não pode autorizar uma construção sem a luz verde da Agência de Planejamento. Por sua vez, Arni Finsson, da Associação para a Conservação da Natureza na Islândia, disse que se deve combater o projeto em “todas as frentes”. Finsson afirmou que a Agência de Planejamento tem três objeções: a incerteza sobre a provisão de energia, a transmissão e os direitos de emissão”, temas sobre os quais vão trabalhar já que “as municipalidades envolvidas não os encaram”. (IPS/Envolverde)

Lowana Veal

Lowana Veal reports extensively on environmental and conservation issues from Iceland. She has also written for IPS on pioneering development of renewable energy. Lowana was born in Britain, but wrote her first article on environmental issues for a student newspaper in Australia in 1974 while studying for a biology degree in Melbourne. After returning to the U.K., she became involved in various magazine collectives in which she wrote, edited and designed material. She moved to Iceland in 1996 and started writing for IPS in 2004. She balances her writing work by taking people out for horseback rides.

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