Armas: Ásia, um mercado promissor

Washington, 01/09/2005 – Pelas importações maciças feitas pela China e Índia, a Ásia passou o Oriente Médio como o mercado em desenvolvimento mais promissor para os fabricantes de armas convencionais, segundo o Serviço de Investigações do Congresso dos Estados Unidos. A Ásia concentra quase 50% dos acordos de venda de armas para região do Sul em desenvolvimento assinados entre 2001 e 2004 medidos por seu valor, de acordo com o estudo. A Índia liderou a lista de nações no ano passado, ao assinar acordos no valor de US$ 5,7 bilhões. De todo modo, o Oriente Médio continua sendo o principal comprador, com mais da metade das aquisições mundiais efetivamente concretizadas. Ao mesmo tempo, o relatório indica que os Estados Unidos e a Rússia continuam dominando o mercado de fornecedores de armas convencionais para o Sul em desenvolvimento por uma grande margem.
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Iraque: Democracia ou desintegração?

Washington, 31/08/2005 – Depois da apresentação formal de um projeto de Constituição no Iraque, as opiniões em Bagdá e Washington estão dividas: se a nova Carta Magna fortalecerá a débil democracia iraquiana ou conduzirá à desintegração desse país do Golfo. Enquanto a Casa Branca expressa otimismo sobre o projeto que os iraquianos deverão votar no dia 15 de outubro, alguns analistas alertam que seus parágrafos sobre autonomia regional irão acelerar uma guerra civil que poderia se estender a países vizinhos. "Não creio nestas divisões (constitucionais) entre muçulmanos xiitas e sunitas, muçulmanos e cristãos, árabes e curdos", afirmou na segunda-feira o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, à BBC de Londres. "Acredito que é uma verdadeira receita para o caos, e talvez para uma catástrofe no Iraque e vizinhança", acrescentou.
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Desenvolvimento: Países menos religiosos são os mais generosos

Washington, 24/08/2005 – Os países com templos mais vazios tendem a ser mais generosos em seu apoio ao desenvolvimento dos países pobres do que aqueles com grande presença nos serviços religiosos. O Índice de Compromisso com o Desenvolvimento, publicado pela mais prestigiosa revista especializada em política internacional dos Estados Unidos, a Foreign Policy, inclui Dinamarca, Holanda, Suécia, Austrália e Noruega entre as nações mais ricas dispostas a cooperar com os pobres. Os países que menos cooperam, da lista de 21 nações do Norte industrial, são Itália, Irlanda, Grécia e Japão, segundo a pesquisa, um projeto conjunto da Foreign Policy e do não-governamental Center for Global Development (CGD) que publica suas conclusões anualmente.
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Estados Unidos: Retorno do realismo à política externa

Washington, 22/08/2005 – Ao que parece, o grupo "realista" volta a conduzir a política externa dos Estados Unidos graças ao "colapso da doutrina Bush", segundo muitos especialistas em relações internacionais. Um dos que chegou a essa conclusão é Gideon Rose, editor da revista especializada em política externa mais influente do país, a Foreign Affairs, em uma coluna publicada pelo jornal The New York Times. Uma assinatura assim costuma rubricar a oficialização de uma tendência. "Sete meses depois do início do segundo mandato de Bush é claro que, apesar das promessas feitas em sua posse, a política externa norte-americana tomou um giro decididamente pragmático", escreve Gideon.
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Iraque: Crescem as reclamações para retirada norte-americana

Washington, 27/07/2005 – O fantasma de uma guerra civil no Iraque mais a crescente convicção de que a presença dos Estados Unidos nesse país estimula a insurgência iraquiana e o extremismo islâmico em todo o mundo provocaram uma chuva de reclamações de uma retirada militar norte-americana. Embora as propostas de estabelecimento de um cronograma para a retirada dos 140 mil soldados dos EUA no Iraque só tenham conseguido até agora apoio de um quarto dos membros do Congresso, a situação parece a ponto de mudar. A falta de progressos tangíveis no combate aos rebeldes iraquianos está convencendo muitos legisladores de que as esperanças de Washington de estabilizar a situação, e muito menos de estabelecer uma democracia pró-ocidental no coração do mundo árabe, são vãs.
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Pequim: O futuro das relações entre EUA e Coréia do Norte novamente em jogo

