Os páramos andinos da Venezuela, situados entre três mil e 4.500 metros de altitude, estão em retrocesso e perda de sua flora e fauna, enquanto avançam sobre eles a agricultura, pastagens e demanda por água doce. Os páramos venezuelanos, que ocupam cerca de 21.700 quilômetros quadrados, abrigam “64 espécies de frailejón (gênero Espeletia), uma planta que cresce à razão de um centímetro por ano e pode atingir vários metros, ou o colibri (família Trochilidae)”, destacou ao Terramérica o pesquisador Luis Llambi.
“Os solos são esponjas que armazenam água e conservam carbono para evitar sua liberação na atmosfera” e são um destino turístico muito solicitado, acrescentou Llambí, coordenador do Projeto Páramo Andino na Venezuela.
É necessário renovar os planos de manejo dos parques nacionais que incluem 121 locais de páramo do Sudoeste do país, acrescentou.

