Comunicações: Telefone ainda é um luxo
Assunção, 18/11/2005 – Quando dom Emilio Contrera, um pequeno produtor rural paraguaio de quase 80 anos, quer falar por telefone com sua filha que vive em Assunção, enfrenta uma série de dificuldades. Cada vez lhe é mais difícil caminhar os dois quilômetros entre sua casa e o telecentro da estatal Companhia Paraguaia de Comunicações (Copaco) no povoado de Yegros, 280 quilômetros a leste da capital. "Quase nunca tem alguém para atender na cabine e é preciso esperar que o funcionário apareça", lamenta Contrera. Mas, ele tem "sorte", pois é amigo de um dos funcionários, que ao vê-lo no caminho lhe prepara uma comunicação.
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