Dia Mundial da Saúde: Enfermeiros contra a aids em Moçambique

Maputo, 06/04/2006 – Enfermeiros de Moçambique realizarão e supervisionarão tratamentos anti-retrovirais, tarefas normalmente realizadas por médicos, devido à escassez de trabalhadores sanitários e sua má distribuição neste país da África austral. A novidade chama a atenção pública devido à comemoração nesta sexta-feira do Dia Mundial da Saúde. O lema este ano é "Trabalhar juntos pela saúde". Em Moçambique há dois médicos para cada cem mil pessoas, segundo o Informe de Desenvolvimento Humano 2005 elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Nos Estados Unidos existem 549 médicos para cada cem mil habitantes. Além disso, a maioria dos médicos está radicada em Maputo, embora apenas cerca de 10% dos 18,2 milhões de moçambicanos vivam na capital. Continue Reading

Aids: Crianças entre a pobreza e o estigma

Maputo, 04/10/2005 – Aos 12 anos, Pedro Moniz (*) já é um especialista em como administrar medicamentos anti-retrovirais para deter a síndrome da deficiência imunológica adquirida (aids). "Tomo uma pastilha às seis da manhã, outra às 13h45, bem antes da escola, outra às 17h45, quando volto da escola, e a última às 22 horas. Tomo essas pastilhas para não ficar doente e para que as manchas não voltem", disse à IPS. Pedro é filho de um falecido membro da associação moçambicana Kindlimulka, de ajuda a portadores do vírus HIV, causador da aids. Começou a se tratar com anti-retrovirais há três anos. Foi uma das primeiras crianças de Moçambique a receber o remédio, de reconhecida eficácia para deter o surgimento da aids nos portadores do HIV.
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