Julgar, ou não, criminosos de guerra?

Por Edgardo Ayala, da IPS –  São Salvador, El Salvador, 21/7/2016 – A decisão do máximo tribunal de revogar a lei de anistia coloca El Salvador diante da tarefa de decidir se convém julgar os que cometeram graves violações dos direitos humanos durante a guerra civil. Também evidencia que, após mais de duas décadas do fim […] Continue Reading →

O mercado negro cubano e suas distorções

Por Patricia Grogg, da IPS –  Havana, Cuba, 21/7/2016 – Em um cenário que se faz comum na capital cubana, vendedores de todo tipo de produto, geralmente em falta nas lojas, abordam as pessoas nas proximidades, ou mesmo na porta, dos estabelecimentos formais para mostrar suas ofertas, que vão desde fraldas descartáveis até caras banheiras de […] Continue Reading →

África reescreve história de sua agricultura

Por Friday Phiri, da IPS –  Abidjã, Costa do Marfim, 20/7/2016 – O marfinense Albert KangaAzaguie já não se considera um pequeno agricultor. Aprendeu a analisar a oferta e a demanda de um dos produtos básicos da Costa do Marfim, a banana, e começou a produzir fora de temporada para vender a um preço melhor. “Agora […] Continue Reading →

Economia cubana volta aos tempos de crise

Por Patricia Grogg, da IPS – Havana, Cuba, 20/7/2016 – O fantasma do período especial, como foi chamada a aguda depressão dos anos 1990, percorre atualmente os lares de Cuba, embora governo e especialistas coincidam em que a nova crise é diferente e existem recursos para enfrentá-la. O presidente Raúl Castro reconheceu, este mês, a crise […] Continue Reading →

Juros elevados refletem anomalias no Brasil

Por Mario Osava, da IPS –  Rio de Janeiro, Brasil, 19/7/2016 – A dívida permanente é um modo de vida desde que foi criado o cartão de crédito. Mas isso custa muito caro paraos brasileiros, por causa das taxas de juros cobradas, aumentadas ainda mais pela atual crise econômica. Disso já sabia Laura (que preferiu não […] Continue Reading →

El Niño abranda e La Niña chegará logo

Por BaherKamal, da IPS –  Roma, Itália, 19/7/2016 – O fenômeno El Niño de 2015-2016 é um dos mais fortes até agora e o La Niña, que poderá golpear em breve, agravaria a severa crise humanitária que afeta milhões de pessoas nas comunidades mais vulneráveis de dezenas de países, especialmente na África e Ásia Pacífico. El […] Continue Reading →

Empoderamento feminino e desenvolvimento

Por Diego Arguedas Ortiz, da IPS –  São José, Costa Rica, 18/7/2016 – A inclusão das mulheres no modelo de desenvolvimento latino-americano, com maior participação no mercado de trabalho e melhores condições salariais, contribuiu decisivamente para reduzir a pobreza extrema na região. Além disso, traça um mapa do caminho para as dívidas em matéria de gênero […] Continue Reading →

Cessam os fortes combates no Sudão do Sul

Por Aruna Dutt e Lyndal Rowlands, da IPS –  Nações Unidas, 18/7/2016 – A situação em Juba, capital do Sudão do Sul na quinta-feira dia 14 era “tensa”, mas “calma”, após os intensos combates vividos na semana passada nesse país, informou o porta-voz da Organização das Nações Unidas (ONU), Stephane Dujarric. “A relativa calma abriu uma […] Continue Reading →

Direitos humanos têm marca do Sul Global

Por Aruna Dutt, da IPS –  Nova York, Estados Unidos, 15/7/2016 – Frequentemente se recorda que os direitos humanos são uma criação do Ocidente, impulsionada contra a vontade das nações em desenvolvimento, mas as origens do sistema internacional de direitos humanos poderiam ser outras, segundo a conclusão de um fórum organizado em Nova York pelo Instituto […] Continue Reading →

ODS: como “não deixar ninguém para trás”?

Por Aruna Dutt, da IPS –  Nações Unidas – “Não deixar ninguém para trás” passou a ser o lema dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), mas resta muito a ser feito para chegar a concretizá-lo, afirmaram esta semana organizações da sociedade civil presentes a uma conferência de revisão dos avanços da Agenda de Desenvolvimento Pós-2015. Ao contrário dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da Organização das Nações Unidas (ONU), que não conseguiram atender a desigualdade estrutural, a sustentabilidade ecológica e as responsabilidades do Norte Global, a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável reconhece a “enorme disparidade de oportunidades, de riqueza e de poder” como imensos desafios para se conseguir o desenvolvimento sustentável, uma novidade em matéria de documentos intergovernamentais. No primeiro ano dos 14 da Agenda 2030, ainda falta ver as mudanças no caminho para o desenvolvimento global, segundo o informe Spotlighton Sustainable Development 2016 (Foco no Desenvolvimento Sustentável 2016), publicado esta semana pelo Grupo de Reflexão da Sociedade Civil. “Não se deixa as comunidades para trás por esquecimento”, observou Warda Rina, da Women’s Major Group, uma das organizações que participaram da revisão dos avanços da Agenda 2030, “são políticas neoliberais que as excluem de forma sistemática”, destacou. O estado dos ODS em muitos países pode ser descrito como de prosperidade crescente das classes altas, mas piora a segurança pública, a qualidade de vida e a pobreza multidimensional, diz o informe. “Com relação à Agenda 2030, há progressos e retrocessos”, escreveu Hector Bejar, representando a coalizão Social Watch, no Peru, que no informe diz que o “produto interno bruto cresce, mas com ele também cresce a desigualdade”. Barbara Adams, também da Social Watch, disse que na implantação dos ODS, por ora, parece que alguns Estados membros aceitaram com reticência a agenda, e nas negociações houve muitas rejeições e muitos retrocessos. “As conversações sobre financiamento parecem voltar à sua dinâmica habitual. Se continuar o que está sobre a mesa, aparecerão obstáculos diretos para a concretização dos ODS”, alertou. Um dos grandes obstáculos que a Agenda 2030 não atende é a nova geração de acordos bilaterais de investimentos e de livre comércio, que reduzem a capacidade dos governos de promover os direitos humanos e a sustentabilidade, e incentivam os países a competirem em uma corrida para o abismo, oferecendo taxas mais baixas e mão de obra mais barata para atrair capitais. Por exemplo, o acordo de Associação Transpacífico, assinado em fevereiro, aguarda por ratificação, e a Associação Transatlântica para o Comércio e o Investimento, entre União Europeia e Estados Unidos, terminará no final deste ano. “Os acordos consideram padrões sociais, ambientais e de direitos humanos como possíveis barreiras não alfandegárias para o investimento e o comércio, que é preciso ‘harmonizar ou eliminar’”, diz o informe. Sandra Vermuyten, da organização Public Services International, disse que muitos grupos da ONU são dirigidos por interesses corporativos e não são inclusivos. Por exemplo, o coordenador da Global Business Alliance para a Agenda 2030 é a Câmara Internacional de Comércio, à qual se atribui um papel crucial na […]

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