JOHANNESBURGO, 07/03/2007 – A análise da impressão digital tem rapidamente mostrado se como um instrumento indispensável na luta contra a criminalidade. O processo oferece uma variedade de benefícios, tais como a identificação rápida dos criminosos, e dos suspeitos inocentes – assim como as provas sólidas a apresentar no tribunal. Contudo, a análise da impressão nem é sempre usada eficazmente pelos responsáveis para a aplicação da lei na África do Sul, isto apesar da criminalidade que atormenta o país. A polícia registrou 54,926 estupros e 18,545 assassinatos em 2005/2006, por exemplo. Estas cifras excedem as de muitas outras partes do mundo. Na Inglaterra e no País Galego registrou se 14,449 estupros e 765 assassinatos durante a mesma altura, segundo as estatísticas governamentais.
A Vanessa Lynch pretende mudar esta situação. Há alguns anos, ela lancou uma iniciativa chamada ‘O Projeto ADN’, como resposta a sua própria experiência trágica da criminalidade no capital ecnómico de Johannesburgo. A IPS descobriu mais:
IPS: O que lhe empurrou a lançar o Projeto ADN?
Vanessa Lynch (VL): A ideia nasceu depois do assassinato do meu pai no dia 23 de março , 2004. Os responsáveis para a sua morte beberam conhaque e coca cola no jardim dele – más depois do assassino o SAPS (South African Police Service) deitou as garrafas fora. Disseram que não tinham a tecnologia de tirar amostras da ADN das garrafas, o que foi a prova capital.
Eu creio que se tinhamos uma base de dados eficaz da ADN naquela altura, as impressões digitais dos assassinos do meu pai poderiam ser tiradas da cena do delito. Os assassinos operavam nesta zona durante muito tempo. Até agora, se poderia ter detido todos assassinos e ligá-los aos outros delitos na região.
IPS: IPS: Os assassinos sempre andam soltos então?
VL: Sim, sempre são livres.
(Depois do assassino) eu fui ter com a faília Matthews, cuja filha, Leigh, tamabém foi assassinada num crime violento em 2004. O assassino da Leigh tinha gerido muita oublicidade, e ambas a família Matthews e eu, queriamos contribuir significativamente a redução da criminalidade na “África do Sul. As pessoas perguntavam como podiam ajudar ou deram dinheiro, e criou se a Trust Leigh Matthews , para garantir as ações realizáveis e tangiveis.
Primeiro, tinhamos evitados de criticar o Laboratório do SAPS. Não queriamos apontar os dedos; queriamos ajudar onde foi necessário. Segundo, não queriamos dar dinheiro a polícia. Isto não dava. Terceiro, queriamos fornecer o Laboratório Forense com o equipamento do que precisava.
IPS: Como é que a base de dados da ADN da África do Sul compara como as dos outros países?
VL: Temos uma base de dados da ADN muito limitada em relação ás estabelecidas no mundo. No Reino Unido, por exemplo, onde a criminalidade não é tão grave, tirou se mais de três milhões de perfiís ADN, enquanto que na África do Sul há menos de 80.000. A África do Sul também tem um atraso de quase dois anos em certos casos. E é esta lacuna que estamos a tentar encher.
IPS: Um atraso em quê exatamente? Na análise de amostras?
VL: Um atraso nas amostras da ADN a ser tratadas: tirar as amostras, a isolação e a análise da ADN é um processo bastante complicado e longo. Por exemplo, há os kits de estupro na província do Cabo Ocidental que estão a espera de ser encaminhados e analisados para a ADN. (Um kit de estupro é usado para reolher e preservar a prova da violação sexual, como o esperma, os cabelos e a sangue).
IPS: Concentram se apenas na compra de equipamentos para a base de dados, ou tratam da formação também?
VL: Não fornecemos a formação; porque o Laboratório Forense trata disto. Nós ajudamos com o apoio capital. Queremos ajudar a polícia a identificar os engarrafamentos, e superá-los com o equipamento.
IPS: E quais são os resultados do projeto até agora?
VL: Oferecimos três maquinas para capturar as imagens ao Laboratório médico –legal em Pretoria (o capital) ao valor de 80.000 rands (cerca de 12.000 doláres). Da recolhe da ADN á análise, precisa se de equipamento que vale a quatro milhões de rands (cerca de 564.000 doláres).
Nós dependemos do patrocino dos sociais. Já conseguimos obter centenas de milhares de rands – e gostariamos de obter milhões de rands. O nosso objetivo é interminável: há sempre alguma coisa necessitada pelo laboratório médico legal.
IPS: O que faz uma maquina para capturar imagens?
VL: É uma máquina fotográfica numérica com alta definição, usada a capturar a imagem da prova. Ela tira uma fotografia da prova no seu estado original para apresentar no tribunal.
Tão importante como seja o perfil ADN para assegurar uma condena, é também imperativo apresentar uma prova irrefutável a apoiar um testemunho no tribunal. Aí é que intervem a mâquina : para indicar a posição inicial de um objeto de onde se tirou um perfil da ADN – ou mesmo tirar uma fotografia para capturar o estado do pacote com a prova entregada para uma análise médico-légal, para mostrar que o pacote foi bem fechado quando foi recebido. Isto prova que não houve qualquer falsificação da prova, e que os perfíis da ADN obtidos da prova podem ser aceitados como válidos.
IPS: Pode citar alguns casos nos quais o Projeto ADN já está a ter um impacto nas investigações? Já se levou ao tribunal alguns criminosos que outrora poderiam ter escapados a justiça?
VL: Isto é uma pergunta difícil. Realisa se o valor da base de dados depois de passar algum tempo; não é algo que se vê imediatemente. Com a passagem de tempo, vamos ver avanços, más, não há dúvida nenhuma de que o uso da prova ADN é promrtedor em todos os aspetos do sistema da justiça criminosa.
IPS: Como é que as autoridades metidas na ciência forense na África do Sul reagiram a sua campanha?
VL: Muito bem. Elas apreciaram o fato de nós as termos ajudado. Estão a fazer um bom trabalho, más têm muitas limitações.

