Porto Príncipe, 07/04/2005 – Durante mais de um ano, partidos políticos, funcionários da Organização das Nações Unidas e especialistas estrangeiros planejam as eleições de outubro e novembro no Haiti. Mas, o andaime eleitoral parece muito débil. Um dos principais partidos, o Lavalas, do deposto presidente Jean-Bertrand Aristide, se mantém à margem da disputa, e em determinadas ocasiões convoca protestos de milhares de simpatizantes para questionar a legitimidade das eleições previstas. A ira do Lavalas não surpreende ninguém. Aristide caiu no dia 29 de fevereiro do ano passado, depois de dois anos de manifestações de oposição e uma breve insurgência armada que contaram com certo apoio desde o exterior. O ex-sacerdote e duas vezes presidente deixou o país a bordo de um avião norte-americano que o levou para a África, e horas depois o Haiti foi ocupado por uma força multinacional encabeçada pelos Estados Unidos.
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