Agricultura: Transgênicos deixam pegadas na América Latina

Montevidéu, 15/03/2006 – Os organismos geneticamente modificados, mais conhecidos como transgênicos, estão deixando uma marca indelével em vários países da América Latina, mais além das normas e tentativas de adotar um regime internacional sobre sua produção e transporte. Grandes extensões plantadas com soja transgênica marcam paisagens no Brasil e na Argentina, e se expandem no Paraguai, Uruguai e na Bolívia. Argentina, Estados Unidos e Canadá respondem por 90% da produção de transgênicos do mundo. A soja é vital para a economia argentina neste momento. O país é o terceiro produtor mundial (com 32 milhões de toneladas em 2004, depois dos EUA e do Brasil) e o primeiro exportador de óleo de soja. Esta oleaginosa constitui a metade da colheita na Argentina, segundo o Ministério da Agricultura desse país. A Fundação Produzir Conservando, financiada por companhias biotecnológicas, afirma que até 95% desse grão são transgênicos. O ponto de partida foi a variedade Roundup Ready da empresa Monsanto, resistente ao seu pesticida de mesmo nome. Mas as empresas produtoras de sementes que a adquiriram em meados dos anos 90 deram origem a mais de cem variedades na Argentina. Agricultores e Estados argentinos estão em batalha legal contra a Monsanto, que quer cobrar retroativamente lucro de anos. O Ministério da Agricultura reconhece que a exportação de soja é "a fonte mais importante de renda fiscal". Mas o monocultivo "atenta contra a sustentabilidade dos agro-ecosistemas" e há "grandes riscos de contaminação", sobretudo pela degradação dos solos, admite.

Desde 2001, a Comissão Nacional de Biotecnologia Agropecuária autorizou 788 pesquisas, a grande maioria com milho. Trata-se de testes em campo, dos quais alguns poucos chegam a ser comercializados. Estes correspondem a filiais das empresas norte-americanas Monsanto, DuPont e Dow AgroScienses; da holandesa Nidera e do laboratório suíço Novartis. A pesquisa para resolver problemas próprios é fomentada por produtores nacionais e pelo Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária, que estuda, entre outros, um milho resistente ao vírus do mal de Rio Cuarto, endêmico deste país, cujo custo é dividido por produtores mediante a compra de quotas de sua patente.

A Argentina não ratificou o Protocolo de Cartagena sobre Segurança na Biotecnologia, em vigor desde setembro de 2003, destinado a proteger a diversidade biológica dos riscos dos organismos vivos modificados pela moderna biotecnologia. O tratado estabelece o consentimento informado para autorizar a entrada de transgênicos nos países e o princípio de precaução, pelo qual os governos podem apelar para suspender a produção ou o comércio, enquanto não se prove que os transgênicos são inócuos para o meio ambiente ou a saúde humana. Não há pesquisa categórica sobre os riscos destas variedades obtidas em laboratório através da introdução de genes de outras espécies animais ou vegetais.

Também no Brasil, a estrela transgênica é a soja, mas há plantações ilegais de algodão e sementes de milho contrabandeada da Argentina, seguindo os passos da oleaginosa. A soja constitui quase a metade da produção brasileira de grãos, que chega a cerca de 120 milhões de toneladas. É o maior item da pauta de exportação, sobretudo em grão, e, em menor medida, em farinhas e óleos. Hoje, estima-se que 90% da soja plantada no Rio Grande do Sul são transgênicos, e entre 10% e 20% em outros Estados do Sul e Centro-Oeste. Em temporadas normais, o Rio Grande do Sul responde por um sexto da colheita nacional, mas a seca de 2005 reduziu muito a produção no Sul do País.

A principal característica dos transgênicos brasileiros é sua ilegalidade, com sementes de soja contrabandeadas desde 1996. A política oficial foi acusada de omissão diante de fatos consumados. Em 2004, se resolveu autorizar por decreto o plantio, e em 2005 entrou em vigor a Lei de Biosegurança para dar um contexto definitivo à questão. Embora o Brasil seja parte do Protocolo de Cartagena, não cumpriu seus princípios, especialmente o de precaução. A ministra de Meio Ambiente, Marina Silva, insistiu inutilmente na necessidade de estudos prévios da soja e demais transgênicos, argumentando que os realizados em outros países não valem no Brasil, por sua grande diversidade biológica.

