Clima: Novo pacto distante de Kyoto

Toronto, Canadá, 01/08/2005 – Austrália, China, Coréia do Sul, Estados Unidos, Índia e Japão assinaram um acordo sobre mudança climática promovido por Washington que incentiva as novas tecnologias em lugar da redução de gases que aquecem a atmosfera. Entretanto, cientistas e ecologistas afirmam que o mesmo não substituirá o Protocolo de Kyoto, em vigor desde fevereiro, e não acreditam que leve à redução das emissões de gases causadores do efeito estufa, consideradas responsáveis pelo aquecimento global. "Se o novo acordo conduz a verdadeiras e significativas reduções de gases que causam o efeito estufa, então é um passo adiante bem-vindo", disse o diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Klaus Toepfer. "É importante assinalar que esta nova iniciativa não substitui o Protocolo de Kyoto", advertiu.
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Ambiente: Grande geleira da Groelândia está derretendo em ritmo acelerado

Toronto, 25/07/2005 – O derretimento na Groelândia de uma das maiores geleiras do mundo sofreu repentina aceleração. Como conseqüência, enormes quantidades de gelo e água acabam elevando o nível mundial do mar no norte do oceano Atlântico. Depois de 40 anos de estabilidade, a geleira Kangerdlugssuaq, no sudeste da Groelândia, se transformou em uma das que se dissolve com maior velocidade, disse o especialista em geleiras Gordon Hamilton, da Universidade de Maine, nos Estados Unidos. Hamilton realizou as primeiras medições diretas na superfície da geleira no dia 18 de julho, e descobriu que se move à velocidade de 38 metros por dia, ou 14 quilômetros ao ano, três vezes mais rápido do que em 2002, quando especialistas da Nasa a estudaram desde um avião.
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Ambiente: O milho da discórdia da Monsanto

Toronto, 29/06/2005 – Milho transgênico cultivado e comercializado nos Estados Unidos e no Canadá teve um efeito adverso ao ser administrado a ratos de laboratório, conforme um estudo reservado da multinacional biotecnológica Monsanto revelado este mês pela justiça alemã. Cientistas independentes e ativistas europeus expressaram sua preocupação ao tomarem conhecimento desse fato. "Se este milho é totalmente seguro, como afirma a Monsanto, por que a companhia procurou impedir que o estudo sobre o texto fosse conhecido?", perguntou Éric Darier, da filial canadense da organização ambientalista Greenpeace. "Por acaso, tentam ocultar o fato de que talvez não seja seguro?", acrescentou.
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Meio Ambiente: Grama seca, uma nova forma de bioenergia

Brooklin, Canadá, 06/06/2005 – Uma pequena bola de grama seca. À primeira vista, não parece nada interessante, mas, esconde um potencial energético que, segundo especialistas, pode ajudar a reduzir a pobreza, minimizar o aquecimento do planeta e mudar a vida nas localidades rurais e nas grandes cidades do Sul em desenvolvimento. As bolas de grama seca constituem uma das tantas formas de bioenergia desenvolvidas por cientistas nos últimos anos, como o biogás, o bioetanol e o biodiesel, obtidos com base em cultivos de cana-de-açúcar, beterraba e milho ou extraídos do carvão vegetal, esterco de gado ou dejetos agrícolas.
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Meio Ambiente: Canadá nega vistos para reunião de biossegurança da ONU

Toronto, 01/06/2005 – O cientista mais conhecido da Etiópia e negociador para as instâncias do Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança, Tewolde Berhan Gebre Egziabher, quer que a Organização das Nações Unidas sancione o Canadá por impedir a entrada no país de delegados do Sul em desenvolvimento para participarem de uma conferência internacional sobre biossegurança que são contrários aos cultivos transgênicos. O governo canadense reviu sua decisão diante da pressão de ativistas. Mas, outros delegados do mundo em desenvolvimento tiveram vetada sua participação na conferência da ONU em Montreal, que começou segunda-feira.
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Tecnologia: As sementes que matam a agricultura

Toronto, 14/02/2005 – A moratória internacional ao uso da controvertida "tecnologia Terminator" de sementes transgênicas se mantém, apesar das gestões para reabilitá-la em uma conferência da Organização das Nações Unidas, na última sexta-feira. O Canadá solicitou o fim da moratória na conferência das partes da Convenção sobre Diversidade Biológica, realizada em Bangkoc. Isso permitiria iniciar testes científicos e a comercialização das estéreis sementes Terminator. "Que tenha sido o Canadá foi uma completa surpresa", disse à IPS desde Bangkoc Jim Thomas, da organização ambientalista Grupo ETC (Grupo de Ação sobre Erosão, Tecnologia e Concentração, antes, Fundação Internacional para o Avanço Rural). "A proposta canadense parecia ter sido redigida pela empresa Monsanto", a gigantesca multinacional da biotecnologia e agrícola que tem entre seus produtos mais fortes de comercialização a venda de sementes transgênicas, acrescentou Thomas.
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Empresas: A "extorsão" da Monsanto

Toronto, 23/01/2005 – A corporação biotecnológica Monsanto questionou judicialmente mais de cem agricultores norte-americanos e investigou outros milhares pelo que considera uso ilegal de suas sementes transgênicas, uma política qualificada de "extorsão" por ativistas. A Monsanto proíbe aos agricultores armazenar sementes das variedades que desenvolveu através da engenharia genética, resistentes a pragas e ao uso do herbicida glifosato, que a própria empresa venda com o nome de RoundUp. Em 1998, o agricultor Kem Ralph, da localidade norte-americana de Convington, no Estado do Tennessee, foi talvez o primeiro a ir para a prisão por guardar e cultivar sementes RoundUp da Monsanto, neste caso de soja. Ralph passou quatro meses atrás das grades e ainda deve pagar à companhia uma indenização de US$ 1,8 milhão.
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Clima: Nível do mar sobe mais rápido

Toronto, Canadá, 23/01/2005 – O aumento do nível do mar devido à alteração do clima é mais rápido do que se pensava, afirma um estudo de cientistas da Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço (Nasa) que registraram uma aceleração no derretimento do gelo do Ártico e da Antártida. Novas imagens da Groelândia obtidas via satélite demonstram que parte dessas regiões derrete rapidamente e contribuem até três vezes mais do que se acreditava para elevar o nível do mar. "Esta é a primeira vez que pesquisadores conseguiram obter dados reais sobre essa questão", destacou Waleed Abdalati, pesquisador do Centro de Vôo Espacial Dogbard, da Nasa.
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