Direitos Humanos: A Casa Branca perde terreno oficialista

Washington, 06/10/2005 – Os senadores do governante Partido Republicano não ouvem a Casa Branca e cedem à crescente pressão para assegurar tratamento "humano" aos prisioneiros da guerra que os Estados Unidos fazem "contra o terrorismo". A pressão se refere a propostas legislativas, a primeira delas apresentada, entre outros senadores republicanos, por John McCain, ex-piloto de combate que foi prisioneiro de guerra no infame "Hanói Hilton" durante boa parte da guerra do Vietnã. Essa norma, incluída como emenda no orçamento da defesa para o próximo ano, ordenaria a todos os funcionários norte-americanos o cumprimento das leis militares em matéria de interrogatórios.
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Iraque: Novo plano de retirada americana em dois anos

Washington, 05/10/2005 – Em uma aparente tentativa de unificar a posição do Partido Democrata dos Estados Unidos sobre o Iraque, um centro de estudos propôs uma "reorganização estratégica" das forças enviadas para este país que garantisse uma retirada total até janeiro de 2008. O plano, elaborado pelo Centro para o Progresso Norte-Americano (CAP), sugere uma retirada progressiva em um período de dois anos, que começaria em janeiro próximo, das tropas de todas as zonas urbanas, deixando a vigilância nas mãos da polícia iraquiana.
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EUA: Cruzada pela democratização reúne poucos fiéis

Washington, 30/09/2005 – A grande maioria dos norte-americanos não acredita na eficácia da "democratização" do Oriente Médio como forma de prevenir o terrorismo, e a experiência do Iraque aumentou esse ceticismo, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira. Somente 35% dos 808 entrevistados aleatoriamente disseram ser partidários do uso da força militar para derrubar ditadores, e 75% afirmaram que o objetivo de derrubar o regime de Saddam Hussein e instaurar a democracia no Iraque não foi um bom motivo para ocupara esse país. Estes números foram revelados em um informe do gabinete de especialistas Conselho de Chicago sobre Relações Exteriores e o Programa de Atitudes Internacionais sobre Políticas, da Universidade de Maryland.
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Terrorismo: Posada Carriles aniquila a credibilidade dos EUA

Washington, 29/09/2005 – Ao negar à Venezuela a extradição do terrorista cubano Luis Posada Carriles, o juiz de migração William Abbott jogou por terra, de sua sala no Texas, a credibilidade dos Estados Unidos em sua guerra contra o terror. Alguns funcionários do governo norte-americano deploraram a decisão de Abbott, que rejeitou o pedido venezuelano por suspeitar que Posada Carriles poderia sofrer torturas nesse país. "Já é bastante ruim entregarmos suspeitos de terrorismo islâmico a países que rotineiramente utilizam o terror", disse um funcionário do Departamento de Estado se referindo a países muçulmanos onde se aplica a tortura. "Mas aqui temos alguém que sabemos que é terrorista e fica claro que o estamos protegendo ativamente de afrontar a Justiça. Temos credibilidade zero", acrescentou.
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Política: Como escapar da guerra civil iraquiana

Washington, 28/09/2005 – O fantasma de uma guerra civil em grande escala no Iraque e o temor de que esse conflito se espalhe para os países vizinhos intensificam o debate, nos Estados Unidos, sobre a oportunidade de retirar suas tropas dessa nação árabe ocupada desde 2003. Alguns analistas acreditam que uma saída imediata dos soldados norte-americanos evitaria o agravamento do conflito, mas outros insistem em que a presença militar impede que a violência aumente, desestabilize todo o Oriente Médio e faça com que os preços do petróleo saltem para a estratosfera. O governo do presidente George W. Bush confirmou que seus soldados permanecerão no Iraque até que as próprias forças iraquianas possam conter, se não desbaratar, a crescente insurgência.
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Desenvolvimento: FMI coloca obstáculos às metas do milênio

Washington, 22/09/2005 – O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, deveria pressionar seus delegados no Fundo Monetário Internacional (FMI) para que esse organismo deixe de condicionar de maneira tão rígida sua ajuda aos países pobres. Isso é o que teria de acontecer se Bush praticasse o que pregou na semana passada na Cúpula Mundial 2005, no recinto da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas, quando falou sobre democracia e pobreza. Pelo menos é o que se depreende dos últimos informes da organização não-governamental ActionAid Internacional (AAI).
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População: Bush se nega a colaborar com agência da ONU

Washington, 20/09/2005 – Pelo quarto ano consecutivo, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, nega-se a colaborar com o Fundo das Nações Unidas para a População (Fnuap) e anunciou que destinará a outros projetos os US$ 34 milhões que o Congresso havia aprovado para essa agência. O subsecretário de Estado norte-americano para Assuntos Políticos, Nicholas Burns, enviou uma carta aos congressistas assinalando que o Fnuap apoiava "um programa de abortos coercitivos" na China. E acrescentou que, diante disso, permitir a colaboração seria violar uma lei norte-americana de 20 anos que proíbe a entrega de recursos públicos a programas que fomentem a interrupção da gravidez como método de planejamento familiar.
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Mundo: Katrina poderá levar os EUA ao isolacionismo

Washington, 15/09/2005 – Foi Jim Hoagland, um dos colunistas do Washington Post, quem primeiro falou das possíveis conseqüências do furacão Katrina e da destruição de Nova Orleans sobre a política externa dos Estados Unidos. "Serão os Estados Unidos mais humildes, cooperativos e compreensivos dos problemas e fracassos de outros países depois do Katrina?", perguntou Hoagland em sua coluna. "Ou deixará que seu compromisso ativo nas crises humanas e políticas do mundo se transformem em outra vítima dos ventos e das águas do Katrina, e do transtorno político que gerou?", acrescentou.
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Direitos Humanos: Crise em Darfur está eclipsada, mas não esquecida

Washington, 13/09/2005 – Um ano depois de o governo do presidente George W. Bush declarar que a violência na província sudanesa de Darfur era um "genocídio", ativistas norte-americanos acusaram Washington de abandonar as vítimas à própria sorte. Mais de cem ativistas comemoraram na quinta-feira este aniversário com uma manifestação diante da Casa Branca e exortaram a comunidade internacional a dar proteção urgente a cerca de 2,5 milhões de refugiados dentro do Sudão pelos contínuos ataques de milícias árabes apoiadas pelo governo central na província mais ocidental do país.
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Iraque: Custo da guerra excede o do Vietnã

Washington, 02/09/2005 – Para sustentar a guerra do Iraque, o Tesouro dos Estados Unidos gasta mensalmente mais do que desembolsou na guerra do Vietnã, segundo especialistas de dois centros de estudos que foram contrários à invasão do território iraquiano. Trata-se do "esforço militar mais caro dos últimos 60 anos", segundo o informe de 84 páginas publicado pelo Instituto de Estudos Políticos e Foreign Policy in Focus, intitulado "O pântano do Iraque: Os crescentes custos da guerra e porque as tropas devem regressar". O custo total da guerra no Iraque soma até agora US$ 204 bilhões, isto é, US$ 727 por cidadãos, sem contar os US$ 45 bilhões adicionais para atender as operações hoje em discussão no Congresso.
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