Gripe aviária: Ética para enfrentar uma pandemia

Toronto, 01/12/2005 – O combate a uma futura pandemia da gripe do frango irá requerer mais do que novos medicamentos e bons controles. De acordo com especialistas, também será preciso um contexto ético para tomar decisões. Uma pandemia dessa enfermidade poderia colocar em risco a saúde de milhões de pessoas em todo o mundo e superaria a capacidade dos sistemas de cuidados médicos. Para enfrentá-la, as autoridades sanitárias necessitam de um contexto ético que ajude a adotar decisões difíceis e obter a cooperação do público, segundo um estudo de acadêmicos canadenses sobre a crise da síndrome respiratória aguda severa (Sars), uma forma de pneumonia que matou 800 pessoas e deixou doentes outras oito mil em meados de 2003.
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Clima: Menos palavras e mais ação

Toronto, 30/11/2005 – Na qualidade de anfitrião de duas reuniões sobre mudança climática, o Canadá assumiu o papel de líder na tentativa de colocar em marcha o Protocolo de Kyoto. Assim, pressiona outros governos para que reduzam drasticamente suas emissões de gases causadores do efeito estufa. Entretanto, a situação canadense é embaraçosa, pois suas próprias emissões chegaram a 24,2% entre 1990 e 2003, enquanto a de outros dois grandes emissores, Alemanha e Grã-Bretanha, caíram, segundo informou este mês a Organização das Nações Unidas.
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Alimentação: Granjas industriais emigram para o Sul

Toronto, 14/11/2005 – As granjas industriais, às quais muitos especialistas atribuem o recrudescimento de enfermidades como a gripe aviária, e também a doença da vaca louca, emigram do Norte rico para a América Latina, Ásia e África. Estes estabelecimentos de exploração intensiva de alimentos animais concentram 74% da produção mundial de carne de ave e 68% da de ovos, disse à IPS Danielle Nierenberg, pesquisadora do Worldwatch Institute, em Washington. Aproximadamente a metade da produção suína e 43% de toda a carne do mundo procedem desses estabelecimentos.
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Ambiente: 50 milhões de refugiados ambientais

Toronto, 14/10/2005 – A Organização das Nações Unidas calcula que mais de 50 milhões de pessoas podem ser obrigadas a abandonar suas casas nos próximos anos por causas ambientais como elevação do nível do mar, desertificação, inundações e degradação da terra. Estatísticas da Federação Internacional da Cruz Vermelha e da Meia Lua Vermelha são ainda mais contundentes: aqueles que hoje são refugiados devido a esses desastres somam mais do que os refugiados de guerras. As catástrofes ambientais já contribuem com grandes correntes de migração permanente, afirmaram especialistas da Universidade das Nações Unidas (UNU), na quarta-feira, Dia da ONU para a Redução de Desastres.
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