Moradores de Chuao, no sudeste de Caracas, protestaram contra uma fábrica de cimento instalada perto de suas casas, que libera grande quantidade de partículas nocivas no ar que respiram. O protesto expôs o problema de contaminação do ar causada por outras cinco fábricas, aqui chamadas “concreteiras”, em lugares estratégicos para circulação de ventos sobre a capital da Venezuela.
“Não podemos abrir as janelas dos apartamentos nem cozinhar com tranquilidade porque entra o pó de cimento e nos deixa doentes”, contou ao Terramérica a ativista local Irais Gruber, do grupo que protesta nos cruzamentos de Chuao usando máscaras e cartazes onde se lê “não às concreteiras” e “o pó está nos matando”.
As fábricas foram instaladas pelo governo para intensificar a construção de casas populares, porém, médicos e ambientalistas alertam que lançam no ar da capital mais chumbo, silício, cálcio, ferro e manganês.
Ativistas moradores de áreas afetadas se reúnem para potencializar sua demanda de que essas fábricas se mudem para locais distantes de residências, escolas e hospitais.