A ilegalidade continua caracterizando a soja, pois os agricultores evitam pagar à Monsanto. Enquanto isso, a Comissão Nacional Técnica de Biosegurança tem mais de 500 pedidos de autorização para pesquisas. Outra prova da informalidade é a questão dos rótulos. Um decreto presidencial o exige quando há mais de 1% de ingrediente transgênico, mas isso não é cumprido. "Todo o Protocolo de Cartagena depende da rotulagem, é um ponto central porque o torna viável, ou inviável", disse à IPS Gabriel Fernandes, técnico de Assessoria e Serviços para Projetos de Agricultura Alternativa e um dos coordenadores da campanha Por um Brasil Livre de Transgênicos.

Um rótulo que diga "contém OVM" (organismo vivo modificado) obriga toda a cadeia produtiva, desde a plantação, a informar de forma transparente a existência de transgênicos. "O agronegócio usa argumentos contraditórios" sobre as dificuldades e altos custos para a rotulagem. Mas há estudos segundo os quais esses custos são muito baixos, afirmou Fernandes. "O acompanhamento estará assegurado com a plantação legal porque a Monsanto controlará suas sementes para poder cobrar por elas", afirmou. É questão de não pretender seguir na ilegalidade, acrescentou. Além disso, "deve-se considerar os compradores. Os grandes mercados importadores ratificaram o Protocolo e têm direito de saber se estão, ou não, importando transgênicos", argumentou Fernandes.

O Brasil não exporta apenas grãos, também importa trigo e milho transgênico da Argentina, e tem interesse em contar com informação precisa. A política brasileira "tende a ceder ao peso econômico do agronegócio", disse o especialista. Apesar de ser anfitrião da terceira Conferência das Partes do Protocolo de Cartagena, que acontece esta semana em Curitiba (PR), o governo ainda não decidiu se apoiaria um regime firme de rotulagem.

Em um ambiente econômico e jurídico muito diferente, Cuba pesquisa variedades transgênicas de, pelo menos, oito alimentos. Batata, mamão, tomate, milho, batata doce, arroz, plátanos e banana resistente a insetos, vírus ou herbicidas poderão estar disponíveis para agricultores cubanos se as pesquisas tiverem êxito. Três instituições cubanas trabalham neste campo, mas nenhum produto foi liberado para o mercado. "Para isso ainda falta muito", disse à IPS Merardo Pujol, chefe do departamento de Plantas do Instituto de Engenharia Genética e Biotecnologia, de Havana.

No momento, a ciência cubana se concentra na busca de variedades resistentes a enfermidades virais e causadas por fungos, à salinidade do solo, seca e pragas. Em alguns casos, os testes são pequenos cultivos em condições de confinamento e sob observação do Centro Nacional de Segurança Biológica, entidade fiscalizadora. Cuba é parte do Protocolo de Cartagena e afirma que o cumpre rigorosamente. Mas os cubanos não parecem preocupados com os potenciais efeitos nocivos dos transgênicos. "Não existe nenhum informe científico, documentado, sobre problemas para a saúde causados por plantas transgênicas que são comercializadas atualmente no mundo", afirmou Pujol.

Humberto Rios, do Instituto Nacional de Ciências Agrícolas (Inca), aponta outro tipo de desvantagem: o gradual aumento da dependência econômica dos agricultores e o fato de estas variedades não responderem á diversidade cultural dos camponeses. Rios trabalha para melhorar sementes através de outras técnicas fitogenéticas com participação de camponeses, como "uma alternativa para não depender dos transgênicos e uma maneira de sermos soberanos na alimentação", disse à IPS.

