NAIROBI, 02/05/2007 – A brecha digital entre as zonas urbanas e as rurais na África Oriental – entre os ricos e os pobres – continua a crescer, enfatizando a necessidade para as iniciativas que assegurar que todos beneficiam das tecnologias de informação e comunicação (ICTs). “Ao mesmo tempo que respondemos aos desafios resultando da revolução das ICTs, temos que continuar a ser sensível as disparidades múltiplas entre os ricos e os pobres (e) entre as populacões rurais e urbanas,” declarou o John Waweru, o direitor geral da Comissão de Comunicações de Quênia, mais cedo este mês durante uma reunião sob os auspícios das Organizaçòes Reguladores, Postais e Telecomunicações da África Oriental. A reunião foi o primeiro passo para a harmonização das políticas das ICTs na região para assegurar o crescimento nestas novas tecnologias.
Apenas um quinto da população queniana – sete milhões de 34 milhões de pessoas – tem acesso as linhas telefónicas fixas e movies; a maioria dasquais estão nas cidades, segundo o Waweru.
A situação é parecida no seu vizinho a Tanzânia, onde cerca de sete milhões das 35 milhões de pessoas têm linhas fixas e moveis – principalemente nas zones urbanas, disse o John Nkoma, o direitor geral da Autoridade Reguladora das Comunicações de Tanzânia. (Mais positivamente, ele disse numa entrevista com a IPS que há cerca de três anos, o número de usuários foi duas milhões.)
Os estudos realisados pelo Banco Mundial também indicaram que mais de 50 porcento dos serviços das ICTs na África são concentrados nas zonas urbanas, embora menos de 30 porcento da população do continente vive aí.
O exemplo da Uganda mostra que há outros métodos.
Um fundo para as ICTs estabelecido há quatro anos neste país ajudou a estabelecer os internet cafés e as facilidades postais nas zonas rurais. O Fundo para o Desenvolvimento das Comunicações Rurais dá subvenções as companhias para estabelecer as facilidades das ICTs nas partes mais remotas para assegurar o acesso extenso as tecnologias da informação.
“Esperemos que pelo ano 2010 todas as escolas primárias terão o acesso ao internet. Estamos a instalar telefones públicos perto de cada parroquia,” disse a IPS o Patrick Masambu, o direitor executivo da Comissão das Comuniçãoes de Uganda.
O fundo é um exemplo de uma melhor prática da capacitação das comunidades pobres e rurais na África a usar as ICTs. Considera se realisar um projeto parecido na Quênia.
Embora sejam bemvindas, estas iniciativas não são a única maneira de atrair os investidores ás zones ruais. O Centro Internacional de Pesquisas para o Desenvolvimento (CIID), um orgão governamental canadiano, diz que a liberalização também pode desempenhar um papel significativo. Para além disso, também se deve melhorar a infraestrutura.
“Temos que melhorar a nossa infraestrutura; a eletrificação rural é chave,” disse a IPS o Chali Tumelo, um consultor superior da União Internacional das Telecomunicacões (ITU). Na Quênia, 85 porcento da população não tem acesso a eletricidade, Segundo as cifras governamentais. Contudo ter todos estes elementos—os serviços comunitários das ICTs e a eletricidade para animá-los – pode não bastar.
“Se as pessoas precisam de comunicar com as zonas rurais e remotas, devem considerar que a maioria das pessoas podem não ter a capacidade de perceber as instruções das ICTs, que muitas vezes vêm em inglês. É necessário ter esta informação nas línguas locais ou numa regional que pode ser facilmente percebida,” concluiu o Tumelo.

