NDJAMENA, 09/03/2007 – Um aexplosão de gaz em 2000 que matou a Bibiane Koumando, uma mulher de negócios próspera, contribuíu a uma redução no uso da gaz doméstica nas casas chadianas. Isto resultou num aumento no uso da lenha e na devastação das sperfícies florestais do país A Koumando, uma cinquentona,estabelecida em Moundou, no sul do país, era considerada um exemplar de uma empresária com bom sucesso. Ela recebeu queimaduras do terceiro grau na sua cozinha quando queria acender o seu fogão de gaz.
A morte dela levou ao fim o uso extenso da gaz, que até hoje, não conseguiu impor se ao carvão e a lenha, que continua a devastar as poucas árvores neste país saheliano da África Central.
As estastíticas do Banco Mundial mostram que apenas quatro por cento das casas chadianas usam a gaz hoje. O resto delas usam o carvão e a lenha.
Isto implica que N’Djamena que tem mais de um milhão de habitantes usa a cerca de 730.000 toneladas de lenha cada ano.
"Eu proibi o uso da gaz na minha casa por que causa muitos acidentes fatais", declarou num tom seco o Narcisse Laldjim, journalista, e membro da Rede dos Jornalistas Chadianos para o Ambiente.
Ele justifica a sua posição citando a morte do Maurice Laoukoura, proprietário de um bar em Benoye, no sul de Chade, que foi reduzido a cinzas, em julho de 1999, quando estava a tentar acender o seu fogão de gaz.
"Eu reconheço que usar a gaz pode ser uma solução a destrução das florestas, más é demasiado perigoso e eu tenho crianças em casa", explicou ele.
A Marcelline Nodjilembaye, uma comptabilista auxiliar no escritório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento em N'Djamena, é da mesma opinião. Ela usava a gaz para cozinhar más já a renunciou.
”Eu utilisava a gaz antes por que tem avantagens múltiplas. Não suja como o carvão e a lenha. Também se pode cozinhar em menos de trinta minutos", ela declarou.
Ela só decidiu não usá-la mais por causa dos numerosos acidentes que ocorrem nas cadas chadianas.
"Desde a morte daquela empresária de Moundou, já não tenho a vontade de usar a gaz. Contudo, vai ser difícil convencer os chadianos a aceitar a gaz, depois de tudo que aconteceu,” estimou a Nodjilembaye.
A gaz também tem partidários ferózes na sociedade chadiana, uma das quais é a Amina Klingar, uma engienheira informática em N'Djamena.
"Eu uso a gaz por que me ajuda fazer poupanças de tempo e dinheiro. Eu compro um cilindro de 12 quilogramas de gaz que posso usar durante quatro meses. Eu até lembro me de uma altura em que usei a para sete meses", disse ela, triumfante.
O cilindro de 12 quilogramas custa 24 dólares em N'Djamena. Se ela a compra de Kousseri, uma cidade camaronesa situada defronte de N'Djamena, o cilindro custará 18 dólares.
Um saco de carvão pode custar entre nove e doze dólares. Usa se para cinco dias, explicou ela. A este preço, ela usaria oito sacos de carvão nos quatro meses que durava um cilindro de gaz.
"Se eu comprasse um saco para 5.000 francos CFA (10 doláres) por exemplo, precisava de 40.000 francos CFA (80 doláres) para quatro meses. Más com a gaz que compro de Kousseri para 9.000 francos (18 doláres), eu faço uma poupança de 31.000 francos (62 doláres)", calculou ela com um sorriso largo.
O mais importante é que ela disse que sabe que cada vez que ela compra um cilindro de gaz, ela salva algumas árvores da destrução.
Apenas para evitar a destrução contínua das árvores para cozinhar quando a solução de gaz existe a um preço acessível, o Ministro do Ambiente de há dez anos, o Jérémie Odering Goulaye, decidiu restringir os cidadãoes chadianos de usar a gaz.
Montou se barreiras a todas as entradas principais ao capital chadiano para impedir os vendedores de carvão e os lenhadores de levar o produto deles a cidade. A lenha e o carvão foram sistematicamente sequestrados.
As autoridades pensavam que a falta de lenha e de carvão ia empurrar as pessoas de N’Djamena a voltar a gaz.
Infelizmente os agents com poucos escrupulos dos serviços florestais estavam a vender o carvão e a lenha sequestrados no Mercado paralelo, o que muito torpedeou a eficácia da operação.
Muitos pesquisadores chadianos sempre ficam covencidos de que o uso da gaz doméstica é a solução para o Chade preservar o seu ambiente.
”O uso da gaz butano está a impor se no Chade e ajudará o país a proteger o ambiente dele", calculou o Dr Mouimou Djekoré, professor-pesquisador ao Centro Regional da Formação nas Questões Ambientais e na luta contra a desertificação (CREFELD) em Sarh, no sul de Chade. O CREFELD é um centro universitário criado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura(UNESCO), que oferece um DESS no ambiente ao pessoal da gestão ambiental de Chade, da República dos Camarões, da África Central, do Nigeria, Níger etc.
"A gaz butano permete a conservação intata de todos ecosistemas. Se os chadianos usam a gaz, os vendedores de carvão e lenha vão ter que parar do negócio deles e assim salvar o país da desertificação", estimou o académico.

