Palestina: A maior prisão a céu aberto

Jerusalém, 17/08/2005 – "O plano será bom para Israel em qualquer situação futura", disse o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, sobre a retirada unilateral da faixa de Gaza. A grande pergunta é se também será bom para os palestinos. Nesta terça-feira, à meia-noite, vencia o prazo dado pelo governo israelense para que os colonos judeus abandonassem de forma voluntária suas casas construídas em território palestino ocupado. Caso contrário, seriam retirados à força. Para muitos, a atitude unilateral israelense representa um importante avanço no processo de paz do Oriente Médio e uma vitória para os palestinos. Para outros, é apenas uma medida conveniente para Israel, destinada a bloquear para sempre o processo de paz e, por fim, a criação de um Estado palestino.
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Palestina: Nada de desocupação em Gaza

Jerusalém, 29/07/2005 – A retirada israelense da Faixa de Gaza não significará o fim da ocupação, porque Israel manterá o controle do movimento de bens e pessoas e esse território se transformará em uma "grande prisão", advertiram organizações palestinas. "A Faixa de Gaza ainda será um território ocupado, segundo o direito internacional", afirmou Renad Qubbaj, da Rede de Organizações Não-Governamentais Palestinas, com sede em Ramalá, na Cisjordânia. "Depois da implementação do plano de retirada, o exército israelense ainda controlará de fato todos os pontos de passagem na fronteira", acrescentou. Israel vai desmantelar todos os assentamentos judeus da Faixa de Gaza e alguns da Cisjordânia no próximo mês, por iniciativa unilateral do governo de Ariel Sharon.
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Palestina: Onde pátria significa humilhação

Naplusa, Cisjordânia, 26/07/2005 – "Antes da intifada de 2000 eu esta muito otimista… mas já não sou. Todos nos sentimos frustrados em nossa pequena prisão", disse Sawsan Aishe, uma Palestina de 24 anos formada na Universidade na Najah, em Naplusa, Cisjordânia. A Cisjordânia encontra-se sob intensos ataques das forças de ocupação de Israel desde que em setembro de 2000 começou a intifada (insurreição) de Al Aqsa, assim chamada por causa da mesquita de Jerusalém oriental onde começou a violência. Muitos prédios históricos jazem em ruínas e a população está traumatizada pelos ataques israelenses lançados em centros urbanos, na caça a extremistas islâmicos supostos ou reais. Na Cisjordânia (margem ocidental do rio Jordão), vivem cerca de dois milhões de palestinos; na Faixa de Gaza (a oeste de Israel, no Mediterrâneo), aproximadamente um milhão, e perto de 240 mil em Jerusalém oriental, que reivindicam como capital de seu futuro Estado.
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