Clima: O Japão dá o nome, mas não o exemplo

Tóquio, 16/02/2005 – O Protocolo de Kyoto contra a mudança climática, que entra em vigor nesta quarta-feira, é o único tratado internacional com nome japonês. Porém, o Japão não considera isso uma honra, a julgar por seus magros avanços para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa. "O Japão tem muito que fazer para cumprir seus objetivos de redução e de deter a alteração do clima. O governo deve demonstrar maior liderança", afirmou Massaki Najakima, um ativista da organização Greenpeace contra o aquecimento do planeta. O protocolo estabelece que os países industrializados devem reduzir, em média, 5,2% as suas emissões de gases que causam o efeito estufam (dióxido de carbono, metano e óxido nitroso, entre outros) em relação ao volume emitido em 1990, meta que deve ser cumprida entre 2008 e 2012.
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Ambiente: A tecnologia sozinha não contém os tsunamis

Kobe, Japão, 23/01/2005 – Ativistas temem que a Conferência Mundial sobre a Redução dos Desastres Naturais, que acontece na cidade japonesa de Kobe, se concentre em criar um sistema de alerta de maremotos e esqueça de impulsionar planos de prevenção nas comunidades."A comunidade internacional está decidida a criar um sistema de alerta para que não se repita o desastre do maremoto de 26 de dezembro no oceano Índico", afirmou Markhu Niskala, secretário-geral da Federação Internacional da Cruz Vermelha e da Meia Lua Vermelha. "Mas não há tanto apoio para programas comunitários dirigidos ao alívio de desastres", disse à IPS. Mais de 170 mil pessoas morreram no mês passado vítimas dos tsunamis, as gigantescas ondas que invadem o litoral provocadas por terremotos ou erupções vulcânicas submarinas.
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Desafios 2004/2005: O pacifismo é história no Japão

Tóquio, 23/01/2005 – O Japão se dispões a iniciar 2005 como uma potencia mundial alinhada com Washington em matéria política e militar, mas este novo caminho implica um dilema para seus cidadãos. "Goste ou não, o Japão colabora de forma estreita com a estratégia mundial dos Estados Unidos contra o terrorismo, e isto também fortalecerá suas próprias forças militares após 60 anos de pacifismo de pós-guerra", disse Robert Scalapino, um veterano especialista em relações asiático-norte-americanas em visita a Tóquio. O Japão revelou na semana passada os últimos detalhes de se novo Programa Nacional de Defesa, que aponta China e Coréia do Norte como ameaças à sua segurança nacional e exorta para uma "capacidade multifuncional e flexível" de suas tropas para enfrentar novos problemas, como as ameaças terroristas e os ataques com mísseis.
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Desenvolvimento: Sistema de alerta a toque de caixa

Kobe, 21/01/2005 – Um sistema de alerta de maremotos no oceano Índico poderia estar em operação em julho, segundo previsão de especialistas da Organização das Nações Unidas. Mas ainda há muito a ser feito para se chegar a essa meta, considerada imperiosa depois do tsunami que em dezembro causou a morte de mais de 220 mil pessoas no Sul e Sudeste da Ásia. "O elo mais fraco não são os instrumentos tecnológicos, mas o compromisso dos governos com o desenvolvimento do sistema de alerta e sua extensão até as comunidades", afirmou Patrício Bernal, secretário-executivo da Comissão Oceanográfica Internacional (COI), da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.
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