EDUCAÇÃO-MOÇAMBIQUE: Orfãos d escola

MAPUTO, 01/03/2007 – As aulas começam em Moçambique este ano com uma quatidade sem precedentes de inscritos. Más as perspectivas para a educação continuam a ser lugúbres para orfãos como a Regina Massango. Regina tinha apenas 12 anos e só tinha acabada o segundo ano da escola primária quando a sua mão doente a pediu de deixar a escola. “A minha mãe precisava de trabalhar na casa da minh tia”, disse Regina.

Assim, ela teve que fazer as malas e deixar a sua mãe frágile e três irmãos em casa, na pequena cidade de Moamba para ir trabalhar como doméstica, no capital Maputo a uns 45 kilómetros. O seu pai faleceu há 10 anos.

"Na casa da minha tia, eu começava a trabalhar ás cinco de manhã até as cinco da tarde lavando a roupa da família, cozinhando, limpando e cuidando das três crianças dela. A minha tia batia me se eu não terminava tudo “, contou ela numa voz triste e amarga. Ela fica olhando a nada, e fala só a responder ás perguntas.

Foi esta falta de afeição que finalmente a levou a deixar a sua tia. “A tia tinha prometido pagar me 200.000 meticais (sete dólares) por mês, más ela nunca o fez e então eu decidi me escapar. Ela não me tratava bem “. A Regina conseguiu voltar a casa. Uma vez que estava em casa, ela começou a cuidar da sua mãe doênte. A Mãe dela acabou por morrer e a Regina não voltou a escola.

É sim verdade que houve um progresso notável na escolarização primária em Moçambique com o número de alunos na escola primária triplicando se entre 1992 e 2005. Contudo, o governo e as suas agências de cooperação ficam preocupados com o fato do sistema de educação falhar a satisfazer as necessidades dos mais pobres, muitos dosquais são orfãos pela morte causada pelo VIH/SIDA. Ademais, quando os orfãos deixam a escola ficam especialmente vulneráveis aos abusos sexuais e a exploitação. Tudo isto, resulta num aumento no risco deles ser infetados pelo VIH. A maioria dos que deixam a escola cedo são as meninas. As estatísticas mostram um aumento no número de crianças que deixam a escola depois de alguns anos. A taxa dos que acabaram a escola primária em 2005 foi só 34 porcento. Esta cifra esconde a dimensão do género neste problema, que 28 porcento são meninas e 40 porcento são rapazes.

É provável que um número significativo destes são orfãos. Como a pandemia do VIH/SIDA se propaga neste país da África Austral, 16 porcento da população entre 15-59 anos está a viver com o VIH, o número de orfãos vai aumentado. Em 2006 já houve 1,6 milhões de orfãos com menos de 18 años, dos quais 380.000 foram orfãos do VIH/SIDA. Segundo o que foi previsto pelo Instituto Nacional de Estastísticas pelo ano 2010 este número será 630.000. O Ministério de Educação está consciente de que os professores não podem ser os únicos responsáveis para a identificação dos orfãos e de lhes dar a atenção especial de que precisam para que não deixam a escola, ou para voltar a escola. Os professores já estão acabrunhados pela falta de materiais educacionais básicos. En 2005, apenas 58 porcento dos professores eram formados e, cada um deles teve um médio de 74 alunos na classe.

Numa tentativa a abordar o problema, o Ministério de Educação está a colaborar com os Ministros da Mulher do Bemestar Social e da Justica, assim com as outras agências como o Banco Mundial e o Fundo das Nações Unidas para a Criança (UNICEF).

O governo e estas organizações estão a realisar um estudo pilóto desde 2005 noqual as escolas escolhidas recebem fundos para apoiar uma variedade de iniciativas que ajudarão a escolarização dos orfãos e das crianças mais pobres. O apoio inclui os materiais básicos interativos para as escolas, o apoio psicológico para os orfãos, e a assistência com a transmissão do certificado de nascimento. A UNICEF também ajudou o Ministério de Educação com um projeto para a criação das ditas escolas amigas as crianças que fornecem os orfãos com um pacote de assistência mínimo. A iniciativa também teve a formação dos professores nos métodos interativos básicos, na administração e na gestão das escolas, e no relacionamento entre as escolas e a comunidade. Também deu se cursos na governança para os membros do conselho da escola. O conselho consiste de professores, líderes da comunidade e alunos, incluindo os orfaos. As escolas também receberam secretárias, canetas e livros, o cuidado sanitário básico; a água potável e casas de banho distintas para meninas e meninos. A intenção é de assegurar que os orfãos e as outras crianças vulneráveis e as que que são chefes de casa e faltam a assistência psicológica em casa recibam-na na esscola. O pilóto das escolas amigas as crianças foi implementado no distríto de Maganja de Costa, na província central de Zambézia, uma das províncias mais populadas no país más com os piores indicadres sociais. Mais de um terço das crianças entre 7-18 anos na zambézia nunca foram a escola. O projeto será então ampliado a abarcar mais seis províncias pelo ano 2009. O programa visa atinjir ao menos 300,000 alunos am 750 escolas primárias.Também há programas da sensibilização sobre o VIH em todas as escolas alvas. “Isto é o elemento chave, assegurar que os orfãos e as crianças pobres são apoiados e não sofrem da discriminação”, disse o Meritxell Relano, o responsável para a educação no UNICEF. “Quando eu visitei estas escolas amigas as crianças eu notei uma solidariedade e um entendimento especial entre estas crianças “, contou ele.

“O principal desfio agora é de levar todas estas atividades a grande escala,” acrescentou Anya Manghezi, um consultor técnico no Minstério de Educação. “Há uma falta de recursos, particularmente dos professores formados”

O ministério pretende capacitar as pessoas na comunidade e outros membros da sociedade civil a responsabilisar se para as necessidades dos orfãos e das crianças vulneráveis.

Para já as necessidades da Regina vão aumentado. A mãe dela faleceu julho passado e agora ela está a cozinhar e cuidar dos irmãos dela, a mais nova dosquais, a Lydia, só tem oito anos.

”Eu espero que posso voltar a escola logo,” disse a Regina enqunato arranjava os poucas mobílias que têm na pequena cabana de lama deles com dois quartos, a que chamam de casa.

(FIM/IPS/AF/SA/AB/HD/HE/DV/ED/PD/SD/CS/WO/MD/C2/RA/CW/07)

Ruth Ansah Ayisi

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