COTONOU, 01/03/2007 – Tanto difícil a imaginar como sera o paraíso é o fato das pessoas especularem nas parcelas de terra no Níger, o grande páis desértico na África occidental, noqual a maior parte do terreno é invendável desde há 30 anos, más que é hoje, o objeto de um Mercado imobiliária jamais imaginado. O sistema funciona um pouco como o da bolsa; compra se terreno agrícolo duro que não dá para a cultura; e é assim invendável, restaura se o terreno graças aos técnicos de restauração dominados pela população de Níger – como o uso das meia luas, e dos cordões de pedra como barreiras protetivas; bacias de plantação– e depois se vende as parvelas ao preço de ouro.
A informação sobre esta especulação no Sahel já foi divulgada, em fevereiro 2005, pelo relátorio da Ácfrica occidental sobre a implementação da Convenção contra a Desertificação que seguiu o exemplo dos ‘mercados degradados no Níger”. Esta informação resultou nos sucessos de algumas ações contra a desertificação em toda a África occidental. "É possível lutar contra a deserrtificação eis a razão pela qual nasceram estes mercados da terra degraded no Níger", disse o relatório. Um pouco mais de um mais tarde num workshop a Niamey, os peritos africanos e ocidentais na desertificação, publicaram um relatório entitulado “Estudos Sahel”, que explica mais detalhadamente este fenómeno. "Uma parcela de terra comprada por 50.000 francos CFA (100 doláres) é revende se para 150.000 FCFA (300 doláres) dois anos mais tarde, três vezes o preço original de compra". Nos anos 1980s, muito tempo antes do início desta especulação imobiiário, ninguém no Níger se interessava no terreno planalto. Más o desenvolvimento das técnicas da restauração da terra degradada tem recipitado a sua apropriação, e criou uma verdadeira bolsa por volta deste recurso. Este mercado imobiliária traduz na realidade, num sucesso político na luta contra a desertificação. O que é simplesmente deplorável é o fato deste Mercado funciona ao custom dos mais pobres e vulneráveis. De fato, este processo permite os mais ricos a participar na acumulação imobiliáriaI. Eles é que compram a terra dos aldeões que não têm recursos e depois da restauração, revendem a terra aos aldões ao preço de ouro. A reabilitação da terra tem criado uma nova raça de trabalhadores; se não uma nova profissão nas aldeias de Níger: a dos retauradores de terra. Agora alguns aldões são especialistas na técnica da restauração da terra. Eles vendem os seus serviços na sua aldeia ou nas aldeias vizinhas; particularmente quando a demanda para esta manobra especializada vai aumentando. Segundo “Estudos Sahel” este trabalho paga muito bem no contexto do nivel de vida no Níger, classificado como o país mais pobre pelo Relatório do Índice do Desenvolvimento Humano das Nações Unidas. Uma jornada laboral normal de um restaurador de terra paga 1.000 ou 1.500 FCFA (dois ou três dólares) a cada trabalhador e o trabalho é disponivel ao longo do ano. Ainda por cima, muitas actividades de artesenato também foram criadas para satisfazer as outras necessidades da reabilitação de terra como a fabricação de charruas, pás, picaretas, martelos e outras utilidades usadas na restauração de terra. A exploração dos recursos vegetais também está a desenvolver, como a venda de forragem e lenha, e está a gerar rendas não negligíveis para os aldões.
"O pequeno comércio também está a desenvolver em todas as aldeias. As mulheres em particular, estão a participar nas atividades paralelas agrícolas que estão a gerar rendas para elas: a venda de lenha; pratos cozidos, fritos, etc, indicou “Estudos Sahel”. "Estudos Sahel" chegou na cena depois de dois outros estudos do mesmo tipo que já tinham resultados encorajantes sobre o plano de conquistar o espaço vital para as pessoas ameaçadas pelo avanço do deserto. Em 1989, um estudo intitulado 'Rochette' relata todas as eperiências que terminaram no assunto da restauração de terrs em cinco países da África occidental, um dos quais é o Níger. O estudo concluiu que “há técnicas para a restauração de terra que já foram bem dominadas pela população ao nivel local, e não precisam do apoio das autoridades públicas". Dez anos mais tarde, o Comité Inter Estatal para a luta contra a seca no Sahel (CILSS) organisou um workshop em Koudougou, Burkina Faso, sobre as experiências regionais na gestão de recursos naturais e na luta contra a desertificação. Este workshop concluiu que “o apoio aos programas da gestão de recursos naturais e á luta contra a desertificação é desejado e necessário". Estes resultados positivos na luta contra a desertificação foram atinjidos graças a alguns projetos sobre a gestão de recursos naturais iniciados nos anos 1980s e 1990s como o Projeto Integrado de Keita(PIK), o Projeto para o Desenvolvimento Rural de Tahoua(PDRT) e Programa Nacional Especial de FIDA, fase I (PSNI). Outros projetos parecidos seguiram estes. EM 2002, na aldeia de Lougoum, no centro do país, houve um programa que facilitou a recultivação de 3.000 hectares de terra. Em novembro 2005, o Níger desembolsou mais 1,1 milhoes de FCFA (cerca de 2,200 milhões de dólares) num programa para a “restauração de 8.000 hectares de terreno Agrícolo consumido pela arreia, que traduz a 1.000 hectares em cada uma das oito regiões do país", declarou o Abdou Labo, o Ministro do Ambiente e a Luta Contra a Desertificação. De tudo, mais de 250.000 hectares de terreno degradado foram restaurados e reorganisados pelos aldões do Níger nos últimos dez anos. Isto significa que apesar das batalhas que já foram ganhadas, as autoridades de Níger não são a baizar as armas delas perante a desertificação, particularmente desde que "a restauração de terra tem mudado o nivel e a rotina de vida para os povos do Níger”, concluiu "Estudos Sahel". Contudo, tudo não está bem, segundo o Yamba Boubacar um geógrafo na Universidade de Niamey. "Junto ao sucesso, é também importante reparar que há lugares onde o projeto chumbou e a erosão venceu. ", ele sublinhou.

