Tibete: Histórias do inferno chegam à Justiça espanhola
Dharamsala, Índia, 14/07/2005 – Para Adhe Tapontsang, os 27 anos que passou em uma prisão da China por ajudar a resistência do Tibete na década de 50 podem ser resumidos em uma palavra: inferno. "Tenho sorte de estar viva", disse à IPS. "No centro de detenção de Gothang Gyalgo havia 300 prisioneiras tibetanas. Somente quatro sobreviveram", acrescentou. Adhe Tapontsang, ou Amah Adhe (mãe Adhe), como é conhecida afetuosamente em Dharamsala, falou sobre a fome que ela e as demais prisioneiras passavam na prisão. "Muitas de nós decidimos cortar nossos sapatos de couro para comê-los, tamanha era a fome que sentíamos. Os guardas nos davam umas lavagens de aspecto repugnante, mas isso não era suficiente. Sempre acreditei que chegaria o dia em que poderia deixar a prisão e reencontrar meus filhos, mas às vezes sentia que não havia muitas possibilidades, porque todas morriam à minha volta", recordou.
Continue Reading

