Edição nº 8 – Os Objetivos do Milênio

Mercosul: Aulas de integração
Capacitar funcionários para que impulsionem uma integração ampla, não apenas econômica, é o objetivo de um curso inaugurado segunda-feira para autoridades do Mercosul, com apoio da Itália. “Sabemos que um dos grandes núcleos da integração é o comercial, mas, também sabemos que isso por si só não basta para nos integrarmos”, disse o presidente da Comissão de Representantes Permanentes do bloco, Carlos Alvarez, ao abrir em Montevidéu o Programa de Alta Formação de Quadros Dirigentes dos Países do Mercosul.

América Latina: Euros irrigam a integração
Com a promessa da União Européia de promover a integração e o desenvolvimento da América Latina, com doações e créditos de quase US$ 8 bilhões, terminou na sexta-feira na capital dominicana outra reunião ministerial conjunta das duas regiões. A mudança climática, os recursos energéticos, o fortalecimento da multilateralidade, a luta contra a pobreza e a extrema situação sócio-econômica e fragilidade institucional do Haiti, além da assistência aos países latin-americanos, estiveram na mesa de trabalho nos quatro dias de sessões da XIII Reunião Ministerial do Grupo do Rio-UE, em Santo Domingo.

Darfur: China exerce pressão diplomática sobre Cartum
A China convence o governo do Sudão a aceitar a presença de uma força internacional de paz em seu território para deter as matanças na região de Darfur. O objetivo de Pequim é impedir mais sanções contra esse país africano onde tem grandes investimentos. O ministro-assistente de Relações Exteriores da China, Zhain Jun, disse à imprensa na semana passada, após uma missão especial ao Sudão, que graças aos esforços de Pequim Cartum começava a ceder perante a pressão internacional e considerava o plano de paz proposta pelo ex-secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Kofi Annan. “Não estamos a favor de aumentar ou expandir as sanções, porque há muitas esperanças de resolver este assunto”, disse Zhain.

Zimbábue: Oposição pede ajuda na ONU contra repressão
Ativistas, advogados, jornalistas e dirigentes de oposição do Zimbábue acusaram na Organização das Nações Unidas, na última quarta-feira, o regime de Robert Mugabe pelo recrudescimento da repressão desde o mês passado. “A policia antimotins ordenou que deixássemos nossos telefones celulares no chão e em seguida começaram a nos bater”, disse à imprensa a subsecretária de Relações Internacionais do opositor Movimento para a Mudança Democrática (MDC), Grace Kwinjeh. A dirigente se referia à repressão ocorrida por ocasião da jornada de oração convocada pela Aliança Cristã, uma coalizão de igrejas do Zimbábue, no dia 11 de março.

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Correspondentes da IPS

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