Iraque: Forças de segurança afundam no sectarismo

Washington, 01/12/2005 – O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, garantiu nesta quarta-feira que as forças de segurança do Iraque seriam capazes de controlar esse país sem necessidade de tropas estrangeiras. Porém, informes divulgados pela imprensa indicam que, pelo contrário, contribuem para a desestabilização. Uma série de artigos publicados por importantes jornais norte-americanos desde que se descobriu há duas semanas uma prisão subterrânea na sede do Ministério do Interior do Iraque (onde eram torturados cerca de 170 sunitas) revelaram detalhes sobre a existência de esquadrões da morte dentro da polícia iraquiana.
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Estados Unidos: Cheney sobe a aposta

Washington, 24/11/2005 – O vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, assumiu a tarefa de defender seu chefe, o presidente George W. Bush, atacando os críticos que reclamam cada vez com maior força a retirada das tropas do Iraque. Cheney disse na segunda-feira no auditório do centro de estudos neoconservador American Enterprise Institute que a sugestão de "alguns senadores" de que Bush "enganou" de propósito o povo norte-americano" antes da guerra no Iraque é "desonesta e repreensível". "Qualquer insinuação de que a informação anterior à guerra foi distorcida, exagerada ou fabricada pelo lide da nação é completamente falsa", afirmou o vice-presidente em sua segunda aparição pública em menos de uma semana. "Este revisionismo é do tipo mais corrupto e desavergonhado", concluiu.
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Estados Unidos: Cheney na berlinda

Washington, 09/11/2005 – Teria o vice-presidente norte-americano, Dick Cheney se convertido em um peso morto de que é preciso se desfazer? A pergunta pode parecer prematura quando a sorte do principal assessor político do presidente George W. Bush, Karl Rove, lidera a lista de especulações. Mas a dúvida paira sobre a Casa Branca desde a renúncia do conselheiro de segurança e chefe do escritório de Cheney, Lewis "Scooter" Libby, no último dia 28. Libby foi acusado de perjúrio e obstrução da justiça na investigação para descobrir quem revelou à imprensa a identidade de Valerie Plame, uma agente secreta da Agência Central de Inteligência (CIA), cujo marido, o diplomata aposentado Joseph Wildon, criticou o governo por levar os Estados Unidos à guerra sob falsas premissas.
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Direitos Humanos: Não haverá visitantes surdos em Guantânamo

Washington, 03/11/2005 – A negativa dos Estados Unidos em permitir entrevistas de investigadores da Organização das Nações Unidas com presos da "guerra contra o terror" afunda ainda mais o prestígio do governo de George W. Bush em matéria de direitos humanos, segundo especialistas. Seis organizações religiosas e humanitárias exigiram dos departamentos de Justiça e de Defesa em Washington que permitissem investigadores independentes de entrevistar presos na base naval norte-americana de Guantânamo, em Cuba. O governo deve tomar esta e outras medidas para "por fim à tortura, ao abuso e ao tratamento desumano" em Guantânamo, disseram em carta ao promotor-geral, Alberto Gonzáles, as organizações, entre elas a Anistia Internacional.
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EUA: Frustração atinge figuras republicanas

Washington, 27/10/2005 – Cada vez são mais as destacadas figuras do governante Partido Republicano lançam irados questionamentos à ala mais direitista da administração dos Estados Unidos por persuadir o presidente George W. Bush a invadir o Iraque. Às acusações contra o vice-presidente, Dick Cheney, e o secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, feitas por Lawrence Wilkerson, principal colaborador do ex-secretário de Estado Colin Powell, agora se somam as críticas do ex-conselheiros de Segurança Nacional Brent Scowcroft.
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Direitos Humanos: Mortes misteriosas de prisioneiros da guerra de Bush

Washington, 24/10/2005 – Apesar das repetidas promessas norte-americanas de que seriam investigadas todas as mortes de pessoas detidas pela "guerra contra o terrorismo", os procedimentos grosseiramente inadequados e defeituosos tornam difícil ou impossível acusar e condenar os culpados. Esta é a conclusão a que chegou a organização humanitária Human Rights First (HRF), com 25 anos de trajetória nessa área. Os registros de mortes de prisioneiros, 108 desde 2020, segundo o Departamento de Defesa, são "extremamente inadequados" e os investigadores não conseguiram interrogar testemunhas importantes nem arrecadar e preservar provas úteis, como partes de corpos ou evidência balística básica para realizar as acusações.
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Direitos Humanos: Não há garantias para Saddam Hussein

Washington, 21/10/2005 – Os mesmo defensores dos direitos que durante duas décadas pediam o julgamento por crimes contra a humanidade do ex-ditador do Iraque, Saddam Hussein, agora questionam a legitimidade do processo iniciado quarta-feira em Bagdá. A Human Rights Watch (HRW) foi a instituição mais incisiva em seus questionamentos das normas que regem o Supremo Tribunal Penal do Iraque, cujas audiências foram adiadas até 28 de novembro. Saddam e outros sete acusados se declararam, na quarta-feira, não culpados da execução de 143 homens e crianças em 1982. E não é o único caso pelo qual deverá sentar no banco dos réus.
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Estados Unidos: Bush, um presidente fracassado

Washington, 17/10/2005 – A gestão do presidente George W. Bush é vista pela opinião pública cada dia mais como um fracasso, particularmente com relação à economia e ao gasto público, afirma uma pesquisa nacional feita pelo Centro de Pesquisas Pew para a População e a Imprensa. O resultado, divulgado na quinta-feira em Washington, mostra que a aprovação pública de Bush caiu para 38% e o apoio à ocupação militar no Iraque está diminuindo. O eleitorado norte-americano agora está dividido entre os que acreditam que os Estados Unidos devem deixar o Iraque o mais rápido possível e aqueles que pensam que os soldados deveriam permanecer até que esse país supere a onda de violência política.
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Afeganistão: Quatro anos depois da invasão, os perigos continuam

Washington, 07/10/2005 – Quatro anos depois da invasão norte-americana que desalojou o regime islâmico talibã do Afeganistão, o governo do presidente Hamid Karzai goza de certa estabilidade, mas a situação da segurança e da economia continua desesperadora. A estabilidade política, reforçada pelas exitosas eleições do mês passado para as legislaturas regionais e nacional, dá lugar a declarações de satisfação por parte das autoridades dos Estados Unidos. Entretanto, especialistas advertem que o Afeganistão continua extremamente dependente de ajuda externa e sofre sérias ameaças, desde um ressurgimento da insurgência do Talibã até a consolidação do narcotráfico como base da economia doméstica.
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