Washington, 26/07/2005 – Estará o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, de fato disposto a renunciar ao seu sonho de promover uma "mudança de regime" na Coréia do Norte, integrante do "eixo do mal" junto com Iraque e Irã? Estará o líder norte-coreano, Kim Jong II, de fato preparado para desmantelar seu programa de desenvolvimento nuclear, inclusive as oito bombas desse tipo que, segundo os serviços de inteligência norte-americanos, teria em seu poder, em troca de Washington deixar de pressionar para tirá-lo do poder? Estas são duas das grandes perguntas que poderão ser respondidas esta semana com o reinício, em Pequim, das chamadas "conversações das seis partes", após uma pausa de mais de um ano, destinadas a aliviar a tensão criada na região Ásia-Pacífico pelo programa nuclear norte-coreano. Das conversações participam China, Coréia do Norte, Coréia do Sul, Estados Unidos, Japão e Rússia.
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Irã: Influente, apesar de tudo

Washington, 22/07/2005 – Apesar dos melhores esforços do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, para transformar o Irã em um paria internacional, a república islâmica acumula vitórias diplomáticas uma após outra. Um mês depois da surpreendente vitória nas eleições presidenciais iranianas do ultraconservador Mahmoud Ahmdinejad, Teerã encontra-se em uma posição muito mais forte para resistir à campanha que Washington faz para isolar esse país, como parte de uma estratégia de "mudança de regime". A última demonstração da crescente influência regional de Teerã foi a visita de três dias à capital iraniana do presidente do Iraque, Ibrahim Jaafari, na semana passada. Jaafari, apoiado pelos Estados Unidos, foi calorosamente recebido pelos máximos líderes religiosos e de governo do Irã, depois de uma série de reuniões bilaterais de alto nível que produziram um acordo de cooperação militar, entre outros.
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Nuclear: Acordo entre EUA e Índia agita o tabuleiro mundial

Washington, 21/07/2005 – O acordo assinado esta semana pelo presidente norte-americano, George W. Bush, e o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, para a venda de avançada tecnologia nuclear dos Estados Unidos para a Índia confirma uma guinada política de Washington com conseqüências mundiais e regionais, de acordo com especialistas. Por um lado, o governo Bush parece ter voltado as costas para uma estratégia de 30 anos para dissuadir os países signatários do Tratado de Não-proliferação Nuclear de adquirir armas atômicas, bem como a tradicional inclinação dos Estados Unidos para o Paquistão, rival da Índia, para promover um equilíbrio de poderes na Ásia meridional.
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Estados Unidos: O mundo segundo os falcões americanos

Washington, 19/07/2005 – Nunca é fácil se defender e atacar ao mesmo tempo, mas quando o terreno político treme e perigosos vazamentos surgem desde a Casa Branca e Downing Street, é ainda mais difícil. Pelo menos essa é a sensação que deixam as últimas manobras políticas da extrema direita norte-americana. Por um lado, falcões e neoconservadores estão na defensiva frente a aliados tímidos que querem se retirar do Iraque e opositores democratas que pedem a cabeça do assessor presidencial Karl Rove, considerado o "cérebro" do presidente George W. Bush. Por outro, tentam persuadir seus compatriotas a se prepararem para enfrentar novos inimigos no que chamam de a "Quarta Guerra Mundial".
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Religião: Cresce o temor ao extremismo islâmico

Washington, 18/07/2005 – A rejeição ao extremismo islâmico e à violência aumenta nos países muçulmanos, ao mesmo tempo em que cai a popularidade de Osama bin Laden, líder da rede terrorista Al Qaeda. Entretanto, Bin Laden continua gozando de certo apoio na Jordânia e no Paquistão, segundo pesquisa internacional feita pelo Projeto Pew de Atitudes Mundiais (PGAP, sigla em inglês). O estudo indica que uma crescente maioria de pessoas em nações predominantemente muçulmanas – em especial Marrocos, Líbano, Jordânia e Indonésia – acredita que a democracia pode funcionar bem em seus países e que – com exceção de Líbano e Turquia – é bom que haja uma grande influência do Islã na vida pública.
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