POLÍTICA-SUDÃO: Segurança essencial para garantir eleições pacíficas

ADIS ABEBA, 16/02/2010 – A paz no Sudão continua pouco certa antes das primeiras eleições gerais no país em 24 anos, segundo o presidente da Comissão da União Africana. Com decisivas eleições presidenciais e parlamentares agendadas para Abril, as Nações Unidas e a UA querem assegurar que as eleições se realizem sem qualquer eclosão de violência entre o norte e o sul, situação que também pode causar instabilidade na região. Dirigindo-se à comunicação social na 14ª Cimeira anual da UA na Etiópia no dia 31 de Janeiro, o presidente da Comissão da UA, Jean Ping, afirmou que as perspectivas para a paz eram imprevisíveis antes destas importantes eleições. “Não podemos alegar que em 2010 não haverá crises, mas África espera encontrar soluções africanas para estas crises,” disse Ping. A UA declarou 2010 o ano da paz e segurança em África, para além de centrar a sua atenção na informação, tecnologia e comunicação. Ping acrescentou que a organização estava empenhada em assegurar que as eleições de Abril no Sudão fossem pacíficas. “(A) UA estará pronta para ajudar a garantir que os Sudaneses gozem uma paz duradoira”. Um recente relatório publicado pelo Projecto Suficiente, um projecto do Centro Para o Progresso Americano que visa acabar com o genocídio e crimes contra a humanidade, avisou que existia o risco de uma nova guerra civil e que nem as eleições nacionais nem o referendo de 2011 (que vai decidir se o sul semi-autónomo e com abundantes reservas petrolíferas se deve separar do norte dirigido por Cartum) seriam livres e justas. O Embaixador sudanês na Etiópia, Akuei Bona Malwal, disse: “Estão em curso os preparativos (para as) eleições, mas a (possibilidade) de insegurança constitui um problema.” Disse esperar que a comunidade internacional e as autoridades sudanesas garantam uma coordenação apropriada para que as eleições se realizem de forma pacífica. Malwal avisou que ‘a questão da segurança era essencial para garantir eleições pacíficas’. Foi noticiado em Cartum que ‘três candidatos presidenciais, incluindo o único candidato do sexo feminino, tinham sido rejeitados.’

Amelia Lawrence

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