Terrorismo: Atentados de Londres trazem de volta reflexão sobre o ódio

Washington, 12/07/2005 – Os atentados de quinta-feira passada em Londres fizeram ressurgir nos Estados Unidos a pergunta que muitos se fizeram depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 nesse país: "Por que nos odeiam?". Como naquela oportunidade, os "falcões" de direita e neoconservadores que impulsionaram a guerra contra o Iraque (com o apoio do governo britânico) afirmam agora que os radicais islâmicos odeiam os Estados Unidos e o Ocidente em geral "pelo que são" e por seus ideais de liberdade e democracia. Imediatamente depois do 11 de setembro, quando supostos terroristas islâmicos fizeram colidir aviões lotados de passageiros contra as torres gêmeas de Nova York e o edifício do Pentágono, matando mais de três mil pessoas, o presidente norte-americano, George W. Bush, lançou o que chamou "a guerra contra o terrorismo".
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População: Aumentam os casamentos inter-raciais nos EUA

Washington, 11/07/2005 – O número de casamentos inter-raciais nos Estados Unidos aumentou mais de 10 vezes entre 1970 e 2000, como conseqüência de uma mudança radical na atitude da sociedade em relação a essas uniões, de acordo com um estudo do Population Reference Bureau (PRB, Escritório de Referência sobre População), com sede em Washington. Devido em parte ao aumento da imigração e das pessoas que recebem educação terciária, a porcentagem de casais com cônjuges de diferentes etnias cresceu de 1% em 1970 para mais de 5% em 2000, afirma o PRB. Os casais inter-raciais aumentaram de aproximadamente 300 mil em 1970 para 1,5 milhão em 1999 e mais de três milhões em 2000, diz o informe de 36 páginas intitulado "Novos casamentos, novas famílias: O casamento inter-racial e inter-hispânico nos Estados Unidos".
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Direitos Humanos: Impunidade freia a estabilização no Afeganistão

Washington, 08/07/2005 – A organização de direitos humanos Human Rights Watch pediu que sejam levados perante a justiça os "senhores da guerra" responsáveis por atrocidades no Afeganistão na década de 90, muitos dos quais ocupam cargos no governo de Hamid Karzai, apoiado pelos Estados Unidos. Em um documento de 133 páginas divulgado em Cabul, a HRW, nesta semana, afirma que muitos responsáveis por crimes de guerra e outros abusos em uma das piores fases da guerra civil que, com interrupções, tem quase 30 anos, estão agora por trás de mesas nos ministérios de Defesa e do Interior, enquanto outros são candidatos nas eleições legislativas e locais de setembro próximo.
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Mundo: Bush, a brecha entre a retórica e a realidade no Iraque

Washington, 01/07/2005 – Apesar de insistir em apresentar firmeza e solenidade diante de uma respeitável audiência militar, parece que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, fracassou em sua tentativa de alinhar o público atrás de sua política no Iraque. O resultado das pesquisas divulgadas na quarta-feira indicam que, ao contrário do esperado por Bush, seu discurso feito no dia anterior no quartel Fort Bragg, na Carolina do Norte, não serviu para tranqüilizar o público nem convencê-lo de que a situação no Iraque está sob controle. O presidente rejeitou os pedidos do opositor Partido Democrata e inclusive os vindos do Partido Republicano para que estabeleça, pelo menos, um prazo para retirar os 140 mil soldados norte-americanos que estão no Iraque há mais de dois anos.
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Política: Bush e Ahmedinejad, muitas semelhanças apesar dos enfrentamentos

Washington, 30/06/2005 – Apesar do acirrado enfrentamento entre seus dois países, os presidentes George W. Bush, dos Estados Unidos, e Mahmood Ahmedinejad, do Irã, apresentam destacáveis semelhanças. As táticas aplicadas por ambos em suas campanhas eleitorais demonstram que são "almas gêmeas", afirmou o historiador e especialista em assuntos do Oriente Médio Juan Cole, da Universidade de Michigan. Ambos apresentaram um discurso populista. Os dois criticaram em suas últimas campanhas eleitorais os governos que integravam. Tanto Bush quanto Ahmedinejad se apoiaram em forças religiosas direitistas. Também se assemelham em certas características pessoais, como a falta de preocupação pelo que acontece fora de seus países e o enfoque maniqueísta segundo o qual amigos e inimigos, o mal e o bem, estão claramente delineados.
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África: Missões militares da ONU seriam bem-vindas

