Terrorismo: O mundo continua sem uma definição comum

Madri, 11/03/2005 – A comunidade internacional continua sem conseguir uma definição comum de terrorismo, apesar do trabalho de 200 especialistas de 50 países e seus debates com ex-presidentes, que culminaram nesta quinta-feira com a presença do rei Juan Carlos da Espanha e o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Kofi Annan. O encontro foi convocado como homenagem às vítimas dos atentados de 11 de março de 2004 em Madri e com o objetivo de "discutir uma nova estratégia global de ataque ao terrorismo", segundo manifestou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2003), que presidente o Clube de Madri, responsável pela convocação da conferência. Os problemas chegaram na hora de buscar uma definição compartilhada sobre o que se entende por terrorismo, especialmente ao discutir se podem ser consideradas terroristas as ações militares contra a população civil.
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Direitos Humanos: Quando o terror não é terrorismo

Madri, 09/03/2005 – Personalidades de todo o mundo, entre elas ex-chefes de Estado e de governo, tentam esta semana definir, na capital da Espanha, o que se entende por terrorismo, e recomendarão medidas para combatê-lo. A Cúpula Internacional sobre Democracia, Terrorismo e Segurança, organizada pelo Clube de Madri, reúne duas centenas de acadêmicos, profissionais e políticos, que analisarão os resultados pesquisas realizadas nos últimos meses. O Clube de Madri, que tem entre seus membros 50 ex-chefes de Estado e de governo, se define como "uma organização independente dedicada a fomentar e reforçar a democracia no mundo".
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Entrevista com Baltasar Garzon: "O círculo contra a impunidade está se fechando"

Madri, 02/03/2005 – Todo ataque ou agressão contra a população civil é um crime de terrorismo, sejam os realizados por grupos civis, rebeldes, terroristas ou exército regulares, afirma o juiz espanhol Baltasar Garzón, conhecido internacionalmente pelo processo que moveu contra o ex-ditador chileno General Augusto Pinochet (Londres, 1998). Também se destacou no processo de funcionários socialistas pela "guerra suja" (1983-1986), contra narcotraficantes internacionais e estrangeiros e contra o grupo terrorista ETA e suas ramificações políticas e jornalísticas. Lutador em favor dos direitos humanos, aos 49 anos, Garzón acaba de apresentar seu livro Um mundo sem medo, às vésperas de viajar aos Estados Unidos onde ficará até o final deste ano dando cursos sobre justiça penal.
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Esporte: Atletas e governos unidos contra o racismo

Madri, 23/02/2005 – o governo, associações profissionais e organizações sociais da Espanha decidiram nesta terça-feira unir esforços para combater o racismo no futebol, pelo mal que provoca e por seu reflexo na sociedade. O secretário de Esportes, Jaim Lissavetzky, presidiu uma reunião de mais de duas horas da qual participaram, entre outros, a diretora geral de Política Interna, Rosário García; o presidente da Comissão Nacional Antiviolência, Javier Duran, e o titular da Real Federação Espanhola de Futebol, Angel Maria Villar. Também estiveram presentes o presidente da Associação de Futebolistas Espanhóis, Gerardo González Movilla; o máximo dirigente da Liga de Futebol Profissional, José Luís Astiazarán, e o diretor geral de Esportes do Ministério da Educação, Rafael Blanco.
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Mundo: Separatismo ameaça o País Basco

Madri, 23/01/2005 – A própria unidade do País Basco, além da espanhola, aparece ameaçada diante do teor das reações que dentro e fora dessa região foram provocadas pelo chamado Plano Ibarretxe, que nos próximos dias será apresentado no parlamento da Espanha. O programa, que consiste em um novo Estatuto para reger o País Basco, foi idealizado e defendido pelo presidente de seu governo autônomo, Juan José Ibarretxe, e aprovado no dia 30 de dezembro pelo parlamento dessa comunidade, uma das 17 que integram a Espanha. Apesar de o governante Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) e a maior força da oposição, o Partido Popular (PP, de centro-direita), que somados representarem maioria absoluta no parlamento espanhol, já terem anunciado sua oposição ao plano, o governo basco respondeu que, de todo modo, o apresentará nos próximos dias para que seja examinado.
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