Tampouco o México possui cultivos comerciais transgênicos e a superfície plantada para experiências é mínima. Mas em 2001, se descobriu que em alguns lugares do país o milho crioulo havia sido contaminado com variedades transgênicas, embora desde 1999 vigore nesse país a proibição de cultivar esta espécie modificada. Autoridades afirmam que novas análises feitas em 2005 em campos cultivados não encontraram sinais dessa presença. A contaminação foi causada por carregamentos sem rótulos procedentes dos Estados Unidos, o maior produtor mundial de transgênicos. O México compra cerca de três milhões de toneladas de milho norte-americano por ano e aproximadamente 25% são transgênicos, segundo ambientalistas.

A riqueza de variedades de milho mexicanas, base de sua alimentação, poderia se ver ameaçada pelo fenômeno da contaminação, potencializado pela polinização aberta da espécie, na qual a dispersão genética é freqüente. Durante séculos os camponeses aproveitaram essa característica para cruzá-lo com parentes silvestres ou ervas daninhas e obter novas variedades melhoradas. O México é parte do Protocolo de Cartagena, mas um acordo assinado com Estados Unidos e Canadá, em outubro de 2004, determina que se considerasse "não-transgênica" uma importação com até 5% de organismos modificados, e que uma presença "não-intencional" em um carregamento obrigaria a colocar rótulos. Este acordo e a Lei de Biosegurança de Organismos Geneticamente Modificados de 2005 se afastam do previsto no Protocolo, afirmam os ecologistas. (IPS/Envolverde)

* Com colaborações de Mario Osava (Brasil), Patricia Grogg (Cuba), Diego Cevallos (México) e Marcela Valente (Argentina). Agricultura: Transgênicos deixam pegadas na América Latina Por Diana Cariboni*

Montevidéu, 15/03/2006 – Os organismos geneticamente modificados, mais conhecidos como transgênicos, estão deixando uma marca indelével em vários países da América Latina, mais além das normas e tentativas de adotar um regime internacional sobre sua produção e transporte. Grandes extensões plantadas com soja transgênica marcam paisagens no Brasil e na Argentina, e se expandem no Paraguai, Uruguai e na Bolívia. Argentina, Estados Unidos e Canadá respondem por 90% da produção de transgênicos do mundo. A soja é vital para a economia argentina neste momento. O país é o terceiro produtor mundial (com 32 milhões de toneladas em 2004, depois dos EUA e do Brasil) e o primeiro exportador de óleo de soja. Esta oleaginosa constitui a metade da colheita na Argentina, segundo o Ministério da Agricultura desse país.

A Fundação Produzir Conservando, financiada por companhias biotecnológicas, afirma que até 95% desse grão são transgênicos. O ponto de partida foi a variedade Roundup Ready da empresa Monsanto, resistente ao seu pesticida de mesmo nome. Mas as empresas produtoras de sementes que a adquiriram em meados dos anos 90 deram origem a mais de cem variedades na Argentina. Agricultores e Estados argentinos estão em batalha legal contra a Monsanto, que quer cobrar retroativamente lucro de anos. O Ministério da Agricultura reconhece que a exportação de soja é "a fonte mais importante de renda fiscal". Mas o monocultivo "atenta contra a sustentabilidade dos agro-ecosistemas" e há "grandes riscos de contaminação", sobretudo pela degradação dos solos, admite.

Desde 2001, a Comissão Nacional de Biotecnologia Agropecuária autorizou 788 pesquisas, a grande maioria com milho. Trata-se de testes em campo, dos quais alguns poucos chegam a ser comercializados. Estes correspondem a filiais das empresas norte-americanas Monsanto, DuPont e Dow AgroScienses; da holandesa Nidera e do laboratório suíço Novartis. A pesquisa para resolver problemas próprios é fomentada por produtores nacionais e pelo Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária, que estuda, entre outros, um milho resistente ao vírus do mal de Rio Cuarto, endêmico deste país, cujo custo é dividido por produtores mediante a compra de quotas de sua patente.

A Argentina não ratificou o Protocolo de Cartagena sobre Segurança na Biotecnologia, em vigor desde setembro de 2003, destinado a proteger a diversidade biológica dos riscos dos organismos vivos modificados pela moderna biotecnologia. O tratado estabelece o consentimento informado para autorizar a entrada de transgênicos nos países e o princípio de precaução, pelo qual os governos podem apelar para suspender a produção ou o comércio, enquanto não se prove que os transgênicos são inócuos para o meio ambiente ou a saúde humana. Não há pesquisa categórica sobre os riscos destas variedades obtidas em laboratório através da introdução de genes de outras espécies animais ou vegetais.