Washington, 30/06/2005 – A maioria dos africanos apoiaria uma intervenção militar autorizada pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas em conflitos do continente que apresentam sérias violações de direitos humanos. Foi o que revelou uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira, na qual também se constatou que os africanos preferem uma força internacional da ONU em lugar de soldados da União Africana (UA). Cerca de dois terços dos 11 mil consultados em Angola, Camarões, Gana, Quênia, Nigéria, África do Sul, Tanzânia e Zimbábue coincidiram em afirmar que as Nações Unidas deveriam intervir nesses casos, enquanto pouco mais da metade afirmou que a intervenção estaria justificada mesmo sem o aval do Conselho de Segurança.
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Mundo: Bush exagera aumento da ajuda à África

Washington, 29/06/2005 – Os Estados Unidos não triplicaram sua ajuda destinada à África subsaariana durante o governo de George W. Bush, como ele próprio sustenta, nem mesmo a duplicou, afirma o Brookings Institution, um gabinete de especialistas com sede em Washington. Por outro lado, entre 2000 e 2005 esse país aumentou sua ajuda para a região mais pobre do mundo em 56% em termos reais, segundo outro relatório do Brookings Institution intitulado "Ajuda dos Estados Unidos para a África: Afirmações e realidades". O documento aumenta a pressão sobre Bush para que anuncie uma nova iniciativa a fim de impulsionar o desenvolvimento na África subsaariana às vésperas da cúpula do Grupo dos Oito países mais industrializados (G-8), que acontecerá entre 6 e 8 de julho em Gleneagles, na Escócia.
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Mundo: Falcões lançam ataque verbal preventivo contra eleições no Irã

Washington, 21/06/2005 – A ala mais conservadora do governo dos Estados Unidos lançou uma campanha "preventiva" contra as eleições do Irã pois, não importa quem vença, o que se requer ali é uma "mudança de regime". Quando milhões de iranianos se preparavam para eleger, na sexta-feira, o sucessor do presidente reformista Mohamed Khatami, os falcões, ajudados por duras declarações do presidente George W. Bush, se esforçaram para colocar em dúvida na imprensa a credibilidade da votação. "O Irã é hoje governado por homens que suprimem as liberdades dentro do país e promovem o terrorismo no resto do mundo. O poder está nas mãos de uns poucos que não foram eleitos e que mantêm o controle graças a um processo eleitoral que ignora os requisitos básicos da democracia", afirmou Bush na noite de sexta-feira.
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Estados Unidos: Pagamentos à ONU só com reformas

Washington, 20/06/2005 – A Câmara de Representantes dos Estados Unidos aprovou na sexta-feira, por 221 votos contra 184, um projeto de lei, de improvável sanção presidencial, que suspende as contribuições desse país à Organização das Nações Unidas enquanto não forem feitas 39 reformas de grande alcance nesse fórum mundial. A iniciativa, que não tem aprovação de legisladores do Partido Democrata (oposição) e de um punhado do governante Partido Republicano, não se converterá em lei porque o governo de George W. Bush a rechaça e, além disso, carece de apoio no Senado. De todo modo, a votação da última sexta-feira no Congresso reflete tanto o desgosto dos republicanos em relação á ONU quanto a incapacidade de Bush dominar os legisladores de seu partido, cada vez mais inclinados à direita.
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Haiti: Outra mudança de regime problemática

Washington, 17/06/2005 – Enquanto a violência no Iraque não cede, a situação no Haiti, outro país onde os Estados Unidos teve papel-chave para mudar o regime, também vai de mal a pior, segundo observadores em Washington. O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, que deve decidir se prorroga o prazo de sua missão de paz no Haiti (Minustah), acreditava que a esta altura já haveria quatro milhões de pessoas registradas para votar nas eleições que marcadas para dentro de quatro meses. Mas até agora, somente foram registrados 65 mil. A intenção do Conselho é que no começo do próximo ano se instale em Porto Príncipe um governo eleito nas urnas.
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