Ambiente: Corredores ecológicos para preservar a vida no Mekong

Kunming, China, 06/07/2005 – Líderes de seis países da bacia do rio Mekong decidiram nesta terça-feira criar os primeiros corredores da Ásia para a preservação da biodiversidade, que, segundo críticos, está em risco pela acelerada integração econômica da região. Por sua vez, e sob a bandeira da diplomacia ambiental, a cúpula de dois dias realizada em Kunming, no sudoeste da China, deu mais um passo para a integração econômica mediante acordos sobre comércio, energia, facilitação do intercâmbio fronteiriço e uma auto-estrada de informação que atravessaria Birmânia, Camboja, China, Laos, Tailândia e Vietnã.
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Nações Unidas: A China não cede lugar ao Japão

Pequim, 16/06/2005 – A forte oposição da China aos planos apresentados para reformar a Organização das Nações Unidas se deve somente à sua resistência em ceder um lugar no privilegiado clube do Conselho de Segurança ao Japão, seu histórico rival. Os governantes chineses "sentem que são parte de um clube muito exclusivo e que o merecem. Não é um privilégio estarem dispostos a compartilhar com recém-chegados. Opondo-se ao Japão, encontraram uma forma adequada de proteger sua posição|, disse à IPS um diplomata brasileiro em Pequim. A China é um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU com poder de veto, junto com Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Rússia.
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Economia: Governo chinês freia exportação maciça de aço

Pequim, 17/05/2005 – Após impulsionar por longos anos o mercado mundial do aço com suas volumosas importações, a China se prepara para um novo papel como exportador de aço, que pode converter a escassez do produto em excesso de oferta e deprimir seus preços regionais e mundiais. A produção de artigos de aço chineses este ano vai superar o consumo, o que aumentará as exportações e causará o acúmulo de reservas, alertam observadores. Planejadores econômicos chineses temem que os produtores nacionais sejam culpados pela depressão dos preços e quebra de empresas na medida em que esses produtos começarem a fluir no mercado internacional.
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China-Taiwan: Ofensiva da sedução

Pequim, 27/04/2005 – Os líderes comunistas chineses lançaram uma "ofensiva de sedução" sobre partidos opositores de Taiwan – incluindo seu antigo arqui-rival Kuomitang – partidários da reunificação com a China continental. Os convites aos dois líderes da oposição taiwanesa para dialogarem em Pequim faz parte de uma campanha diplomática mais ampla da China para melhorar sua deteriorada imagem internacional depois da aprovação, em março, de uma polêmica lei anti-secessão que ameaça com a força militar Taiwan, considerada uma província rebelde. Lien Chan, presidente do Kuomitang (Partido Nacionalista), o maior partido de oposição de Taiwan, chegou à China nesta terça-feira. É a primeira vez que um líder desse partido coloca os pés na China continental deste que esta e Taiwan se separaram, depois da guerra civil de 1949.
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China-Vaticano: Degelo diplomático?

Pequim, 08/04/2005 – A morte de João Paulo II, que dedicou longos anos de seu pontificado a combater o comunismo, poderia provocar um degelo diplomático entre o Vaticano e a China, mais de 50 anos depois de Pequim ter expulso todos os sacerdotes estrangeiros e cortado os vínculos com a sede da Igreja Católica. Mas, as esperanças de restauração desses vínculos são limitadas devido à rígida insistência chinesa para que seja o governante Partido Comunista, e não o Vaticano, o responsável pela designação de todos os bispos católicos no país. A notícia de que o presidente de Taiwan, Chen Shui-bian, participará dos funerais do papa nesta sexta-feira complicaria a já tensa situação. O Vaticano é o único aliado diplomático na Europa de Taiwan, a quem Pequim considera uma província rebelde.
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Mundo: Japão coloca Taiwan no centro do tabuleiro da Ásia

Pequim, 24/02/2005 – O novo choque entre China e Japão por causa de Taiwan depois de um ano marcado pela desconfiança mútua, é um mau augúrio para o clima político da Ásia oriental, segundo analistas. Foi o Japão, mais do que os Estados Unidos, o alvo da ira do dragão asiático pela medida sem precedentes de Tóquio e Washington de declarar "interesse comum de segurança" com relação a Taiwan, considerada por Pequim uma província rebelde. A inclusão, no final de semana, de Taiwan na lista de objetivos de segurança conjuntos entre Estados Unidos e Japão deteriorou as já tensas relações políticas entre Pequim e Tóquio.
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