Madri, 24/08/2005 – Queimar florestas, prolongar os incêndios ou não tomar medidas para evitá-los é uma fonte de renda na Espanha que beneficia quem tem contratos para apagá-los, segundo denúncias de organizações ambientalistas. Este problema, que se soma aos incêndios provocados na área para se construir edifícios ou comercializar a madeira de árvores nobres protegidas por leis ambientais, leva o responsável da campanha de florestas do capítulo espanhol da organização Greenpeace, Miguel Angel Soto, a afirmar que "existe uma economia do fogo". Essa economia consiste em "provocar incêndios para assegurar os contratos de extinção do próximo ano ou prolongar os atuais, o que é uma prática antiga e longamente documentada", explica o ecologista. Os incêndios costumam se propagar quando estão sendo apagados, sem que os técnicos demonstrem ser impossível limitar sua extensão, afirmam especialistas.
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