Indonésia: Militares preparam as baionetas contra o terrorismo

Jacarta, 21/10/2005 – A participação das forças armadas da Indonésia na guerra contra o terrorismo, fortalecida depois dos atentados em Bali no começo do mês, abre caminho a uma nova politização do exército e a ameaças aos direitos humanos. O presidente Susilo Bambang Yudhoyono pediu às forças armadas mais empenho, o que desperta o temor de que isto leve a violações de direitos humanos e signifique também o fim da reforma do Exército iniciada em 1998, com o fim da ditadura de Ali Suharto. "Neste país ainda estamos tentando profissionalizar nossas forças armadas, por isso o anúncio deve ser considerado um retrocesso", disse à IPS o especialista em política Salim Said, do Instituto de Ciências da Indonésia.
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Indonésia: O terror regressa a Bali

Bali, Indonésia, 04/10/2005 – Enquanto se limpa de vidros e sangue o local dos atentados de sábado na turística ilha indonésia de Bali, que deixaram pelo menos 22 mortos, a polícia avança em suas investigações e a população exige do governo medidas para prevenir novos ataques. Os investigadores suspeitam que dois integrantes da rede terrorista islâmica Jemaah Islamiyah, responsável por outros atentados com bomba em Bali que causaram a morte de 202 pessoas no dia 12 de outubro de 2002, sejam os autores dos ataques de sábado, baseados no "modus operandi". Para muitos, a grande pergunta é quando será o próximo atentado. "Não há dúvida de que a Jemaah Islamiyah (Comunidade Islâmica) está por trás dos ataques", disse à IPS o especialista em segurança Ken Conboy. O problema com Bali é que é impossível protegê-la de tais ataques, afirmou.
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