Também no Brasil, a estrela transgênica é a soja, mas há plantações ilegais de algodão e sementes de milho contrabandeada da Argentina, seguindo os passos da oleaginosa. A soja constitui quase a metade da produção brasileira de grãos, que chega a cerca de 120 milhões de toneladas. É o maior item da pauta de exportação, sobretudo em grão, e, em menor medida, em farinhas e óleos. Hoje, estima-se que 90% da soja plantada no Rio Grande do Sul são transgênicos, e entre 10% e 20% em outros Estados do Sul e Centro-Oeste. Em temporadas normais, o Rio Grande do Sul responde por um sexto da colheita nacional, mas a seca de 2005 reduziu muito a produção no Sul do País.

A principal característica dos transgênicos brasileiros é sua ilegalidade, com sementes de soja contrabandeadas desde 1996. A política oficial foi acusada de omissão diante de fatos consumados. Em 2004, se resolveu autorizar por decreto o plantio, e em 2005 entrou em vigor a Lei de Biosegurança para dar um contexto definitivo à questão. Embora o Brasil seja parte do Protocolo de Cartagena, não cumpriu seus princípios, especialmente o de precaução. A ministra de Meio Ambiente, Marina Silva, insistiu inutilmente na necessidade de estudos prévios da soja e demais transgênicos, argumentando que os realizados em outros países não valem no Brasil, por sua grande diversidade biológica.

A ilegalidade continua caracterizando a soja, pois os agricultores evitam pagar à Monsanto. Enquanto isso, a Comissão Nacional Técnica de Biosegurança tem mais de 500 pedidos de autorização para pesquisas. Outra prova da informalidade é a questão dos rótulos. Um decreto presidencial o exige quando há mais de 1% de ingrediente transgênico, mas isso não é cumprido. "Todo o Protocolo de Cartagena depende da rotulagem, é um ponto central porque o torna viável, ou inviável", disse à IPS Gabriel Fernandes, técnico de Assessoria e Serviços para Projetos de Agricultura Alternativa e um dos coordenadores da campanha Por um Brasil Livre de Transgênicos.

Um rótulo que diga "contém OVM" (organismo vivo modificado) obriga toda a cadeia produtiva, desde a plantação, a informar de forma transparente a existência de transgênicos. "O agronegócio usa argumentos contraditórios" sobre as dificuldades e altos custos para a rotulagem. Mas há estudos segundo os quais esses custos são muito baixos, afirmou Fernandes. "O acompanhamento estará assegurado com a plantação legal porque a Monsanto controlará suas sementes para poder cobrar por elas", afirmou. É questão de não pretender seguir na ilegalidade, acrescentou. Além disso, "deve-se considerar os compradores. Os grandes mercados importadores ratificaram o Protocolo e têm direito de saber se estão, ou não, importando transgênicos", argumentou Fernandes.

O Brasil não exporta apenas grãos, também importa trigo e milho transgênico da Argentina, e tem interesse em contar com informação precisa. A política brasileira "tende a ceder ao peso econômico do agronegócio", disse o especialista. Apesar de ser anfitrião da terceira Conferência das Partes do Protocolo de Cartagena, que acontece esta semana em Curitiba (PR), o governo ainda não decidiu se apoiaria um regime firme de rotulagem.

Em um ambiente econômico e jurídico muito diferente, Cuba pesquisa variedades transgênicas de, pelo menos, oito alimentos. Batata, mamão, tomate, milho, batata doce, arroz, plátanos e banana resistente a insetos, vírus ou herbicidas poderão estar disponíveis para agricultores cubanos se as pesquisas tiverem êxito. Três instituições cubanas trabalham neste campo, mas nenhum produto foi liberado para o mercado. "Para isso ainda falta muito", disse à IPS Merardo Pujol, chefe do departamento de Plantas do Instituto de Engenharia Genética e Biotecnologia, de Havana.

