Um bioquerosene, desenvolvido na Universidade de Campinas (Unicamp) para reduzir a contaminação da navegação aérea, tem como características principais a grande pureza e o baixo custo, afirmou um de seus pesquisadores. O novo biocombustível custa aproximadamente um terço de seu equivalente fóssil e pode ser produzido a partir de qualquer óleo vegetal, disse ao Terramérica Rubens Maciel Filho, coordenador do grupo de pesquisadores da Faculdade de Engenharia Química.
O método de separação dos vários elementos que resultam do processo de transesterificação – que converte os óleos e gorduras em biocombustível – é o principal avanço obtido pelos pesquisadores da Unicamp.
A pureza faz com que este combustível renovável se congele a apenas 22 graus negativos e possa ser misturado em até 20% com a querosene derivada do petróleo, mantendo o ponto de congelamento em 47 graus abaixo de zero, necessário para voar a grandes altitudes, assegurou Rubens Maciel. Além disso, contamina menos, acrescentou.

