O desmatamento da Amazônia brasileira caiu bastante este ano, mas o futuro é incerto e não está assegurada uma nova tendência, segundo ambientalistas e pesquisadores. Os fatos indicam que a redução pode ser mantida, com esforços concentrados entre junho e agosto, época crítica da devastação, disse Carlos Souza, secretário-executivo do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Outros ativistas consideram passageiro o triunfo, se o governo não adotar medidas estruturais. O menor desmatamento foi apenas uma conjuntura favorável, de baixos preços internacionais da soja e da carne, que frearam a expansão agrícola, afirmam. O governo anunciou, no final de agosto, que a área desmatada nos 11 meses encerrados em julho caiu para 9.106 quilômetros quadrados, metade da registrada em igual período anterior. O Imazon, por outro lado, estima o desmatamento em 16 mil quilôpmetros, considerando os 12 meses encerrados em julho, com uma queda de 38%. “Continua sendo inaceitável, só voltamos à média dos anos 90”, disse Souza.