No momento, a ciência cubana se concentra na busca de variedades resistentes a enfermidades virais e causadas por fungos, à salinidade do solo, seca e pragas. Em alguns casos, os testes são pequenos cultivos em condições de confinamento e sob observação do Centro Nacional de Segurança Biológica, entidade fiscalizadora. Cuba é parte do Protocolo de Cartagena e afirma que o cumpre rigorosamente. Mas os cubanos não parecem preocupados com os potenciais efeitos nocivos dos transgênicos. "Não existe nenhum informe científico, documentado, sobre problemas para a saúde causados por plantas transgênicas que são comercializadas atualmente no mundo", afirmou Pujol.

Humberto Rios, do Instituto Nacional de Ciências Agrícolas (Inca), aponta outro tipo de desvantagem: o gradual aumento da dependência econômica dos agricultores e o fato de estas variedades não responderem á diversidade cultural dos camponeses. Rios trabalha para melhorar sementes através de outras técnicas fitogenéticas com participação de camponeses, como "uma alternativa para não depender dos transgênicos e uma maneira de sermos soberanos na alimentação", disse à IPS.

Tampouco o México possui cultivos comerciais transgênicos e a superfície plantada para experiências é mínima. Mas em 2001, se descobriu que em alguns lugares do país o milho crioulo havia sido contaminado com variedades transgênicas, embora desde 1999 vigore nesse país a proibição de cultivar esta espécie modificada. Autoridades afirmam que novas análises feitas em 2005 em campos cultivados não encontraram sinais dessa presença. A contaminação foi causada por carregamentos sem rótulos procedentes dos Estados Unidos, o maior produtor mundial de transgênicos. O México compra cerca de três milhões de toneladas de milho norte-americano por ano e aproximadamente 25% são transgênicos, segundo ambientalistas.

A riqueza de variedades de milho mexicanas, base de sua alimentação, poderia se ver ameaçada pelo fenômeno da contaminação, potencializado pela polinização aberta da espécie, na qual a dispersão genética é freqüente. Durante séculos os camponeses aproveitaram essa característica para cruzá-lo com parentes silvestres e obter novas variedades melhoradas. O México é parte do Protocolo de Cartagena, mas um acordo assinado com Estados Unidos e Canadá, em outubro de 2004, determina que se considerasse "não-transgênica" uma importação com até 5% de organismos modificados, e que uma presença "não-intencional" em um carregamento obrigaria a colocar rótulos. Este acordo e a Lei de Biosegurança de Organismos Geneticamente Modificados de 2005 se afastam do previsto no Protocolo, afirmam os ecologistas. (IPS/Envolverde)

* Com colaborações de Mario Osava (Brasil), Patricia Grogg (Cuba), Diego Cevallos (México) e Marcela Valente (Argentina).

Diana Cariboni

Diana Cariboni es editora jefa asociada de IPS desde junio de 2010 y jefa de redacción del servicio mundial de noticias en español y de América Latina desde marzo de 2003. Desde 2007 edita el premiado servicio semanal sobre ambiente y desarrollo sostenible Tierramérica, que publican más de 20 periódicos de América Latina. Encabezó los equipos que cubrieron las negociaciones de cambio climático de Copenhague y de Cancún, en 2009 y 2010, y la cumbre Río+20, en 2012. Ha entrenado a decenas de periodistas de América Latina y enseñó periodismo en la Licenciatura de Comunicación de la Universidad ORT de Uruguay. En 2007 obtuvo con su colega Constanza Vieira la Beca AVINA de Investigación Periodística en Desarrollo Sostenible por el proyecto La riqueza inverosímil del Chocó. Se inició como periodista en 1992, trabajando para varios medios uruguayos, como los diarios El Observador y El País y las radioemisoras Sarandí y Setiembre FM. Se especializó en tecnología, ciencia y salud pública. También escribió sobre política internacional, economía y ambiente para distintas publicaciones del Instituto del Tercer Mundo. Es casada, tiene cinco hijos y una nieta. Nació en Argentina en 1962 y se mudó a Uruguay en 1984. Trabaja para IPS desde 2001. Puedes escribirle a dcariboni@ips.org o seguirla en @diana_cariboni

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