Mulheres: Com véu, porém, mais visíveis

Abbotabad, Paquistão, 24/02/2006 – Mais de quatro meses depois do terremoto que, no dia 8 de outubro, matou cerca de 80 mil pessoas na região setentrional do Paquistão, as vozes das mulheres mais do que nunca são ouvidas, embora suas aspirações e temores continuem sendo ignorados. O terremoto de 7,8 graus na escala Richter também deixou 2,5 milhões de pessoas sem teto, e até agora a ajuda tem sido insuficiente, apesar do enorme esforço do governo e das agências humanitárias internacionais. A zona mais afetada é a que fica próxima da fronteira com o Afeganistão, onde a religião e os costumes exigem que as mulheres permaneçam cobertas pelo "purdah" (véu) e deixem que os homens tomem todas as decisões. Continue Reading

Paquistão: Um pedaço de lona para os desabrigados do terremoto

Carachi, Paquistão, 26/10/2005 – Mais de duas semanas depois do devastador terremoto do Paquistão, os sobreviventes se protegem como podem do inverno do Himalaia. As barracas de campanha ajudam, mas não bastam para isolá-los das inclemências do clima. Muitos continuam debaixo de tetos de plástico e papelão. Aqueles com maior sorte conseguiram barracas. Porém, a qualidade das lonas com que são feitas pode marcar a diferença entre a vida e a morte nos vales da Caxemira paquistanesa, epicentro do terremoto de 7,8 graus na escala Richter que no último dia 8 matou cerca de cem mil pessoas.
Continue Reading

Religião: Estilo Talibã no Paquistão

Carachi, 21/07/2005 – A criação de uma polícia moral islâmica e as limitações aos direitos das mulheres, incluídas em uma lei aprovada por um parlamento provincial do Paquistão, refletem o vigor do fundamentalismo nesse país muçulmano aliado dos Estados Unidos. A Lei Hasba, aprovada no último dia 15 pelo parlamento da Província da Fronteira Nordeste por 68 votos contra 34, gerou profunda preocupação entre os setores mais liberais da sociedade paquistanesa. A lei ainda não entrou em vigor, pois ainda falta ser assinada pelo presidente Pervez Musharraf, enquanto o próprio governador provincial, Khalilur Rehamn, expressou sua rejeição à lei.
Continue Reading

Saúde: Dar à luz na obscuridade no Paquistão

Karachi, 23/01/2005 – Após mais de quatro anos de casamento, Meeran Harchand, de 26 anos, conseguiu engravidar, mas deu à luz uma menina morta. "Nunca cheguei a tê-la nos braços. E veja como me deixou", lamenta a jovem. Meeran ainda se lembra da dor atroz que sentiu durante o trabalho de parto, há quatro anos. "Minha sogra chamou a 'dia? (parteira tradicional), que me deu uma injeção. Depois de algumas horas, pedi à minha família que chamasse um médico. Como não havia nenhum na aldeia, meu marido conseguiu transporte na manhã seguinte e me levou para a localidade mais próxima. Estava sofrendo tanto que queria morrer", contou à IPS.
Continue Reading

Saúde: A aids na Ásia pode repetir a senda africana

Islamabad, 23/01/2005 – Os líderes da Ásia devem assumir a luta contra a aids como um problema global de desenvolvimento se não quiserem que o continente siga os passos da África, onde a doença afetou as bases da sociedade. Assim, afirmou, sem reparos, a enviada especial da Organização das Nações Unidas para a Luta contra a Aids na Ásia e no Pacífico, a paquistanesa Nafis Sadik. "Não podemos nos permitir sermos conformistas. A aids está sendo transmitida na Ásia da mesma maneira como ocorreu na África no passado", disse Sakidk em Islamabad, ao término da Conferência sobre as Melhores Práticas para Mulheres e Meninas com HIV/aids.
Continue Reading